quarta-feira, 27 de agosto de 2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Saudades e inveja

Tenho saudades de casa.

Saudades das pessoas, da cadela, do gato, dos sítios.

Saudades de ir à praia.

Saudades de certos beijos, dos beijos que não dei, dos que não foram devidamente saboreados, do sabor.

Saudades de sexo, daquelas noites de sexo, do corpo, das curvas, dos contornos, da pele, do cheiro, do toque, do sabor, do êxtase, da loucura.

Saudades de uma solidão que me bastava, do desapego, da paz de nada nem ninguém ter.

Inveja, já sei que é muito feio mas não vou ser hipócrita, de quem tudo isto tem...ou pelo menos um bocadinho.

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sábado, 16 de agosto de 2014

Compatibilidades

A compatibilidade entre duas pessoas é algo muito complicado de se encontrar, há quem passe uma vida inteira sem nunca encontrar alguém com quem sinta esse 'encaixe' e há outras que têm a sorte de encontrar esse encaixe algumas vezes. Algumas devem ser arraçadas de carregador universal ou coisa que os valha, encaixam em todo o lado...ou então fingem bem 'pra xuxu'. 

Há diferentes formas e níveis de compatibilidade entre as pessoas. Pode ser só uma amizade, um partilhar do mesmo tipo de humor, amores correspondidos, corpos que encaixam na perfeição, libidos que se igualam, fantasias comuns, desejos, fetiches, etc.  

A compatibilidade com alguém é algo que nos satisfaz, a mim satisfaz. É por isso que há pessoas que considero verdadeiros amigos e com quem posso contar, riem das mesmas coisas que eu, aturam-me e eu a eles, pessoas que mesmo longe têm carinho por nós e nós por eles, e depois há os outros que são conhecidos.

Não sei se a compatibilidade a 100% existe mas acho que é possível chegar lá perto. Se não for em todos os domínios, pelo menos em alguns. 

A certa altura da minha vida conheci alguém com quem me identifiquei bastante. Personalidade forte. Surpreendente. Inteligente, muito inteligente. Mulher de desejos fortes, fantasias e fetiches semelhantes. Se calhar eram as borboletas e as hormonas a bombardear o cérebro com mensagens de que "ali" estava a compatibilidade que buscava. Tão alta foi a subida como a queda. Não deu. A distância e outras cenas da vida, não sei bem quais e prefiro não saber sinceramente, 'mataram' a cena. Adiante, a vida continua.

Noutra altura encontrei por artes do acaso e do destino outra mulher interessantíssima e com quem eu achei que encaixava muito bem. De facto encaixamos bem. Sentimos grande empatia um pelo outro, gostamos de conversar quando temos oportunidade e o sexo...o sexo é absolutamente incrível! Os nossos corpos encaixam, literalmente, muitíssimo bem um no outro e tudo acontece naturalmente. A química (eu que não posso com esta expressão estou a usá-la) existe, acho eu...pelo menos da minha parte eu sinto. Mais uma vez a distância e demais circunstância da vida nos levam a afastar.

A compatibilidade existe. Eu já tive um gostinho dela mas o raio da distância torna tudo incompatível....foda-se... 

E agora uma batida sexy com uma letra a condizer. 
  

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Ansiedade

A ansiedade é uma coisa tramada. Por vezes tira-me o sono, faz-me suar, faz aparecer tiques nervosos e tolda-me o discernimento. 

A ansiedade faz-me sofrer por antecipação. Quer seja por algo bom ou mau,  a ansiedade aparece e por vezes quase me estraga o momento. 

A semana que passou foi tensa. Já tinha marcado aquela consulta há cerca de um mês após ter a certeza de que aquilo que eu tinha encontrado em mim não era realmente suposto ali estar. Do tamanho de um grão de arroz, aquele pequeno caroço deixou-me alerta. Uma rápida pesquisa na net dizia-me que podia não ser nada como podia ser cancro e que era especialmente perigoso em homens na minha faixa etária. Foda-se...foi o que eu pensei. No tempo que mediou a marcação da consulta e a consulta propriamente dita passou-me tudo pela cabeça. Pensei em todos os cenários, pensei em como é que ia contar à família e se ia contar de todo, despedia-me das pessoas, pensava no que fazer antes de um pretenso fim. Não contei nada a ninguém, aguardei com a serenidade possível o dia da consulta. Antes de entrar em pânico havia que falar com um especialista e por isso era melhor não estar já com grandes filmes...mas não consigo evitar, obviamente que eu pensava que podia ser algo muito sério.

Chego à consulta, peço para falar Inglês porque naquele estado não me conseguia expressar convenientemente em Francês, o médico (o tipo, gajo porreiro, devia ser pouco mais velho que eu) agradece porque também não se desenrasca bem em Francês, explico-me e ele leva-me logo para fazer uma ecografia.

Após uns segundos de análise e de mexer nuns botões diz-me algo como "Fizeste muito bem em vir cá para ter a certeza mas tasse bem, isto não é nada de grave e desde que não tenhas dores ou outros sintomas não tens de fazer nada." Nessa altura eu só pensava "Foda-se que alívio pah...caralho, ainda bem, daaaaaasse."

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Saí de lá a respirar de alívio e a relativizar uma série de coisas que afinal, na vida, não têm assim tanta importância. Não vale a pena sofrer por antecipação, eu não consigo evitar, mas não vale a pena.

Raio da ansiedade...o que vale é mesmo sentindo ansiedade em muitas situações da vida ela nunca me levou a ficar mal em certas e determinadas situações :P




sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Voar

Apetece-me meter num avião e ir apanhar ar a outras paragens, ter férias como gente normal, ter programas de gente normal, chegar ao aeroporto e ter uma recepção ao melhor estilo dos 'chick flicks' americanos, ser beijado com vontade e sofreguidão, sexo louco sem tabus...

Mas que raio...o que é o ser normal? Não sei, se calhar o oposto de tudo aquilo que sou.

Outros dias apetece-me continuar a ser o gajo um bocado estranho, discreto, quase invisível, que tem um emprego estranho, que não parece nada ser Português, chega a horas, dorme até tarde e que vê montes de séries. 

Há outros dias ainda em que eu não sei o que realmente quero ou me apetece, não me apetece ser eu...