domingo, 29 de dezembro de 2013

Timming dos diabos

Nunca fui um gajo que primasse pelo bom timming ou por ter a sorte de acertar com as coisas e pessoas no timming certo.

Apetece-me usar a palavra inglesa, dá-me mais jeito do que estar a dizer que o meu sincronismo ou o meu acerto temporal não é dos melhores.

No geral o meu timming nunca foi muito feliz e o destino sempre me colocou desencontrado com algumas pessoas. Como toda a regra tem a sua excepção já aconteceu dizerem-me “Olha, foi mesmo a tempo. Se tinhas demorado mais uma hora ficavas a chuchar no dedo porque já não conseguias.” Mas isto é caso raro, as situações em que eu demoro mais um minuto ou me despacho um minuto mais cedo no supermercado ou no trabalho e apanhei o bus/metro/tram mesmo a tempo não contam.

Há coisas que me doem um bocado porque são verdadeiros murros no estômago que o destino me dá. Se o meu timming fosse um pouco melhor, se certas coisas tivessem corrido de certa forma, se me tivesse cruzado com certas pessoas antes…a minha vida poderia ter sido tão diferente.

Posso soar ingrato porque se calhar nem me devia queixar da minha vida, tem tido coisas muito boas, tenho vivido em sítios interessantes e conhecido gente interessante. Mas isso não é tudo. As coisas podiam ter sido diferentes.

Custa que pessoas que nos ficam na cabeça e no coração sejam de tão longe e estejam sempre tão longe. Custa que não seja nada fácil estar com quem está longe. Custa-me não ter as condições de vida que me permitam ir ter com quem quero, quando quero e como quero.

Dá que pensar quando se ouve algo do género “Se nos tivéssemos cruzado há 3 anos atrás a nossa vida poderia ter sido muito diferente.”


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Feliz Natal e Bom Ano (ai que título tão bem comportado)

O ano está perto do fim e posso dizer que 2013 não foi mau, not bat at all!

Mais mudanças, dois países novos, duas cidades, o regresso à base e a preparação para ir embora de novo.

Comecei o ano com o coração partido aos pedaços, parecia que um camião TIR lhe tinha passado por cima, feito marcha atrás e arrancado de novo. Acabo o ano com o coração meio remendado, meio colado, tipo aquelas jarras que partimos e depois passamos umas horas a colar os cacos. Mais valia deitar fora mas guardamos na mesma, just in case...

Conheci muita gente. Lembro-me de alguns nomes, muitas caras e poucos ficam para o futuro.

Riso, lágrimas, segredos, flirts, desejos impossíveis, desencontros...

Já tive anos muito piores, já estive mesmo na "lama" e este ano permitiu-me encarreirar de novo e ter alguma esperança num futuro qualquer para mim. 

Venha de lá 2014 com um país que já conheço, algumas caras familiares e novas experiências que se esperam!

Beijos, abraços e coisas boas para todos e todas!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Música que me desperta coisas

Às vezes encontro músicas que me viciam e me despertam "cenas".

Há algum tempo que ouço insistentemente esta música, gosto muito e sinceramente a mim só me lembra sexo. Sexo do bom, carne com carne, corpos suados e encaixados, mamilos atrevidos que despontam, línguas exploradoras, mãos irrequietas, orgasmos explosivos! 

O que eu preciso de uma sessão dessas, era uma bela prenda de Natal! Eu nem quero prendas materiais...


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Poliamor ou falta de carácter

O tempo livre que tenho tido tem-me dado oportunidade de pensar em muita coisa e em mim, os passeios junto ao rio são pequenos momentos de reflexão que me fazem lembrar de coisas do passado e me oferecem uma nova apreciação sobre as mesmas.

Sempre me conheci como um tipo que não reúne consensos e chego até a ser algo polémico. As minhas opiniões por vezes não são bem aceites ou compreendidas mas a vida é assim mesmo, não temos todos a mesma opinião e gostamos de coisas diferentes.

Poliamor foi sempre um conceito para o qual olhei com distanciamento e até lhe achava alguma graça. Há uns anos quando me deparei com o conceito fui pesquisar e perceber do que se tratava e, como em outras coisas, a primeira coisa que me veio à cabeça foi “Olha que grande tanga que esta gente foi inventar.” No fundo eu achava que não passava de uma justificação altamente trabalhada e rebuscada para justificar quem queria ‘andar a pregar em várias freguesias’ mas se queria livrar do peso na consciência. Grandes artistas pensei eu. 

Toda a ideia do se amar várias pessoas ao mesmo tempo e ser tudo de forma honesta e verdadeira para mim tresandava a tanga e falta de carácter. Mas os anos passam e encarregam-se de nos dar outra maturidade (em algumas pessoas é claro) para olhar para determinados assuntos ou até engolir as nossas próprias palavras.

Não, não venho agora dizer que vi a luz e que estou muito feliz numa situação de poliamor e que isto é tudo uma grande alegria. Nada disso. 

Pensando bem no passado, distante e recente, há uma situação que me leva a pensar que isto do poliamor é capaz de não ser assim uma cena tão fantasiosa como eu pensava. 

