quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Um gajo nunca está bem com o que tem

Será possível? Estou aqui só há um mês e começo a sucumbir às saudades, já?!
Não que não tenha saudades de quem ficou em Portugal, não é isso. É diferente porque eu já estou como que habituado a estar longe e a sentir falta de quem ficou, uma pessoa vai criando defesas. É um sentimento mais profundo desta vez. 

Enquanto fumo um cigarro reflicto na minha escolha em voltar para cá. Será que fiz bem? Será que foi a maior asneira da minha vida? As coisas não são como me tinham dito exactamente, há tensões, há uma guerra fria em curso, estou no meio de uma pequena tempestade sem saber para onde me virar.

Fazem-me falta as minhas pessoas.

Estou cá sozinho, nada de novo para mim, mas está a custar um bocadinho mais do que antes. Acho que a solidão não me vai bastando...mas o que é que eu sei disso? Nunca vivi acompanhado...

Faz-me falta quem me quer bem, quem eu quero ver, beijar e que não sei se ainda quer os meus beijos...o frio entorpece-me o corpo e a mente, só o coração não fica adormecido pelo frio que se faz sentir...já não sei se é bom ou mau.

Preciso de...


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Tinha tudo para ser um almoço agradável até que...

...que me começam a dar cabo do juízo por causa do que como ou deixo de comer, contar calorias e merdas afins. Fodasse, mas quem é que lhes deu o curso de nutrição?! Esta malta lê umas cenas na net e já acha que percebe a cena toda.


Os conceitos de alimentação saudável e equilibrada de certa gente estão altamente deturpados. Ora comer uma refeição completa à noite é crime de lesa pátria, comer uma taça de cereais ao pequeno almoço idem porque é só calorias e bla bla bla bla bla.

Querem-me pôr de dieta, e quando for para o ginásio é que vai ser...fodasse, pó caralho home! Já sei que sou gordo, que não primo pela beleza e por aí fora, mas deixem-me da mão. Credo...tivesse ainda comida no prato e era isto que fazia:

When someone says not to eat something because it is not healthy for me

Já sei que sou gordo, sempre fui e sempre travei uma luta ao longo da vida com o meu corpo, com os complexos que isso me causou, com o bullying que sofri por causa de ser o puto gordinho. Lutei, emagreci, engordei de novo, emagreci, engordei, estabilizei. Toda a vida levei com rejeição das pessoas por ser gordo, principalmente com as mulheres. O facto de nunca ter tido uma relação não é alheio a este detalhe.

Mas sabem que mais, é uma luta minha, vou travando como posso e olhando pela minha saúde antes de pensar só na parte estética.

Tomem lá um bocado de swag (como eu detesto a palavra mas o gif é muito bom) 

Can't. Handle. My.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

E depois eu é que sou o tarado...

O sítio onde trabalho, ou melhor, o complexo onde está o escritório onde trabalho está inserido numa infraestrutura que está aberta 24/7 e 365 dias por ano.

No final da semana passada calhou que tivemos que trabalhar durante a noite e pela madrugada fora porque havia uns clientes a acompanharem uns objectos e só podíamos autorizar que as coisas fossem descarregadas, manipuladas e guardadas na presença deles. São itens que valem para cima de um dinheirão.

Ora bem, no grupo de 4 clientes havia duas mulheres: uma jovem loira roliça e uma asiática/americana nos seus late 40's/ early 50's. As duas foram muito simpáticas mesmo após uma viagem transatlântica e sem dormirem há umas boas horas. Eu como também já não dormia há umas 20 horas nem reparei bem nos atributos físicos delas tirando ter-lhes olhado para a cara, tinha que falar com elas.

Conversa hoje no escritório:

Colega 1 - "Oh 'Zé', a asiática era toda enxuta! Tinha ali um corpinho ainda à maneira. Não a pinavas?"

Colega 2 - "Ai, então porque não? Mandava-lhe uma...zás! E tu PM?"

Eu - "Eh pah...tinha que pensar um bocado, nem olhei bem para ela mas não me chamou assim muito à atenção."

Os dois riem e gozam comigo.

Colega 1 - "Foda-se, tens de me mostrar o teu caixote do lixo, ai não a pinavas..."

Apeteceu-me dizer-lhe que tomara ele ter pinado com quem eu já pinei, mas pronto calei-me. 

E depois ainda me acusam de eu não ter critério relativamente a mulheres...





quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Os primeiros dias de um trintão

Ai os trinta, os trinta...só maluqueira pensava eu. Nada disso.

Ando com dor de dentes e ainda não tenho as burocracias todas feitas para estar abrangido pelo sistema nacional de saúde, depois de no ano passado ter gasto €1000 no dentista acho que vou ter de esperar...o que vale é que desta vez nem é assim grande dor.

