segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Reflectir

A produção escrita tem andado em baixa tal como a vontade e a inspiração.

Preciso de fazer uma pausa e pensar um bocado. Pode ser uma semana ou duas, se calhar um mês. Uma pausa para reflectir.

Um amigo um dia disse que toda a gente tem uma história com a música Black dos Pearl Jam. Eu não tenho nenhuma mas ainda não perdi a esperança. Puxa-me para a melancolia e para a tristeza mas eu sou um bocado masoquista.

Ouçam porque a música é boa. 

Reflectir

p.s. – eu não me vou embora e estou sempre por perto.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Descoberta do dia

Sei que já venho tarde porque a música já existe há um bom tempo e eu não sei como é que não a conheço há mais tempo.
Estou a gostar muito...


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Carta

Uma vez disse aqui que nunca tinha recebido uma carta de amor e que também não tinha escrito. Acordei estes dias com vontade de escrever uma. Aqui fica o que poderia ser uma carta para alguém um dia ler… 

Olá meu bem,

Sim, meu bem. O bem que existe em mim vem de ti. Tu fazes-me bem, fazes-me melhor, dás cor e sentido aos sentimentos que me enchem o peito.

Ainda me parece estranho e um pouco ridículo usar estas formas de tratamento carinhosas mas as cartas de amor são mesmo assim. É suposto serem ridículas e sabe bem que assim seja.

Tenho dado milhares de voltas à cabeça. Queria dizer-te as coisas mais belas, mais românticas e arrebatadoras que um homem já disse a uma mulher. Queria com uma frase brilhante arrebatar-te, fazer-te sentir milhares de borboletas, fazer com viesses a correr para os meus braços e dissesses que me amas e que queres ficar comigo para sempre. Não sei como o fazer. Imaginei milhares de vezes como o faria mas as mãos tremem e o coração está apertado.

Tu és o meu bem. Ouvir um “Olá” teu faz o coração bater mais forte e quase saltar do peito. Não é exagero, é paixão!

Quero poder dizer-te tudo, que por ti ponho em causa tudo aquilo em que sempre acreditei e que seria a minha vida, quero dar-te a mão e passear contigo de mãos dadas, quero apresentar-te aos meus pais e dizer que és a tal!

Quero-te para mim e só para mim!

Mais, muito mais, do que te querer eu preciso de ti. Preciso de ti porque quero um futuro. Não se seria/será para sempre mas pelo menos um “e viveram felizes para…” será.

Imagino todos os dias como será bom acordar ao teu lado em vez de uma cama vazia. Imagino como será bom dizer “nós” em vez de “eu”. Imagino como será bom segurar-te contra o meu peito e sentir o teu coração bater junto ao meu. Imagino como é bom o teu beijo, o teu sabor, o teu cheiro, o toque da tua pele.

Vem, dá-me a mão. Deixa-me amar-te!

Vamos construir a nossa história!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Convites

A sabedoria popular diz-nos que não devemos ir a bodas e baptizados se não formos convidados. Se o povo o diz é porque algum fundamento e vox populi vox dei.

Toda a vida me irritei solenemente com certo tipo de convites e pessoas que se fazem ao convite.

Eu não acho que por uma deva ir a um casamento, por exemplo, só porque namora com A ou B.

Explicando melhor: A Gertrudres e o Asdrubal vão casar e decidem convidar o Ambrósio. O Ambrósio tem namorada. A Gertrudres e o Asdrubal nunca viram a namorada do Ambrósio mas mesmo assim no convite que entregam diz “Ambrósio e namorada” porque diz que fica mal não convidar, porque o Ambrósio pode levar a mal, etc e tal e pardais ao ninho. O Ambrósio comunica o convite à dita cuja e lá vai ela toda lampeira ao casório.

Acho mal. Eu não o faria. Para mim não faz sentido. Isto é tremendamente comum, acontece em todos os casamentos mas eu não acho piadinha nenhuma.

Porque raio haveria eu de ir ao casamento de pessoas que nunca vi e com as quais não tenho qualquer tipo de relação e/ou ligação a não ser namorar com uma amiga do casal (ou só de um deles em muitos casos)?

Nunca me aconteceu mas eu não ia. Os noivos também não se devem sentir obrigados a isso, é o dia deles e faz parte dele quem eles querem e com quem querem partilhar aquele momento especial.

Chamem-me nomes se quiserem. Já me disseram que eu era ‘assustador’ e ‘muito estranho’ por ter esta opinião mas não tenho intenção de a alterar.

Estes convites por tabela, por atacado, não me dizem nada e até me constrangem.

Eu dou o exemplo de um casamento mas quem diz casamento diz um outro evento qualquer de carácter mais pessoal. Gosto de sentir que a minha presença é desejada e que não estou ali só por causa da fulana X.