terça-feira, 28 de junho de 2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

De boca aberta...

Sim, mais uma vez ali deitado de boca aberta...se ao menos fosse a fazer algo bem prazeroso mas não, mais uma vez deitado na cadeira do dentista a sofrer mais um bocado.

O dentista por vezes tem umas tiradas engraçadas muito embora por vezes eu me veja grego para entender certas coisas que ele diz por causa do sotaque dele, de 'comer' metade de algumas palavras e da máscara claro. Desta vez o homem já estava a ficar frustrado porque não conseguia fazer uma coisa simples num dente, um retoque final mas que era preciso fazer, e vai dizendo:

"Ohhh pah....*fshhhhhhhh* eh pah, oh senhor PM, é complicado trabalhar na sua boca. Tem uma língua grande, tem lábios grandes, a saliva é bastante viscosa e isto fica tudo a escorregar...*fshhhhhhhhhhhh*...argh...tá quaaaaaaaaaaaseeeeeee..."

Ora bem, pela minhas contas já vou no quarto dentista que ao longo da vida já fez observações sobre a minha língua. 

No meio de dias de merda, cabeça perdida e coração confuso, haja coisas destas para me fazer rir um bocado :D

Outra coisa a fazer-me sorrir é eu ir a caminho de casa e a principal rádio cá do burgo passar uma música que me traz belas recordações de uma noite inesquecível!



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Há dias...

Há dias em que nos questionamos sobre tudo e em que só dá vontade de me  meter num avião fugir daqui. 

Mas...

run away love cute smile new

Dá vontade de levar alguém comigo...

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Melancolia dos dias

E vou andando pela melancolia dos dias num estado que nem sei bem definir, como que um piloto automático que me vai puxando e empurrando de dia em dia.

Rotinas definidas, imprevistos com que lidar, ser deixado na merda a trabalhar sozinho porque como não tenho família, amigos, "amigas" cá não há ninguém que fique à espera. 

Não há emoção, falta entusiasmo, excitação, o ter pelo que esperar, uma loucura com dia e horas marcadas.

Saudades da ansiedade boa de esperar pela hora da partida, da chegada, das camas grandes, do sexo louco, desenfreado, quase apaixonado, da entrega, da sofreguidão de quem sabia que aquela podia ser a última vez, saudades do prazer...

Farto de paixões condenadas à nascença, de amores impossíveis, de não ser o que possam querer que eu seja, farto de não contar para nada, farto de mal abrir a boca e por isso estar a dar uma de vítima e coitadinho, farto de tanta merda, fodasse...

Vou mas é beber um gin e fumar um cigarro que ao menos isso ainda posso fazer livremente.


monday frustrated paul rudd sigh stressed

segunda-feira, 6 de junho de 2016

ego

Tenho estado sozinho com os meus pensamentos, perdido dentro da minha própria cabeça...tempo demais, demasiado tempo.

Há coisas que tenho de vontade de dizer, coisas que tinha/tenho vontade de fazer mas algumas não posso, outras não devo, outras que não é justo para quem seria visado/a. 

Há conversas, palavras, gestos que as pessoas não imaginam o impacto que têm em mim. Posso ser egoísta e um bocado egocêntrico mas o 'curioso' é que dou por mim com outras pessoas no pensamento quase todo o tempo em que estou acordado, tirando o tempo em que estou com fome e mesmo aí...

Há coisas presas no coração e que a cabeça não quer deixar sair. Se este egoísmo afasta as pessoas se calhar é porque será melhor assim, apesar de não ser algo premeditado ou friamente calculado. Provavelmente poupo tempo e trabalho, e eu detesto incomodar ou estar a mais na vida das pessoas.

Gosto de pensar, se calhar mal, que a minha vontade, as minhas opiniões, os meus desejos contam para alguma coisa...se calhar penso demasiado nisso.