Eu achava que era pelo facto de eu ser um adolescente um bocado parvo e com hormonas totalmente fora de controle. Mas se calhar… anos mais tarde o mesmo aconteceu e eu já era em crescidinho.

Se no final da adolescência a coisa se podia desculpar pelas hormonas e afins eu hoje em dia vejo que estava mesmo apaixonado por aquelas duas miúdas. A minha confusão era um misto de sentimentos, tesão e imaturidade próprios da idade mas era tudo verdadeiro, genuíno.

No caso mais recente um dia dei por mim a dar em doido a pensar de manhã à noite, e até a sonhar, em duas pessoas. Era cenas diferentes mas eu gostava a sério daquelas duas pessoas. Num dos casos era uma coisa mais física, gostava de quem ela era como pessoa no entanto, mas se calhar o que mais me atraía era o facto de estar estupidamente carente e me perder por uns olhos bonitos. A outra miúda era uma paixão antiga, uma coisa mais profunda, cravada a fogo no coração para mal dos meus pecados.

Em qualquer caso as cenas nunca me correram bem ou rolaram pelo simples facto de nunca ter sido correspondido, mas isso já são outros filmes. Nos últimos anos das raras vezes que me apaixonei foi única e exclusivamente por uma pessoa de cada vez e mesmo assim custou-me imenso. A paixão é perigosa, faz-me mal. 


No final de contas acho que a cena do poliamor tem o seu quê de verdade, não acredito muito que se possa amar (românticamente) mais do que uma pessoa ao mesmo tempo e exactamente da mesma forma mas acho que é possível gostar-se a sério de mais do que uma pessoa ao mesmo tempo. Acho que é possível haver sentimentos reais e verdadeiros por mais do que uma pessoa, as pessoas dão-nos coisas diferentes e desde que exista honestidade e abertura entre todos eu nada tenho contra.

E como isto nos faz perder a cabeça o meu mais recente vício é:


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Back e o problema do drunk dial

Depois de dias sem o computador porque o carregador resolveu entregar a alma ao criador, voltei. Com a carteira mais leve mas voltei, ao menos agora consigo ler as coisas como deve de ser porque o telemóvel é um bocado pequeno. 

Num assunto nada relacionado, este fim-de-semana depois de um copo com uns amigos vinha a conduzir para casa noite dentro tal como outras tantas vezes. De repente ouço no rádio uma música de uma banda que definitivamente entrou nas minhas favoritas. 

Fala-se do que acontece depois de uma noite de copos e a solidão e/ou tesão tomam conta dos nossos dedos e, em vez de tratarmos do assunto sozinhos, vamos agarrar no telemóvel e ligar ou mandar mensagens a quem não devemos. 

Eu nunca o fiz, também não me adiantava de nada e só ia fazer figura de parvo. Também nunca recebi uma drunk booty call, or sober by the way...


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Coisas que me continuam a lixar

Sou intermitentemente emigrante, não só por ambição mas por necessidade. Vou embora do país, por vezes tenho que voltar, vou embora de novo e venho de férias.
Deixo cá pessoas de quem gosto e que queria continuar a ver mas parece que há muita gente que não tem a mesma vontade, não mesmo.

Eu percebo, e cometo a mesma falha mas tenho justificação, que é complicado conjugar agendas quando estamos a 300km de distância mesmo que estejamos no mesmo país. As pessoas têm as suas vidas e não estão sempre disponíveis na mesma altura que eu. Por vezes NUNCA estão e isso é algo estranho mas é outra conversa.

O que me deixa fodido são pessoas que estão a 30km e que é um problema do tamanho do mundo combinar-se um jantar ou terem um bocado para me verem. Fico realmente fodido da vida porque são pessoas de quem eu gosto, por quem tenho (começo a perder) carinho e que gostava imenso de ver. Parece que se estão a cagar para mim...se é assim que querem eu também deixo de avisar quando vier a Portugal. Há uma pessoa que vai no caminho ascendente porque aproveita que eu estou cá para combinar um jantar e juntar pessoas que não estão juntas há uns tempos. 

Outras que me deixam capaz de as mandar para o caralho são as que no Facebook metem likes e comentários a dizerem que ficam muito felizes que eu venha a casa e afins. Para quê?! Para que é que fazem isso quando não têm a mínima intenção de me ver a tromba?! Deixa-me um bocado triste especialmente quando por essas pessoas eu faria por estar com elas e dizer-lhes cara a cara nem que fosse só um Olá.

Fico mesmo lixado com certas merdas e o mais certo é ir embora em Janeiro sem que estas pessoas tenham sequer tirado 1 minuto do seu precioso e hiper ocupado tempo para sequer me mandarem uma sms a dizer "Olá estúpido!"

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Músicas para o povo

Andava eu a deambular pelo Youtube e deparei-me com um clássico que me deixa sempre um sorriso maroto nos lábios.




Mas depois apareceu-me isto à frente e como é bom ver que certas coisas continuam fantásticas, o som e a moça :P


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A propósito de recomeçar

Andava eu a vasculhar aqui nas músicas que tenho perdidas no pc e apareceu esta que era pertinente para o outro post. 

"Velhinha" mas com estilo.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Bagagem

Toda a gente tem bagagem, física ou emocional, muita ou pouca mas toda a gente tem alguma coisa.

