quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Um dia normal

Mais um dia normal. As semanas são cheias de dias normais, os meses são cheios de dias normais, os anos têm tido demasiados dias normais, muito vazios.

Sair de casa em silêncio. Trabalhar em silêncio. Almoçar em silêncio. Voltar a casa calado. Normal.

Apetecia-me algo anormal. Um desvio na rotina do dia a dia. Uma surpresa ao almoço. Lânguidos beijos pescoço acima, pescoço abaixo. Mordiscadelas no lóbulo das orelhas enquanto se sussurram desejos lascivos e promessas de farta luxúria. Um café partilhado. Uma massagem também era bem-vinda. A prenda de anos que não tive. Um cigarro e um segredo partilhados. Eu sei lá que é que estou para aqui a escrever...


i need a drink maybe i need more than a drink punched in the face by my duckling eheheheh he he he hee h heh


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Swipe me right baby, come on let's get it on...

Os meus dotes na arte do engate são...vá, não tenho, ok... A prova disto é o resultado da minha presença num ou outro site de online dating e uso de uma certa app de engate, isso mesmo, o Tinder.

Não há que ter vergonha de se dizer que se anda no mundo do online dating, quase toda a gente o faz ou fez em determinada altura. Parece é que toda a gente já facturou à conta destas cenas menos eu. Verdade seja dita que eu nunca me empenhei nestas cenas a fundo, sempre levei numa boa, descontraído e sem nenhumas expectativas. Mas acho piada a alguma coisas que vejo.

O Tinder é a cena do momento, é o mais popular e eu comecei a encarar a app como um jogo. Para mim é um jogo em que que há duas opções:
- "Levava para casa e dava-lhe um grande tau tau!"
- "Nah..."

Acho Himalaias de piada às miúdas que escrevem no perfil delas que andam no Tinder à 'procura de amigos'. Oh pahhhhhhhhhhhhh fodasse, mas vocês estão a gozar? A sério que acham que no Tinder os gajos andam lá para fazer amizades? A sério que são assim tão ingénuas ou acham que alguém compra esse paleio de falsas púdicas? 

Não me fodam pah...pelo menos assim não.

A minha experiência no Tinder tem sido a ver a banda passar mas já tive um par de matches (loucuuuuuuura) que deu em conversa, cenas que no final de contas só me podiam mesmo acontecer a mim.
Uma delas vim a descobrir que era uma cam girl (a moça despe-se e brinca consigo própria em frente a uma câmara a troco de dinheiro) e queria que eu lhe fosse dar uma review ao site dela tendo para isso de pagar uns quantos €. Lá a mandei dar uma curva de uma forma educada.
A segunda foi um clássico da minha vida. Conversa da treta para aqui e para ali durante uma semana. Ah e tal bora lá tomar um café. Conversa porreira. (Ela) Ah e tal tenho que bazar porque vou a casa de uma amiga que está em baixo porque acabou com o namorado. (Eu) Ah ok, tudo bem, força nisso... Neste momento eu percebi que aquilo era o fim da linha. Os dias a seguir foram de absoluto silêncio. Mando uma mensagem para descargo de consciência. Silêncio dias a fio. Certo dia tenho uma resposta lá vinha o clássico dos clássicos "Isto para romance não dá mas pareces um tipo porreiro, bora ser amigos?"

Está bem está, sabes lá tu o "generous lover" que tu perdes. Foda-se, olha a minha sorte... 


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Sabores

Sou um guloso assumido. Um dos meus maiores prazeres, e a que me é mais fácil aceder, é comer. Sou um tipo que gosta de experimentar as coisas como deve de ser satisfazendo, se possível, bem todos os sentidos. 

Andava eu por aí a cuscar uns blogs e alguém falou numa frase de engate que me fez sorrir por me ter lembrado uma certa situação muito prazerosa. O gosto sempre foi um dos sentidos que mais prazer me deu. O sabor das coisas faz-me 'viajar'. Um guloso quer sempre mais daquilo que lhe dá prazer. 

O sabor de alguém pode ser inesquecível como pode ser facilmente olvidável, tudo depende do que aquele sabor nos desperta. Pode ser viciante.

O sabor de um beijo, o sabor da pele, o sabor do sexo...o sabor, o dizer que se quer sentir o sabor tem um certo encanto, diria mesmo um certo glamour e um tesão...

O dizer a alguém que se quer sentir o seu sabor não é algo que surja nas primeiras linhas de conversa mas, dito de uma forma inesperada, acho que resulta bem e tem um certo estilo. Não pode é ser dito de qualquer maneira porque a linha que separa o que provoca tesão e a javardice é ténue. 

Isto do sabor abre caminho à criatividade, por exemplo: 

"O que eu gostava de saber qual o sabor dela..."
sexy lip girl bite lip



"Prova-me..."





"Aposto que sabes bem..."


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Perturba-me...

Eu não sou esquisito no que toca a mulheres, isto é, eu não tenho um arquétipo de mulher mas há uma coisa que eu tenho confirmado que me perturba: sobrancelhas estranhas. 

Não sou especialista nenhum em cosmética nem sou esteticista mas há coisas que me parecem estranhas e que me perturbam, tipo isto:

33 Women Who Don’t Understand Eyebrows

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Perguntas com segundas intenções

Os meus progenitores nunca se imiscuíram nas minhas cenas, nunca se meteram na minha inexistente vida amorosa e eu muito menos a partilhei com eles. Sei que muita gente o faz e é tudo muito lindo e todos partilham tudo é tudo uma alegria, kumbaiá e tal mas a nossa relação nunca foi assim.

Há muita coisa que partilho com eles e outras tantas que não me passa pela cabeça sequer mencionar. A nível amoroso tenho fortes razões para crer que eles não alimentam qualquer tipo de expectativas a meu respeito, melhor assim porque não se cansam de esperar por nada.

Um dia levei com uma pergunta vinda do nada: "Então, tu não arranjas ninguém?" Lá retorqui de uma forma muito fofa que as mulheres não me ligam puto, não querem saber de mim para nada e que isso se devia em grande parte à bela fronha que eles me tinham dado. Não podendo contra argumentar na parte da fronha deixaram-me em paz.

Estes dias houve outra pergunta que me deixou com a pulga atrás da orelha...Não é a primeira vez que levo com uma pergunta com o mesmo sentido. Segundo me parece um deles acha que eu sou gay. Da outra vez a pergunta foi mais ou menos directa mas desta vez foi mais dissimulada. 

Isto de me perguntarem se um certo amigo meu, que para mim é como família e ele sabe bem disso, tinha alguém, se namorava, etc e tal...Pelo tom a pergunta não era inocente e eu lá respondi muito simplesmente "Não sei, não faço ideia." Por acaso até sei mas não é nada da conta deles. 

Sei bem que o facto de nunca ter aparecido em casa com uma mulher, ou homem digas-se de passagem, os possa deixar com dúvidas mas lá por isso nunca ter acontecido não quer dizer que eu seja automaticamente gay.