sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Beijo

Nestas minhas divagações diárias enquanto faço o percurso de casa para o trabalho e do trabalho para casa ocorre-me que há anos que não me beijam nem dou um beijo a ninguém. 

A falta que me faz um beijo dado com vontade, com garra, com propósito, sôfrego, arrebatador, que tire o fôlego e deixe as pernas a tremer. 

Faz também falta um daqueles beijos sedutores no pescoço a declarar intenções de seduzir e excitar ou no lóbulo da orelha como quem diz "quero-te agora!".

A falta que um beijo me faz. 

A música cliché:




E alguns factos interessantes sobre o beijo.



domingo, 22 de setembro de 2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Acordar

Há dias em que uma pessoa acorda mal, acorda-se de boca aberta a babar na almofada, vê-se ao espelho e até se assusta... 



Nesses dias ainda bem que acordo sempre sozinho, ninguém tem que assistir a espectáculos de horror logo pela manhã.

Mas às vezes eu interrogo-me de como será acordar com alguém ao lado.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Coisas de informática

A rivalidade entre quem usa PC's e Mac's é histórica. Os fanboys dos PC's e da Apple só não arrancam olhos, porque de resto é um ódio de morte em alguns casos.

Há dias vi um cartoon que retratava mais um pouco desta guerra e logo a seguir uma daquelas imagens que já se tornou um cliché em que aparece um interruptor com as palavras On e Off e por cima diz Feelings. 

Uma das principais diferenças entre os PC's e os Mac's é que num PC podemos substituir uma peça e melhorar a performance, construir um PC novo, mudar o disco rígido, etc. Num Mac não. É aquilo que nos vendem e está feito. Facilmente uma avaria significa uma máquina nova.

As pessoas muitas vezes estão desencontradas umas das outras porque umas são um PC e a outra é um Mac e pronto, o hardware não é compatível.

Às vezes dava certo jeito que o coração fosse como um computador, Mac ou PC tanto faz. Se encontrássemos alguém que gostássemos e não fôssemos compatíveis era trocar de máquina e pronto, a coisa já tinha mais hipóteses de se dar. Máquina nova, novo disco rígido, novo começo.

Na falta de melhor formatar o disco e uma nova instalação também não seria mau. 


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Tempo

O tempo não cura tudo, não apaga o vazio que foi o meu passado nem faz esquecer as farsas, as ilusões criadas, a desilusão.

Eu devia era dormir mais tempo, mas não tenho tempo. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mais uma que me agarrou e eu nem sei porquê

Descobri esta música há uns dias e foi outra que "colou" logo. Não tinha nada nem ninguém em mente, mesmo depois de ler a letra que até tem a sua graça. 

Gosto!


Do you have something?!



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dry spell! Post não aconselhável a pessoas facilmente impressionáveis!

AVISO: Este post vai conter linguagem e imagens com conteúdo explícito. Se acham que ficam ofendidos/as e/ou chocados/as por favor não leiam. depois não digam que eu não vos avisei.

It has been a fucking huge dry spell! 

Eu podia dar mil e uma voltas, negar de todas as maneiras e feitios mas a verdade é que há dias (bastantes até) que isto me dá a volta aos miolos. Eu não tenho tabus e falo de tudo aqui neste espaço que foi criado para isso mesmo. 

Há demasiado tempo que a minha vida é inexistente em certos aspectos, a vida e a cama.

Eu sou muito do toque, do agarrar, do sentir, do apalpar, morder, chupar, lamber, etc.

O toque de uma mulher faz-me falta, muita mesmo. A vontade e as saudades de chegar a casa, agarrar com força e dizer tudo aquilo que lhe quero fazer. Não há cá pruridos nem falinhas mandas, é mesmo qualquer coisa do género "Apetece-me foder-te aqui mesmo, agora!" 


Agarrar nela e apreciar com a pressa e a urgência que o tesão permite. Apreciar os detalhes, saborear o momento, ver com as mãos enquanto o desejo de arranjar a roupa sobe...as pernas tremem.


Arrancada alguma roupa, começar a explorar a outra pessoa que teve a mesma vontade e me quis foder e que quer que eu a foda. 


Depois as coisas aceleram. O corpo não espera, há alturas que ir com calma não é opção. Ir com calminha para quê? É para foder com gosto, saborear como se nos estivéssemos a lambuzar com um gelado que derrete depressa demais. Temos que acelerar e já nem se percebe se é beijo, chupadela...