Nestes dias aqui em casa e nos pequenos passeios que dou perdido nos meus pensamentos ocorreu-me que, tal como deixei parte da minha bagagem física para trás (e que vou buscar mais tarde), podemos deixar alguma da bagagem emocional no seu devido lugar.  Há coisas que tiveram o seu tempo e lugar e aí devem ficar porque só vamos fazer asneiras e estragar o presente se estivermos sempre a carregar o passado para o presente.

Acho que é possível deixar alguma bagagem para trás e recomeçar, refazer a bagagem, mais leve, renovada.

Dito isto acho que é possível virar uma página e recomeçar. A página pode não estar em branco, nem vai estar porque eu não papo a história de começar do zero sem pensar no passado porque o passado existiu e as pessoas não têm memória curta, mas pode fazer-se o esforço. Quem sabe se o que sai do recomeço não é tão bom ou melhor do que o antes?! 

Isto dos passeios pelo rio põe-me filosófico :)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Back to basics

De volta a casa, de volta ao ponto de partida por uns tempos.

Já dormi umas boas horas para repor as horas de sono que me tinham andado a faltar, já vi algumas pessoas e faltam-me taaaaaantas para ver. Umas longe, outras perto, vamos a ver se têm tanta vontade de me ver como eu tenho de as ver a elas :P

Mas vamos com calma, eu agora tenho tempo e este tempo põe-me mole e um bocado sonolento.

sábado, 26 de outubro de 2013

Ai as vontades que me assaltam

O que me apetecia agora era mesmo um cigarro e um Bushmills. 

O que me falta agora não consegui ainda ultrapassar a preguiça que não me deixa mudar de roupa e sair de casa para satisfazer esta vontade. Nem tudo é mau porque com um bocado de jeito ainda estoirava uns €30 só nesta brincadeira.

Mas a cereja no topo do bolo era chegar a casa e ter assim pela frente...

Que naturalmente seguiria para...


E que terminaria em grande...




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Isso do fazer O Amor - serei um caso perdido?

Fazer amor. Sempre foi uma expressão que me causou alguma estranheza, nunca lhe achei particular piada porque sempre achei que o Amor se sente não se 'faz'. 

Numa das minhas (curtas) viagens do trabalho para casa pus-me a pensar, pela enésima vez, nisto e no quer dizer.

Será que querem dizer sexo com Amor?! 

Não cheguei a grandes conclusões mas uma coisa é certa para mim: nunca fiz o Amor propriamente dito nem o sei fazer, pelo menos da forma como se vai dizendo que é feito e sentido pela blogosfera fora. Nem sexo com amor já agora...

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Adenda ao último post

Note to self: se beber não "blogue". Da próxima vez que for para os copos lembrar de quando chegar a casa não ligar o computador.

Que p*ta de seca

A minha "onda" nortenha está a vir ao de cima e não me está a apetecer moderar a linguagem.

Isto realmente é só inveja minha e uma p*ta de uma dor de cotovelo que não se pode eu sei mas cá vai.

Anda tudo enamorado, outros alegremente emparelhados, outros por aí a f*der à grande e eu cá continuo o raio da travessia do deserto. Usando a expressão de um amigo meu: sou um poste de iluminação na rua, ninguém quer saber, sou invisível, só mais um que para ali está. 

Ai pah...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Questões capilares

Eu às vezes tenho os diálogos interiores e as dúvidas mais estranhas e parvas nas situações mais inusitadas. 

As viagens de metro são curtas mas muito produtivas em parvoíce e coisas estranhas. 

Hoje ocorreu-me o seguinte: Quando é que pêlo é pêlo a mais?!

Ora bem, eu por vezes leio em blogues de mulheres que não gostam de homens que se depilam, que homem que é homem tem pêlos mas que um homem tem de tratar de si. Eu entendo que por "tratar de si" as mulheres querem dizer que um um homem deve fazer manscaping. Mas será isto mesmo assim?

Pela minha experiência pessoal já me aconteceu ouvir de uma forma subtil e depois, na mesma conversa, de forma directa "PM, tu tens muito pêlo! Trata disso." 
Em minha defesa eu devo dizer que tinha previamente tratado de fazer manscaping mas não me depilei completamente, ou seja, havia pêlos pelo corpo. Não vou dizer que não me chateou/aborreceu mas por acaso pôs-me a pensar naquilo. 

Infelizmente a genética deu-me a capacidade de rivalizar com o Tony Ramos pelo que tenho de ter alguns cuidados. 

A partir daquele dia passei a ter mais ainda. Um belo dia lá me decidir ir à depilação a cera. Só às costas, calma. Doeu um bocado, nada de especial e que não se suporte bem e...minha nossa, eu nem sentia a camisa sobre as costas, que sensação maravilhosa! 
Se a princípio pensei em fazer por uma questão estética depois percebi que era muito mais confortável. 
Posteriormente estendi o mesmo cuidado, sem cera, fiz o mesmo ao peito. Sem dúvida que é muito mais prático e não desgostei de me ver assim.

