sexta-feira, 22 de abril de 2016

Camas

Ali a minha cama está vazia, é pena caraças...sempre esteve vazia para dizer a verdade.
Raríssimas vezes dormi acompanhado, não por não querer, mas a verdade é que não consigo dormir acompanhado. 

À semelhança de muitas pessoas, eu gosto muito de camas e mais ainda de todos os maravilhosos usos que lhes podemos dar para além de dormir.

A cama está vazia mas eu até gostava que não estivesse. Caramba, eu até partilhava um belo copo de whisky :D

terça-feira, 19 de abril de 2016

Grande lata!

Há malta com uma lata descomunal, de tão grande que é não é bem uma lata mas antes um latão. 

Estava eu esparramado no sofá a ver um bocado de televisão depois de jantar, tranquilamente ia bebendo o meu copo de whisky. Estava ali tranquilo quando passa uma colega de casa que gosta de me fazer perguntas e falar e por aí fora, eu é que nos últimos meses não ando com pachorra nenhuma para a aturar, isso é 'trabalho' do namorado dela.

Viu-me a beber e toca de perguntar o que era, e porque cheirava bem, e que queria saber e mimimimimi... Dei-lhe o copo a cheirar, disse o que era e que provavelmente ela não ia gostar. Ora pois que a moça disse que era muito bom, que adorava whisky, que era a bebida preferida e mimimimimi...

Pergunta-me onde tinha arranjado e (surpresa!!!!) eu disse que naturalmente tinha comprado uma garrafa, não apareceu do nada.

Ora, aqui a moça desata numa espécie de indignação mas calmamente e de forma sorridente: "Então tens uma garrafa de whisky e não ofereces? Tens uma garrafa e não dizes nada? Isso não é verdadeiro companheirismo de casa!!!"

Encolhi os ombros e não disse nada porque não queria e porque ela não me dava tempo. 

Olha que lata, foda-se! Não disse porque não tenho nada que lhe dar satisfações, porque não quis, porque só ofereço a quem quero e não a quem se faz tão descaradamente ao que é dos outros. 

Para fim de conversa ainda me diz "Na Sexta-Feira bebemos um bocado, eu depois falo contigo..."

Eu nem tinha planeado ir a lado nenhum Sexta-Feira mas se calhar vou sair de casa de propósito. Ora foda-se...que peça uma garrafa ao namorado que o gajo tem um ordenado umas quantas vezes superior ao meu.

Que lata pah...

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Dizer coisas

Acho que uma vez já escrevi algo sobre isto mas agora não tenho a certeza e estou/sou demasiado preguiçoso para ir confirmar aos "arquivos".

Sou um gajo um bocado acanhado, tímido, envergonhado. Sempre fui e é complicado mudar nesta idade. Mas há situações em que me solto, há situações que estou à vontade com a pessoa, tenho boa dose de confiança e sei que posso dizer o que me vai na cabeça sem me levarem a mal mesmo que seja uma cena muito javardola, picante, intima...agora estava a pensar concretamente na dirty talk mais puxada, mais ardente, o que uma pessoa diz nas horas de maior tesão e/ou quando troca mensagens picantes sobre o desejo/tesão que se tem por certa pessoa e o que queremos fazer.  

Eu gosto que me dêem a liberdade de dizer tudo, com qualquer palavreado, sem estar com termos mais suaves e delicados. Obviamente que há um momento e um contexto para se usar certa linguagem mais hardcore e outra mais suave e delicada. 
O sexo não é uma coisa formal ou cerimonial no sentido que não tem que seguir um protocolo como um casamento de uma qualquer casa real. Gosto da espontaneidade de receber uma mensagem bem puxada, bem carregada de tesão, gosto que mo digam na cara, que me sussurrem ao ouvido ou que mo gritem no calor, na loucura, no insano caminho rumo cume do prazer, rumo à petite mort, uma e outra vez...  