Alguns dos meus gostos já foram descritos no blog. Deliciar-me com o corpo de uma mulher é das coisas que mais depressa fora de mim e me dá um tesão descomunal. Todo o cenário é absolutamente belíssimo, o corpo que se explora, lambe, percorre, chupa, sorve. Com calma ou em ritmo mais acelerado...ah o gosto, o gozo, o prazer é complicado de colocar em palavras. O prazer de ver ter prazer...hummmm


O dar e receber é óptimo em qualquer aspecto da vida, mas há uns bem melhores do outros. A visão poder ser um poderoso afrodisíaco mas há lá melhor do um broche (sim eu escrevi mesmo broche, olha outra vez) bem feito e feito com muita vontade. Ai a vontade...

Não há uma ordem no sexo, ou pelo menos não deve haver. Faz-se o que dá vontade, o que nos passada pela cabeça, o que o desejo manda e o que o corpo nos impele a fazer e como queremos desfrutar dele. Adoro ser presenteado com uma bela vista. É maravilhosa a visão que se tem de uma mulher a cavalgar-nos, a comandar, a marcar o ritmo, a dizer como nos quer foder. Uma das minhas maneiras preferidas de foder e ser fodido. 



O prazer varia consoante o quanto se gosta de cada posição mas por vezes os clássicos tendem a não desiludir. O poder e a visão que a tradicionalmente "de quatro" proporciona é brutal. Como no resto, é um jogo a dois, os dois mexem, os dois agarram, os dois fodem.



O êxtase em que se fica...

  
Voltar ao princípio, que pode ser meio ou fim. Saber foder não é só tirar a roupa e estar ali, é preciso saber-se alguns truques, fazer por melhorar. Há detalhes e pormenores que enlouquecem e são tão bons! Mais uma minha favorita.


O sexo não tem que ser levado a sério, é suposto divertir e para não cair na rotina há truques. Quem não gosta de um bom jogo. Falta-me a companhia que queira alinhar.


Já o disse e repito, boa parte do prazer que tiro do sexo é o prazer que sei que consigo provocar. O processo é tanto ou mais excitante que o resultado final. O vir-mo-no uma e outra, e outra, e outra vez. O repetir tudo de novo e com mais vontade...



...até alguém se dar por vencido e acabar assim.


Pronto, acabou o devaneio da semana.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Reflexões de viagem

Há muito tempo que faço isto de forma involuntária. Vou no comboio, carro, avião, autocarro, metro, etc. e a minha mente divaga à medida que o tempo vai passando e vou observando as pessoas pelos países por onde vou vivendo.

A minha vida não é propriamente linear, não é constante, não é o ideal apesar de eu ter que me sentir um sortudo pelas oportunidades que fui tendo, à custa de muito esforço, trabalho e algum sofrimento.

Os problemas na minha vida profissional sempre ajudaram a minimizar e mitigar o vazio que sinto no lado mais pessoal e amoroso. Sempre me fez relegar isso para segundo plano, primeiro do que tudo tinha de garantir que pagava as minhas contas e que tinha para comer. O ter este lado mais ou menos resolvido (temporariamente) e estável liberta-me tempo para o cérebro começar a pensar demasiado e fazer estragos.

Nas minhas viagens por Bruxelas tenho pensado muito no futuro, no meu futuro enquanto pessoa, na minha desgraçada vida pessoal. Se há muito tempo que aceitei e estou em paz com o facto de que muito provavelmente viverei sempre e morrerei sozinho, inquieta-me não ter outra opção. É diferente ser-se solitário por opção e ser-se por condição.

Ao ver as pessoas na rua, no metro ou no autocarro não escondo que tenho uma certa inveja. É verdade que nunca tive o que muitas dessas pessoas têm, que nunca tive ninguém em casa à minha espera e que algumas pessoas acham estranho eu sentir falta disso uma vez que nunca o tive. Não invalida de me causar alguma tristeza por nunca me ter sido dada essa oportunidade. 

A vida que não também não ajuda nada. 6 meses num país, um ano noutro, 3 meses noutro e por aí fora. A vida de expatriado é gira, eu gosto, mas começo a ficar um bocado cansado de ser um nómada...