Sim, eu também sei o que custa a depilação com cera. 
Mas a certa altura, e depois de ler os tais posts femininos sobre os pêlos masculinos e que até são recorrentes, ocorreu-me "E se tu apanhas alguma que fica chocada pela tua ausência de pêlos? Vai-me achar metrosexual ou..." Isto era na altura em que eu era um jovem que andava iludido a pensar que a minha sexual ia animar e que isto ia ser só noites de rebimbó malho e que os lençóis não iam arrefecer. Depois acordei para a realidade, adiante.

Afinal de contas, as mulheres gostam sem pêlos, com pêlos e em que locais com e sem?! As mulheres apreciam depilação total? (sim estou a referir-me à zona genital, ai que eu estou tão politicamente correcto, ora foda-se...)

Esclareçam-me se faz favor!!!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Beijo

Nestas minhas divagações diárias enquanto faço o percurso de casa para o trabalho e do trabalho para casa ocorre-me que há anos que não me beijam nem dou um beijo a ninguém. 

A falta que me faz um beijo dado com vontade, com garra, com propósito, sôfrego, arrebatador, que tire o fôlego e deixe as pernas a tremer. 

Faz também falta um daqueles beijos sedutores no pescoço a declarar intenções de seduzir e excitar ou no lóbulo da orelha como quem diz "quero-te agora!".

A falta que um beijo me faz. 

A música cliché:




E alguns factos interessantes sobre o beijo.



domingo, 22 de setembro de 2013

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Acordar

Há dias em que uma pessoa acorda mal, acorda-se de boca aberta a babar na almofada, vê-se ao espelho e até se assusta... 



Nesses dias ainda bem que acordo sempre sozinho, ninguém tem que assistir a espectáculos de horror logo pela manhã.

Mas às vezes eu interrogo-me de como será acordar com alguém ao lado.


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Coisas de informática

A rivalidade entre quem usa PC's e Mac's é histórica. Os fanboys dos PC's e da Apple só não arrancam olhos, porque de resto é um ódio de morte em alguns casos.

Há dias vi um cartoon que retratava mais um pouco desta guerra e logo a seguir uma daquelas imagens que já se tornou um cliché em que aparece um interruptor com as palavras On e Off e por cima diz Feelings. 

Uma das principais diferenças entre os PC's e os Mac's é que num PC podemos substituir uma peça e melhorar a performance, construir um PC novo, mudar o disco rígido, etc. Num Mac não. É aquilo que nos vendem e está feito. Facilmente uma avaria significa uma máquina nova.

As pessoas muitas vezes estão desencontradas umas das outras porque umas são um PC e a outra é um Mac e pronto, o hardware não é compatível.

Às vezes dava certo jeito que o coração fosse como um computador, Mac ou PC tanto faz. Se encontrássemos alguém que gostássemos e não fôssemos compatíveis era trocar de máquina e pronto, a coisa já tinha mais hipóteses de se dar. Máquina nova, novo disco rígido, novo começo.

Na falta de melhor formatar o disco e uma nova instalação também não seria mau. 


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Tempo

O tempo não cura tudo, não apaga o vazio que foi o meu passado nem faz esquecer as farsas, as ilusões criadas, a desilusão.

Eu devia era dormir mais tempo, mas não tenho tempo. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Mais uma que me agarrou e eu nem sei porquê

Descobri esta música há uns dias e foi outra que "colou" logo. Não tinha nada nem ninguém em mente, mesmo depois de ler a letra que até tem a sua graça. 

Gosto!


Do you have something?!



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dry spell! Post não aconselhável a pessoas facilmente impressionáveis!

AVISO: Este post vai conter linguagem e imagens com conteúdo explícito. Se acham que ficam ofendidos/as e/ou chocados/as por favor não leiam. depois não digam que eu não vos avisei.

It has been a fucking huge dry spell! 

Eu podia dar mil e uma voltas, negar de todas as maneiras e feitios mas a verdade é que há dias (bastantes até) que isto me dá a volta aos miolos. Eu não tenho tabus e falo de tudo aqui neste espaço que foi criado para isso mesmo. 

Há demasiado tempo que a minha vida é inexistente em certos aspectos, a vida e a cama.

Eu sou muito do toque, do agarrar, do sentir, do apalpar, morder, chupar, lamber, etc.

O toque de uma mulher faz-me falta, muita mesmo. A vontade e as saudades de chegar a casa, agarrar com força e dizer tudo aquilo que lhe quero fazer. Não há cá pruridos nem falinhas mandas, é mesmo qualquer coisa do género "Apetece-me foder-te aqui mesmo, agora!" 


Agarrar nela e apreciar com a pressa e a urgência que o tesão permite. Apreciar os detalhes, saborear o momento, ver com as mãos enquanto o desejo de arranjar a roupa sobe...as pernas tremem.


Arrancada alguma roupa, começar a explorar a outra pessoa que teve a mesma vontade e me quis foder e que quer que eu a foda. 


Depois as coisas aceleram. O corpo não espera, há alturas que ir com calma não é opção. Ir com calminha para quê? É para foder com gosto, saborear como se nos estivéssemos a lambuzar com um gelado que derrete depressa demais. Temos que acelerar e já nem se percebe se é beijo, chupadela...