Hoje, para ir a uma área específica do edifício onde trabalho tive que passar mais uma vez por um controlo de segurança. Fui 'escolhido' para passar pela máquina de raio X e como aquela porcaria apitou mesmo tendo eu tirado tudo o que tinha nos bolsos e os sapatos tive direito a uma revista corporal por um senhor de bigode. Quem é que disse que eu não era um gajo cheio de sorte no que toca ao calor humano?! Espectáculo! 

Eu não me importava nada de receber uma revista corporal eu sei bem de quem, mas pronto...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O corpo feminino é uma obra de arte

Olhei para uns caixotes que estavam numa bancada no escritório e vi umas fotos. Curioso fui ver e que bela surpresa. Isto de trabalhar com gente dada às artes tem destas coisas.

Contemplai.

Uma visão mais futurista e quanto a mim inspirada no Star Wars. 


Uma visão bela e intimista.


Por fim, quem não gosta de uma femme fatale?! Cuidado...




segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O corpo não se esquece

Um destes dias estava eu naquele limbo do acordado/a dormir pela manhã e comecei a trautear a Bohemian Rhapsody dos Queen: "Is this real life? Is this just fantasy?" O corpo dava-me sinais. Queria mais do que tinha tido em tempos, precisava de mais.

Memórias de um passado não muito longínquo vagueavam pela cabeça e percorriam o corpo, quase como um viciado numa qualquer substância, o corpo clamava por mais um gostinho do vício para acalmar a ressaca. Nada feito. 

As recordações, os momentos guardados na cabeça como se um vídeo se tratasse eram tão vividos que quase podia saborear aqueles momentos de novo.

O começo lento, as mãos nervosas, os sussuros ao ouvido e as roupas começaram a desaparecer. A respiração ficou cada vez mais ofegante, deixa-mo-nos sem ar quase sem querer.



A vontade do corpo era tanto que a sofreguidão sobrepunha-se a qualquer plano anteriormente delineado. Sem roupa era tudo mais fácil, o sexo acontecia em todo o seu esplendor e glória.

Havia beijos, lambidelas, apalpadelas, dedos curiosos, penetrações várias, estocadas fortes e lentas, chupava-se, fodia-se de forma desinibida. O tesão era lei e a vontade o juiz. 

Devora-mo-nos com fome, os corpos encaixaram na perfeição e os meus pensamentos toldados pelo corpo magnífico que me dava tanto prazer. O corpo, o verdadeiro templo que faz perder perder a cabeça, e a alma que verdadeiramente arrebata um coração perdido.

O tempo foi passando e fomos explorando os corpos e as fantasias. Num momento de silêncio para recuperar contemplei aquele corpo e pensava "mas isto está mesmo a acontecer? É mesmo verdade?". Um beijo incendiário e umas mãos famintas provaram que a realidade era melhor do que qualquer ficção.

O corpo não se esquece do toque, do beijo, do encaixe, do sabor, do cheiro, dos orgasmos avassaladores...

Não dava para repetir. Vidas desencontradas. Incompatibilidades. 

Por muito que tentasse o corpo e a mente sabem o que querem, e o que querem é tão bom, foi tão, mas tão bom.

Eu peço, quero e preciso de bis!!!




domingo, 5 de janeiro de 2014

A trip down the memory lane

A malta que como eu está à beirinha dos 30 ou anda à volta desta idade passou uma parte da adolescência a ouvir e cantarolar músicas dos Silence 4. O que eu gostava de ir a um dos concertos que eles vão dar este ano.

Há músicas que nos marcam e a melancolia, o ter visto que alguém postou músicas deles no Facebook ajudou também, levaram-me a ouvir esta que já não ouvia há anos.


E esta...


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Palavras à chuva e ao vento

Hoje apetecia-me ter um colo onde deitar a cabeça por 10 minutos e sentir que tudo ia ficar bem, que a minha vida ia correr bem, que as coisas iam dar certo, que fiz a coisa certa, que vou encontrar um rumo...sem falarmos, as carícias cúmplices falariam por nós.

Hoje apetecia-me um colo não da minha mãe, não de uma amiga mas de uma confidente, companheira, amante!

É algo assustador mais um recomeço quando as coisas não são bem como julgávamos que viriam a ser e pensamos que se calhar desperdiçamos outra boa oportunidade em buscar de algo que pensávamos ser o melhor para o nosso futuro.

Nunca me tinha sentido tão estranho, nem custado tanto, ao chegar a um aeroporto e sair sozinho e carregado de malas como tantas outras vezes fiz. Desta vez é diferente. Não tenho medo da solidão, sempre foi a minha única companheira de viagem, aceito-a, mas isso não quer dizer que goste sempre da companhia dela. Nalguma coisa a minha vida tem estabilidade.

Hoje apetecia-me um colo, sem perguntas, sem insistências, um colo que me inflamasse o corpo e a mente e me levasse para longe por um bocado...