quarta-feira, 15 de abril de 2015

Ditaduras há várias

Ontem estava a responder a um email e, no meio de outros tantos assuntos e enquanto lia o mail recebido, dei por mim a pensar nos discursos 'tipo' de certas pessoas e que me deixam fora de mim, enfurecem-se de tão cliché, tão batidos e ranhosos que me soam. 

Parece que em certas coisas, certos aspectos da vida de uma pessoa tem que seguir uma cartilha e ter certos elementos senão é pura perda de tempo, não valemos nada, não somos nada, nada tem sentido e demais patacoadas com as quais só o Gustavo Santos pode rivalizar. Há como que uma ditadura dos modos de fazer e viver. 

O tema que me chateou foi o amor. Não por ser exactamente o amor mas como as pessoas usam a palavra e o sentimento como arma de arremesso e bandeira para tudo e mais umas botas.


Eu percebo perfeitamente a cena toda do amor e coisas afins mas quem não o tem também vive e não apenas sobrevive. 

Chateia-me profundamente os fundamentalistas do amor: ai sem amor nada vale a pena, do que vale a pena ter coisas se não há ninguém em casa ao fim do dia, ai a vida não faz sentido sem ter alguém com quem partilhar, por amor tudo se faz, eu sem amor morro, é um/a mal amado/a e é por isso que é assim mal humorado/a, dizes isso porque nunca amaste ninguém, tens de amar alguém para perceber, ai amar e ser amado… 

Pah, minha gentinha…menos por favor. Então quem não consegue ter amor ou quem o/a ame? Vai-se deitar abaixo de uma ponte?! Vai meter a corda ao pescoço?! Dá um tiro nos cornos só porque não foi bafejado/a pelos deuses do amor?! Caramba que obsessão da treta dessa gente. Uma pessoa por vezes já se sente na merda, e uma merda, por causa de estar sozinho e ainda vêm esse trovadores do amor de pacotilha…poupem-me!!!

Fodasse...sinceramente, pah fodasse lá mais o caralho da ladaínha.

Há vida para além do amor. Com amor deve ser giro, ou mais giro, deve ser...não sei, quem sabe um dia destes, daqui a uns anos eu não apresento a minha opinião...até lá, pessoal sosseguem a franga porque o mundo não é cor-de-rosa todos os dias, toooooooooooooooodo o santo dia.

Eu cá acho que mais vale a dita dura que uma ditadura!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Prova oral - A arte do fellatio

Certo dia apeteceu-me escrever um texto sobre sexo oral, um tema que muito me interessa, me dá um imenso gosto e gozo praticar tanto a dar como a receber. Admito sem qualquer tipo de pudor nem gabarolice que gosto muito de sexo oral, de o fazer com toda a dedicação e não fico nada ofendido de receber dicas e comentários da mulher com quem estou a partilhar aquele momento. Somos todos diferentes, gostamos das coisas de forma diferente, com ritmos diferentes, força diferente, durante mais ou menos tempo e não há duas vaginas iguais...pelo menos as que eu vi, não as vi a todas por isso é que escrevi o que escrevi. 

Mas e então nós?! Sim, os gajos também gostam de receber, de ser presenteados, de se deleitarem com um fellatio digno de registo. Há excepções, estão no seu direito mas sinceramente eu não os percebo. Adiante.

Muitas mulheres acham que isto do fellatio, ou bico/broche para os amigos, é só chegar, meter aquilo na boca, fazer de conta que é um Calippo de limão ou morango que ali está, dar umas chupadelas e o gajo já fica contente e nem tem que reclamar porque muita sorte já tem ele que a 'princesa' se tenha dignado a abocanhar-lhe o dito cujo. Sinceramente...nenhuma mulher é obrigada a gostar ou fazer mas por favor não façam fretes ou se metam com nojinhos estúpidos, a menos que o gajo negligencie a higiene, aí o gajo que se vá lavar!

Estes dias andava a ver as novidades nos blogs que vou seguindo e deparo-me com um texto sublime da Camille precisamente sobre este assunto. Ela escreve muitíssimo bem, sou um seguidor fiel e acho que muita gente devia ler com atenção as palavras dela. No post "Orquestra" ela disserta sobre como deve ser o fellatio, o que não deve ser ignorado, o que também merece atenção para não ser mais um mas ser O fellatio. Espero que ela não me leve a mal ter mencionado o blog dela mas, e se por acaso leres isto e quiseres que retire qualquer referência, é só dizer e eu tiro ;)


quarta-feira, 1 de abril de 2015

O marasmo ou...sei lá

Ando a sentir que estou a ficar parado no tempo, estagnado, é estranho...nem sei bem como descrever. Tenho de momento alguma estabilidade, o que é bom, mas isto é estranho porque aparentemente não há um prazo a pairar sob a cabeça como dantes e isso ajuda a que eu me acomode...o que nem sempre é bom.

Este país é aborrecido e chato para quem está cá sozinho, não tem amigos e tem imensa dificuldade em os fazer, em conhecer pessoas em ser um ser sociável. Noutros países era mais fácil porque eu era quase o elemento 'exótico' da cena porque não havia mais nenhum Português e isso ajudava a criar laços com as pessoas porque ficavam curiosas por saber coisas desse pequeno país que é Portugal. Sentia que tinha algo para contribuir.

Aqui não. Não me sinto integrado, não sinto que faço parte deste lugar, não tenho uma rede de amigos a quem recorrer, se tiver algum azar e for parar a um hospital não faço ideia de quem é que posso contactar e que largue tudo para ir lá ter comigo. Se calhar estou a ser injusto porque até conheço boas pessoas aqui mas não são propriamente amigos/as e já têm as suas vidas, amigos, família, etc aqui. 

Ou isto é falta de sol, férias, sexo, álcool, tabaco ou se calhar é sinal para eu começar a pensar a sério em procurar maneira de fazer de novo as malas, ir embora e recomeçar de novo...mais uma vez, procurar um lugar onde eu sinta que pertenço...

Sei lá...ando aborrecido pronto.

Fazem-me falta pessoas, certas conversas, aquele beijo...