No passado fim-de-semana estive na companhia de uma série de pessoas com quem é agradável passar o serão e conversar um bocado.
Inevitavelmente a conversa foi dar a certa altura a sexo, só a conversa porque aquela malta não é dada a grandes rebaldarias...e por acaso até temos pena em certos casos, muita pena...ai a moça do corpete, a moça do corpete!
Falou-se de muita coisa no que a sexo diz respeito, incluindo cenas mais hardcore, BDSM e afins à conta da descoberta de um certo livro por parte de uma das presentes.
Acho piada a ver a reacção das pessoas quando se fala de certos temas dentro do vasto universo que o sexo abarca por assim dizer, pelo menos não ouvi ninguém dizer que sexo oral era nojento e pouco higiénico mas também é verdade que quando falavam disso a minha mãe me telefonou e estivemos um bocado à conversa.
Alguém falava de "fazer amor", outra pessoa disse que o não sei das quantas dizia que não fazia amor só fodia, etc. enquanto eu via duas ou três caras de constrangimento quando ouvem foder. Juro que quando vejo estas caras de repúdio quando se fala em foder só me apetece perguntar se não gostam de uma bela foda. Que me desculpe quem não gosta da palavra em si mas não há outra para descrever de uma forma crua, simples e directa o que se pretende com a palavra foder: sexo vigoroso, com vontade, em que há entrega e empenho mútuos, em que há aquilo na mão, a mão naquilo, beijos, lambidelas, chupadelas várias, prazer, orgasmos (sim plural porque eu não sou gajo de ficar satisfeito só com um meu e dela)!!!
Nunca fui particular adepto da expressão "fazer amor" mas nem me manifestei contra a mesma, só disse que era uma chatice ficar só naquela do amor fofinho e que era preciso variar um bocado, dar umas palmadas e partir para uma cena mais vigorosa.
Ouço logo "ai mas eu quero o amor fofinho e tudo aquilo a que tenho direito". Retorqui que tudo bem, tudo na santa paz do senhor mas que para mim não dava só o amor fofinho, tinha de haver mais senão a coisa perdia cor, sabor, pica e não disse tesão porque já começava a sentir uns olhares de soslaio e eu tinha uma bela dor de cabeça e estava a ver quando ia para casa.
Na verdade, eu nem sequer sei "fazer (O) amor". Uma bela noite em que estava numa agradável sessão de 'sexting' com uma dama (apeteceu-me :P) que me é muito querida e a certa altura surgiu uma mensagem que era algo como "E fazias amor comigo?!" Eu engoli em seco e num misto de tristeza e atrapalhação lá disse que nesse caso ela teria que me ensinar como era. Ela fez o melhor que podia, dadas as circunstâncias, para me explicar e deixou-me ainda com mais vontade de o experimentar com ela. Soou-me bem, soou a algo que eu era bem capaz de apreciar visto que eu aprecio muito sexo com entrega de parte a parte.
Nunca chegamos a colocar em prática aquilo que foi dito por mensagens e imaginado incontáveis vezes na minha cabeça. As circunstâncias das nossas vidas não o permitiram mas, quem sabe um dia, estaremos os dois 'na mesma página' e queiramos o mesmo no mesmo momento e aí quem sabe ela não cumpre a prometida lição.
Fazer amor, foder, queca, etc. ... no fundo vai tudo dar a sexo e a isso se resume.