Se estiver envolvido nalguma cena/filme/enrolanço do bom com alguém gosto de ter a liberdade de poder dar largas à imaginação em todos os sentidos da coisa, componente verbal incluída e de sobremaneira apreciada. 

A malta devia deixar-se de pudores e dizer as merdas como elas são. Soltem a língua bem solta, larguem os filtros e dispam essas mentes gostosas de preconceitos. 

As palavras podem ter um efeito bem afrodisíaco, não as subestimem! 

YoungerTV tv land younger sutton foster whisper

quarta-feira, 6 de abril de 2016

A que sabes? Dúvidas...

Dia de merda, merdas fodidas que se vão passando (será que caio abismo abaixo ou nem por isso) e não me apetece fazer nada, não fui ao ginásio e até me tinha ajudado a espairecer.

Perguntam-me se quero falar quando chego a casa. Respondo que não muito calmamente e 'enterro' a cara no telefone e subo o volume nos headphones mas apetecia-me dizer bem alto "fodasse, contigo não quero falar que eu já há dias que não te ando a ver bem pah..."

Passo os olhos pelos blogs e pelo Facebook, saio uns momentos da minha realidade, meto os olhos numa foto enquanto vou comendo um quadrado de chocolate. Bem gostoso este chocolate, suave, o sabor prolonga-se na boca...a dúvida que me assalta mais uma vez: mas qual o teu sabor? A que sabes? Molho os lábios, havia um bocadinho de chocolate nos lábios...

Oh pah...preciso de chocolate e de outros sabores.

girl tongue ice cream lick

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Toque

Sou um gajo latino e a malta latina gosta de tocar uns nos outros, agarrar, abraçar, dar beijos e por aí fora. Sempre gostei do toque, de "ver com as mãos" especialmente quando se trata de mulheres :P

Gosto de tocar, de agarrar, de sentir e descobrir com estas ricas mãozinhas que, não sendo um portento da beleza, já foram bem elogiadas pelos seus poderes terapêuticos! 

Há uma situação em que eu sempre detestei que me tocassem: quando estou num bar/discoteca com imensa gente e há pessoas que querem passar para ir a qualquer parte daquele sítio e à medida que vão passando pelas pessoas metem a mão nas costas das pessoas por quem passam. Oh pah, chamem-me de esquisitinho, estranho, whatever, não gosto pah!!! Eu não os conheço de lado nenhum, as mãos estão quentes e/ou suadas...mal sinto ou vejo que me vão tocar nas costas retraio-me logo, é pancada minha mas julgo que não sou o único.

A vida mais ou menos solitária que vou tendo por vezes tem efeitos estranhos que só se revelam em situações particulares e que eu só me apercebo depois. O viver sozinho por aí há uns anos, o estar só, o facto de não haver muito contacto pessoal nas culturas onde vou vivendo e o passar muitos meses sem qualquer tipo de contacto humano acho que me tornou (mais ainda) estranho. 

Há uns tempos, depois de um jantar e enquanto bebíamos algo, uma antiga colega de trabalho agarrou-me no braço e como que me abraçou de lado porque eu disse uma parvoíce qualquer que fez o grupo rir. Nada de especial no contexto de pessoas que se dão bem e tem uma relação de confiança mas eu dei por mim a pensar: "Porque é que ela me está a tocar? Hermmm isto é estranho..." 

Horas mais tarde, já em casa, dei por mim a pensar naquilo e na expressão que tinha feito e que em tudo é semelhante à reacção de um amigo alemão quando uma miúda latina se chegou a ele e o cumprimentou efusivamente, tocando, dando dois beijos e o homem ficando 'gelado' porque os alemães mantêm uma certa distância e apertam a mão para cumprimentar (não são todos mas a cultura é mais 'fria' neste sentido).

Uma vez disseram-me que eu era muito alemão porque cumpria horários, chegava a horas! Será que estou a ficar mais alemão ou é outra coisa pior?

cat dog dont touch moon moon bitchclap