Alguns dos meus gostos já foram descritos no blog. Deliciar-me com o corpo de uma mulher é das coisas que mais depressa fora de mim e me dá um tesão descomunal. Todo o cenário é absolutamente belíssimo, o corpo que se explora, lambe, percorre, chupa, sorve. Com calma ou em ritmo mais acelerado...ah o gosto, o gozo, o prazer é complicado de colocar em palavras. O prazer de ver ter prazer...hummmm


O dar e receber é óptimo em qualquer aspecto da vida, mas há uns bem melhores do outros. A visão poder ser um poderoso afrodisíaco mas há lá melhor do um broche (sim eu escrevi mesmo broche, olha outra vez) bem feito e feito com muita vontade. Ai a vontade...

Não há uma ordem no sexo, ou pelo menos não deve haver. Faz-se o que dá vontade, o que nos passada pela cabeça, o que o desejo manda e o que o corpo nos impele a fazer e como queremos desfrutar dele. Adoro ser presenteado com uma bela vista. É maravilhosa a visão que se tem de uma mulher a cavalgar-nos, a comandar, a marcar o ritmo, a dizer como nos quer foder. Uma das minhas maneiras preferidas de foder e ser fodido. 



O prazer varia consoante o quanto se gosta de cada posição mas por vezes os clássicos tendem a não desiludir. O poder e a visão que a tradicionalmente "de quatro" proporciona é brutal. Como no resto, é um jogo a dois, os dois mexem, os dois agarram, os dois fodem.



O êxtase em que se fica...

  
Voltar ao princípio, que pode ser meio ou fim. Saber foder não é só tirar a roupa e estar ali, é preciso saber-se alguns truques, fazer por melhorar. Há detalhes e pormenores que enlouquecem e são tão bons! Mais uma minha favorita.


O sexo não tem que ser levado a sério, é suposto divertir e para não cair na rotina há truques. Quem não gosta de um bom jogo. Falta-me a companhia que queira alinhar.


Já o disse e repito, boa parte do prazer que tiro do sexo é o prazer que sei que consigo provocar. O processo é tanto ou mais excitante que o resultado final. O vir-mo-no uma e outra, e outra, e outra vez. O repetir tudo de novo e com mais vontade...



...até alguém se dar por vencido e acabar assim.


Pronto, acabou o devaneio da semana.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Reflexões de viagem

Há muito tempo que faço isto de forma involuntária. Vou no comboio, carro, avião, autocarro, metro, etc. e a minha mente divaga à medida que o tempo vai passando e vou observando as pessoas pelos países por onde vou vivendo.

A minha vida não é propriamente linear, não é constante, não é o ideal apesar de eu ter que me sentir um sortudo pelas oportunidades que fui tendo, à custa de muito esforço, trabalho e algum sofrimento.

Os problemas na minha vida profissional sempre ajudaram a minimizar e mitigar o vazio que sinto no lado mais pessoal e amoroso. Sempre me fez relegar isso para segundo plano, primeiro do que tudo tinha de garantir que pagava as minhas contas e que tinha para comer. O ter este lado mais ou menos resolvido (temporariamente) e estável liberta-me tempo para o cérebro começar a pensar demasiado e fazer estragos.

Nas minhas viagens por Bruxelas tenho pensado muito no futuro, no meu futuro enquanto pessoa, na minha desgraçada vida pessoal. Se há muito tempo que aceitei e estou em paz com o facto de que muito provavelmente viverei sempre e morrerei sozinho, inquieta-me não ter outra opção. É diferente ser-se solitário por opção e ser-se por condição.

Ao ver as pessoas na rua, no metro ou no autocarro não escondo que tenho uma certa inveja. É verdade que nunca tive o que muitas dessas pessoas têm, que nunca tive ninguém em casa à minha espera e que algumas pessoas acham estranho eu sentir falta disso uma vez que nunca o tive. Não invalida de me causar alguma tristeza por nunca me ter sido dada essa oportunidade. 

A vida que não também não ajuda nada. 6 meses num país, um ano noutro, 3 meses noutro e por aí fora. A vida de expatriado é gira, eu gosto, mas começo a ficar um bocado cansado de ser um nómada...
 

domingo, 25 de agosto de 2013

Música quase autobiográficas

As palavras têm andado com preguiça de sair, não é só preguiça mas que ela não ajuda não.

Por vezes ouvimos uma música e não lhe damos muita importância e ela vai-se entranhando em nós e quando reparamos bem nela...pah, mas é que é mesmo isto. 

Identifico-me bastante com esta música. Gosto, gosto muito!


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Uma semana

Há uma semana que cheguei a mais um país. Mais um recomeço, mais uma vez sozinho mas até agora o que me tem custado mais é mesmo o ranger do soalho sempre que vou do quarto para a cozinha e vice-versa, é uma distância de um metro mas faz uma chinfrineira dos diabos.

Desta vez tinha uma vantagem, duas vá, já cá tinha estado uma série de vezes e foi fácil arranjar casa. Para mim o facto de já me saber orientar por cá ajuda imenso e deixa-me mais descansado. O ter casa então nem se fala. Mas isto é uma cidade a meio gás de momento, nota-se isso apesar do muito trânsito que sempre vai havendo. Muita gente de férias deixa a cidade mais calma mas eu também não tenho ido para onde os turistas todos vão.

