domingo, 29 de dezembro de 2013

Timming dos diabos

Nunca fui um gajo que primasse pelo bom timming ou por ter a sorte de acertar com as coisas e pessoas no timming certo.

Apetece-me usar a palavra inglesa, dá-me mais jeito do que estar a dizer que o meu sincronismo ou o meu acerto temporal não é dos melhores.

No geral o meu timming nunca foi muito feliz e o destino sempre me colocou desencontrado com algumas pessoas. Como toda a regra tem a sua excepção já aconteceu dizerem-me “Olha, foi mesmo a tempo. Se tinhas demorado mais uma hora ficavas a chuchar no dedo porque já não conseguias.” Mas isto é caso raro, as situações em que eu demoro mais um minuto ou me despacho um minuto mais cedo no supermercado ou no trabalho e apanhei o bus/metro/tram mesmo a tempo não contam.

Há coisas que me doem um bocado porque são verdadeiros murros no estômago que o destino me dá. Se o meu timming fosse um pouco melhor, se certas coisas tivessem corrido de certa forma, se me tivesse cruzado com certas pessoas antes…a minha vida poderia ter sido tão diferente.

Posso soar ingrato porque se calhar nem me devia queixar da minha vida, tem tido coisas muito boas, tenho vivido em sítios interessantes e conhecido gente interessante. Mas isso não é tudo. As coisas podiam ter sido diferentes.

Custa que pessoas que nos ficam na cabeça e no coração sejam de tão longe e estejam sempre tão longe. Custa que não seja nada fácil estar com quem está longe. Custa-me não ter as condições de vida que me permitam ir ter com quem quero, quando quero e como quero.

Dá que pensar quando se ouve algo do género “Se nos tivéssemos cruzado há 3 anos atrás a nossa vida poderia ter sido muito diferente.”


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feliz Natal e Bom Ano (ai que título tão bem comportado)

O ano está perto do fim e posso dizer que 2013 não foi mau, not bat at all!

Mais mudanças, dois países novos, duas cidades, o regresso à base e a preparação para ir embora de novo.

Comecei o ano com o coração partido aos pedaços, parecia que um camião TIR lhe tinha passado por cima, feito marcha atrás e arrancado de novo. Acabo o ano com o coração meio remendado, meio colado, tipo aquelas jarras que partimos e depois passamos umas horas a colar os cacos. Mais valia deitar fora mas guardamos na mesma, just in case...

Conheci muita gente. Lembro-me de alguns nomes, muitas caras e poucos ficam para o futuro.

Riso, lágrimas, segredos, flirts, desejos impossíveis, desencontros...

Já tive anos muito piores, já estive mesmo na "lama" e este ano permitiu-me encarreirar de novo e ter alguma esperança num futuro qualquer para mim. 

Venha de lá 2014 com um país que já conheço, algumas caras familiares e novas experiências que se esperam!

Beijos, abraços e coisas boas para todos e todas!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Música que me desperta coisas

Às vezes encontro músicas que me viciam e me despertam "cenas".

Há algum tempo que ouço insistentemente esta música, gosto muito e sinceramente a mim só me lembra sexo. Sexo do bom, carne com carne, corpos suados e encaixados, mamilos atrevidos que despontam, línguas exploradoras, mãos irrequietas, orgasmos explosivos! 

O que eu preciso de uma sessão dessas, era uma bela prenda de Natal! Eu nem quero prendas materiais...


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Poliamor ou falta de carácter

O tempo livre que tenho tido tem-me dado oportunidade de pensar em muita coisa e em mim, os passeios junto ao rio são pequenos momentos de reflexão que me fazem lembrar de coisas do passado e me oferecem uma nova apreciação sobre as mesmas.

Sempre me conheci como um tipo que não reúne consensos e chego até a ser algo polémico. As minhas opiniões por vezes não são bem aceites ou compreendidas mas a vida é assim mesmo, não temos todos a mesma opinião e gostamos de coisas diferentes.