A vida corre tranquila mas falta algo... os dias têm sido casa trabalho e trabalho casa. É algo entediante e fazer coisas sozinho...bem, não me tem apetecido nada confesso. Acho que ver toda a gente a ir para o Algarve para a praia me anda a deprimir.

Férias só para o Natal, talvez...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Hoje

E começa hoje mais uma aventura, contando com Portugal este é o 5º país onde vivi. Não me devo ficar por aqui, mas vamos ver o que o futuro me traz.

:D

domingo, 4 de agosto de 2013

Fim de mais uma aventura

Hoje acaba mais uma aventura. Amanhã volto a Portugal. Não ando com muita vontade de escrever e tenho andado ocupado com a mudança para outra cidade e outro país. 

Mais um recomeço, não completamente sozinho porque tenho pelo menos dois amigos por perto na nova cidade.

Por vezes fica um certo amargo de boca, alguns "se's" e uma sensação estranha de quem esteve de passagem e não deixou muitas saudades. É estranho...

Quando deixo um sítio onde vivi a sensação que me dá pode ser descrita com a seguinte música:


Mas na realidade o que se passa é mais isto:


Daqui a pouco mais de uma semana começa novo capítulo, desta feita na "capital" da Europa.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

Um ritmo bem disposto

Para além de um ritmo bem disposto a letra é interessante. De uma mulher para um homem mas já que não há a versão de um homem para uma mulher, aqui fica: 


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ora, falando de vontades...

Aqui vai uma citação:
"I currently need breakfast in bed, morning sex, and a bourbon and diet coke. Make this happen."

daqui

segunda-feira, 15 de julho de 2013

É relativo e discutível

Andava eu como de costume a ver as novidades do dia no 9gag e apareceu esta imagem com uma citação do Bob Marley.


Eu até nem desgosto de alguma música dele, ouve-se bem, bate-se o pé, relaxa um bocado e fica tudo na paz. Muitas vezes eu sou do contra e tendo a discordar das "grandes" frases de personagens conhecidas que são citadas como se fossem o supra sumo da verdade, pérolas do conhecimento e ensinamentos a seguir por todo o ser humano. Esta é uma delas.

Ora bem, porque é que uma mulher fantástica não há-de ser simples, ou fácil de traduzir à letra, de conquistar?! Se for fácil de conquistar já é uma galdéria, uma oferecida, uma puta que vai com todos?! Por amor da santa, não me fodam pelo menos desta maneira.

Se ela valer a pena não desistas? E então se ela for comprometida/casada, estiver apaixonada por outro e não quiser saber de um gajo nem para perguntar as horas?! Vamos insistir, dar uma de stalker, raptar e esperar que o síndrome de Estocolmo faça efeito?! Ai mas se eu desistir pelas razões atrás referidas ou porque a gaja me fez passar uma via sacra e só me quer foder o juízo eu já não valho a pena. Está bem está amigo, eu papo já esse paleio...já a seguir e até acompanho com batatinha frita.

O tipo diz que toda a gente nos vai magoar. Está certo. Mesmo que uma mulher me ame há sempre a possibilidade de ela me acertar um pontapé nos tomates e isso dói, ou então sem querer deixar cair qualquer coisa em cima. Ok, eu entendo. Mas agora vamos lá tentar perceber: tenho de encontrar por quem valha a pena sofrer?! 

Como?! Diga lá de novo?! Ai eu vou procurar pessoas por quem valha a pena sofrer? E o que é que eu ganho em troca?! A satisfação de um sofrimento bem sofrido?! Ora foda-se lá para a lógica oh Bob, tu que pregavas o amor entre o pessoal achas que a malta tem é que andar a sofrer? Então e a conversa do no woman no cry?

Eu sei que exagerei um bocado mas a verdade é que eu não concordo com a maior parte da citação. Uma mulher pode ser fantástica, ser fácil de conquistar/seduzir (o que lhe queiram chamar) e não nos fazer sofrer só porque sim. Mas isto é só a minha opinião e eu de mulheres não percebo nada...


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dormir e acordar

Não sei o que é dormir "agarradinho" a alguém, adormecer de dedos entrelaçados, sentir o toque ao de leve na pele enquanto se adormece ao lado de quem se ama. Nunca tive isso. O mais certo seria não sentir falta disso uma vez que nunca vivi tal, mas...

Hoje queria isso. Mais do que a companhia ao dormir queria ver um sorriso ao acordar, um beijo, uma carícia...

São dúvidas que ficam, de como será.

domingo, 7 de julho de 2013

Um pouco mais de mim

E porque este fim-de-semana dei descanso ao cérebro, no lugar de escrever apetece por uma foto minha.



quarta-feira, 3 de julho de 2013

Instável

Não sei bem definir como me sinto mas não gosto de como me sinto. Sei lá como me sinto, que nome dar a isto. As coisas começam de novo a correr menos bem. O futuro não me está a sorrir de momento.

Eu sei que há gente em muito pior situação mas agora quero e estou a ter um momento de profundo egoísmo. A angústia causa-me num nó na garganta, sinto um peso enorme no peito e sobre os ombros. 

O corpo não anda cansado mas a cabeça...

Custa-me a respirar. 


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Fotografias

Ontem quando ia a caminhar pela perdido nos meus pensamentos, a falar com os meus botões e a pensar no pedaço do dente que no dia anterior se tinha partido quando reparei num escritório.

O edifício tem janelas muito grandes e alguns escritórios só têm paredes de vidro, quem vai na rua consegue ver por completo o interior. Eu reparei que, tal como milhares de pessoas, quem ocupa aquele gabinete tem uma moldura com uma fotografia voltada para si na secretária. Tantas vezes vi isto, uma coisa tão banal e só ontem me bateu de uma forma tão forte.

Fui pela rua a pensar porque é que eu nunca tive em nenhuma das casas onde vivi ou dos escritórios onde trabalhei, fotografias. Nem minhas nem de ninguém. 
Também nunca tive uma fotografia de ninguém na carteira. Por acaso agora tenho umas minhas mas porque me esqueci de as tirar, por falar nisso...


Eu sempre fui altamente preguiçoso no que toca a decorar os sítios onde vivo e trabalho. Não gosto de andar com tralhas atrás. Numa das casas onde vivi só tive um tapete porque a minha mãe me foi visitar e insistiu em levar. Sempre fui muito frugal no que toca a decoração, quanto menos tivesse que limpar e posteriormente empacotar, melhor!

Às vezes estas coisas têm uma explicação não muito evidente e que se calhar um/a psicólogo/a acharia piada analisar. 

Ao caminhar rua fora ocorreu-me que se calhar nunca tive fotografias expostas é porque me ajuda a não ter tantas saudades das pessoas. Torna a minha vida um bocado mais fácil nesse aspecto. Faz com que eu não me sinta demasiado confortável nos sítios e me seja mais fácil partir. 

A preguiça também tem o seu papel no entanto...


terça-feira, 25 de junho de 2013

E já começaram...

...as despedidas. Eu pensava que só iam começar daqui a umas semanas mas algumas pessoas já começaram a ir embora.

Hoje foi uma das pessoas que me são mais queridas, não necessariamente das mais próximas mas das mais querida e de que mais gosto neste grupo. 

Uma pessoa de quem guardo boas conversas, o carinho e preocupação comigo nestes curtos meses de convivência. É uma daquelas pessoas que eu não sei explicar porquê mas gosto dela, simpatizei com ela logo nas primeiras vezes que conversamos. 

Ficam promessas de uma visita no futuro, quem sabe...assim o tempo e os € assim o permitam.


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Tropical

Móóóóóroooo, num país tropicau, abençoado porrr Deusssss e bonito por Náturezaaaaaa...


Quer dizer, não! Vivo, por pouco tempo, encravado entre três países no centro da Europa mas tem dias que não parece.

Nos últimos dias as temperaturas chegaram aos 35º, se é que não passaram, e nem ponta de vento corria. Hoje houve trovoada, choveu, fez sol, um calor abafado, secou e quando estava a chegar a casa caiu um pé de água de dimensões épicas!

Isto não é normal...

terça-feira, 18 de junho de 2013

Dia mau



Isto foi um dia mau e uma noite pior, há muito tempo que isto não estava assim.


A puta da dor de dentes deixa-me num estado terrível que puxa uma e outra coisa. Nem o raio dos comprimidos me fazem nada.


Estou neste momento num estado tal…estas dores, as incertezas, a angústia, estou sozinho e tenho que me aguentar, custa…


Mais cigarro menos cigarro, que se lixe...puta que pariu...



domingo, 16 de junho de 2013

Dormir

Finalmente cheguei a casa aqui na "estranja".

Sono nem me falta, dores nas costas e pernas também não...mas tenho que ir cortar a barba porque senão depois de quase duas semanas ainda perguntam (de novo) à minha chefe se há mais um tipo novo no departamento.

Aceitam-se massagens e umas sessões de fisioterapia.

E eu até acho que fico melhor com barba :P

Tenho que ver se durmo mais horas, isto de ir laurear a pevide e 'trabalhar' cansa!


domingo, 2 de junho de 2013

Eu nem tinha pensado...

...em ir a Portugal até esta aventura terminar. Nem queria lá ir. 

Esta semana tenho de ir a Portugal. Sim, tenho porque se não fosse o bendito casamento eu não punha lá os pés. Não me apetecia nada.

Mas agora estou ansioso por ir. Agora tenho saudades. Há uma secreta esperança que algo aconteça.  


domingo, 26 de maio de 2013

Sempre com as malas feitas

Há dias o telefone do escritório tocou. Era uma amiga/colega de estágio também Portuguesa. Queria combinar como era uma ida ao cinema com outra amiga para irmos ver um filme sobre a emigração Portuguesa, a Gaiola Dourada que aconselho vivamente.

A primeira frase que ela me disse foi muito rápida mas deixou-me a pensar um bocado na minha maneira de ser e de como me tornei. A frase de início de conversa foi algo como isto: "Fogo pah...tu só me desprezas, tenho que ser eu sempre a ligar-te para alguma coisa."