Poliamor foi sempre um conceito para o qual olhei com distanciamento e até lhe achava alguma graça. Há uns anos quando me deparei com o conceito fui pesquisar e perceber do que se tratava e, como em outras coisas, a primeira coisa que me veio à cabeça foi “Olha que grande tanga que esta gente foi inventar.” No fundo eu achava que não passava de uma justificação altamente trabalhada e rebuscada para justificar quem queria ‘andar a pregar em várias freguesias’ mas se queria livrar do peso na consciência. Grandes artistas pensei eu. 

Toda a ideia do se amar várias pessoas ao mesmo tempo e ser tudo de forma honesta e verdadeira para mim tresandava a tanga e falta de carácter. Mas os anos passam e encarregam-se de nos dar outra maturidade (em algumas pessoas é claro) para olhar para determinados assuntos ou até engolir as nossas próprias palavras.

Não, não venho agora dizer que vi a luz e que estou muito feliz numa situação de poliamor e que isto é tudo uma grande alegria. Nada disso. 

Pensando bem no passado, distante e recente, há uma situação que me leva a pensar que isto do poliamor é capaz de não ser assim uma cena tão fantasiosa como eu pensava. 

Eu achava que era pelo facto de eu ser um adolescente um bocado parvo e com hormonas totalmente fora de controle. Mas se calhar… anos mais tarde o mesmo aconteceu e eu já era em crescidinho.

Se no final da adolescência a coisa se podia desculpar pelas hormonas e afins eu hoje em dia vejo que estava mesmo apaixonado por aquelas duas miúdas. A minha confusão era um misto de sentimentos, tesão e imaturidade próprios da idade mas era tudo verdadeiro, genuíno.

No caso mais recente um dia dei por mim a dar em doido a pensar de manhã à noite, e até a sonhar, em duas pessoas. Era cenas diferentes mas eu gostava a sério daquelas duas pessoas. Num dos casos era uma coisa mais física, gostava de quem ela era como pessoa no entanto, mas se calhar o que mais me atraía era o facto de estar estupidamente carente e me perder por uns olhos bonitos. A outra miúda era uma paixão antiga, uma coisa mais profunda, cravada a fogo no coração para mal dos meus pecados.

Em qualquer caso as cenas nunca me correram bem ou rolaram pelo simples facto de nunca ter sido correspondido, mas isso já são outros filmes. Nos últimos anos das raras vezes que me apaixonei foi única e exclusivamente por uma pessoa de cada vez e mesmo assim custou-me imenso. A paixão é perigosa, faz-me mal. 


No final de contas acho que a cena do poliamor tem o seu quê de verdade, não acredito muito que se possa amar (românticamente) mais do que uma pessoa ao mesmo tempo e exactamente da mesma forma mas acho que é possível gostar-se a sério de mais do que uma pessoa ao mesmo tempo. Acho que é possível haver sentimentos reais e verdadeiros por mais do que uma pessoa, as pessoas dão-nos coisas diferentes e desde que exista honestidade e abertura entre todos eu nada tenho contra.

E como isto nos faz perder a cabeça o meu mais recente vício é:


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Back e o problema do drunk dial

Depois de dias sem o computador porque o carregador resolveu entregar a alma ao criador, voltei. Com a carteira mais leve mas voltei, ao menos agora consigo ler as coisas como deve de ser porque o telemóvel é um bocado pequeno. 

Num assunto nada relacionado, este fim-de-semana depois de um copo com uns amigos vinha a conduzir para casa noite dentro tal como outras tantas vezes. De repente ouço no rádio uma música de uma banda que definitivamente entrou nas minhas favoritas. 

Fala-se do que acontece depois de uma noite de copos e a solidão e/ou tesão tomam conta dos nossos dedos e, em vez de tratarmos do assunto sozinhos, vamos agarrar no telemóvel e ligar ou mandar mensagens a quem não devemos. 

Eu nunca o fiz, também não me adiantava de nada e só ia fazer figura de parvo. Também nunca recebi uma drunk booty call, or sober by the way...