Não é de propósito, juro. Não quero eu ou tenho motivos para fazer tal coisa. Nem com ela nem com ninguém. Fui-me tornando assim, um pouco à espera que os outros me falem, venham ter comigo em vez de eu ir ter com eles. Detesto sentir que estou a incomodar ou a mais na vida das pessoas, se calhar por vezes é paranóia minha se calhar às vezes é verdade.

Acho que isto poderá ser de certo modo um mecanismo de defesa. 

Tenho tido uma vida de nómada e pelos sítios onde vou passando deixo pessoas de quem gosto mas a verdade é que, mea culpa, não tenho feito tudo por manter contacto com elas e quando estou nos sítios e sei que dali a meses me vou embora, de forma quase inconsciente vou deixando de fazer por manter contacto com essas pessoas. Custa-me cada vez mais deixar as pessoas de quem gosto porque, infelizmente, não vou tendo possibilidades de as ir visitando. A crise e outras questões pessoais pesam muito. Pode soar a desculpa porque há Skype, Facebook, email, etc mas nem toda a gente lhes liga e não há nada que substitua o contacto pessoal.

Há anos que não sei onde vou conseguir estar no espaço de 6 meses, estou sempre com as malas prontas, a cabeça não sossega, há sempre um peso no coração por ter que estar sempre pronto a partir. 

A mudança é boa, mas eu gostava de deixar de ter por uns tempos esta sensação de estar constantemente de malas feitas, de ter que partir. 


A mala está a ser preparada, em breve será tempo de partir quase de certeza...


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Vontades simples

Hoje choveu copiosamente.

Choveu bastante como se de um dia de Inverno se tratasse. Não tinha muita vontade de estar em casa mas também não tinha grandes alternativas para além de ter que começar a pensar na próxima etapa da minha vida.

Olhava pela janela a ver a chuva lá fora e a única coisa de que eu tinha vontade era de entrelaçar os meus dedos nos cabelos dela, suavemente, em silêncio, ficar ali quieto, mudo, com ela...

Mesmo as mais simples vontades às vezes parecem impossíveis de concretizar.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Ninharias que me irritam

As pessoas que o dizem e usam esta palavra que me desculpem, mas deve haver algum lugar no inferno para quem diz "namorido".



Já tinha lido há uns largos meses e na semana passada li outra vez já nem sei onde. Ai pah...faz-me comichões. Que raio, ou diz uma coisa ou outra. Uma coisa não pode implicar a outra? Por ser marido já não pode ser namorado? Pode e deve. O namorado não poderá vir a ser marido? Pode mas também pode não acontecer.

Deixem-se de coisas e simplifiquem, sim até nas nomenclaturas devem simplificar. 

Muito embora não correndo esse risco, se algum dia uma mulher dissesse que eu era o 'namorido' dela a coisa ia ficar mal parada. Para além de ser um enorme 'corta tesão' eu ia ficar com medo que ela ainda me começasse a chamar de 'mor' e então aí era o fim da picada e da relação na certa.



Outra cena que me faz revirar os olhos são os perfis de Facebook conjuntos. Ai que me dá uma vontade de dar um par de chapadas a certas pessoas...eu gostava de perceber o que vai na cabeça a essas pessoas, e que tal manterem a sua individualidade? Pode até nem ter muita importância mas estas coisinhas da anulação do 'eu' aborrecem-me um bocado. 



domingo, 5 de maio de 2013

Na falta do sentir fica algo para ouvir

Tenho andado a ouvir estas músicas com alguma insistência.

O som, as letras, a melodia são agradáveis ao ouvido por diferentes motivos.

Esta do James Blake é, em minha opinião, melancólica e algo viciante, é quase sedutora. 


A voz nesta música é sedutora sem dúvida. Fácil de ouvir e de gostar. Tem uma letra interessante :)



Esta última é para recordar o Verão do ano passado. Boa para dançar, boa para ouvir num fim de tarde a ver o por do sol, uma letra interessante também.




sexta-feira, 26 de abril de 2013

Tiradas soltas

A minha chefe é uma mulher com uma personalidade forte ou não fosse ela uma mulher italiana e faz-me rir mas anda-me a levar por maus caminhos.

Salvo seja!

Hoje ofereceu-me café e um cigarro. Nem sei se já eram 10 da manhã mas lá fui eu cravar café e tabaco à chefe :P

Noutros assuntos, a malta desde país tem sérios problemas no que toca a civismo nos transportes públicos.

Será que já lhes ocorreu que isto funcionaria muito melhor se as pessoas puxassem pelo tico e pelo teco e deixassem os outros saírem primeiro do autocarro antes de tentarem entrar à força?! Se calhar facilitava as coisas mas se calhar é só uma ideia parva que eu tive...

domingo, 21 de abril de 2013

Hábitos

Por vezes acho que estou demasiado habituado à solidão e que nunca saberei viver de outra maneira.

Estou habituado a fazer tudo sozinho, a ir aos sítios sozinho, a contar só comigo. Não sei se algum dia me darão a chance de tentar mudar ou mesmo se quero e/ou serei capaz de mudar.

Não sei se me isto me deve preocupar mas o que posso fazer é ir vivendo e abraçando o que a vida me "atira" :) 

quinta-feira, 18 de abril de 2013