domingo, 23 de dezembro de 2012

Fuma comigo

Uma amiga de longa data diz-me: “Toma um cigarro, fuma comigo…[suspiro]…isto é uma loucura, como é que isto vai resultar?! Estou doida por ele, isto nunca me aconteceu. Em tão pouco tempo. Ele é…perfeito…”

Combinamos um café na nossa zona e foi isto que lhe saiu no instante em que nos sentamos.

Pedi uma cerveja.

Eu sabia que ela tinha estado uma semana fora do país em trabalho. Não sabia é que se tinha perdido de amores de uma forma tão rápida e pujante. Fiquei surpreendido mas não tanto como ela confessa estar. Diz que houve o ‘click’, que houve muita química e física, que ele gosta da mesma música e pela música começou a união.

Fiquei de certo modo encantado com aquela história. É uma história bonita mas que ela achava ter pouco futuro. Está certo que são só duas horas de avião mas é complicado. É tudo tão ‘verde’, será que tinha pernas para andar?

Falamos longamente sobre aquela semana mágica. Ora animados pela magia da coisa ora inquietos porque, apesar de tudo, há uma série de condicionantes e imponderáveis nesta história.

Apagamos os cigarros. Fomos embora.

Marcamos novo café. Um bar novo, uma nova viagem, mais desenvolvimentos.

“Toma lá, fuma comigo. [suspiro, riso nervoso e sorriso estampado na cara] Foi tão, tão, tão bom. Nunca me senti tão bem a dormir agarradinha a alguém. Tudo fazia sentido. Mas eu não quero gostar tanto dele.”

Eu: “Porquê? Achas que ele não sente o mesmo? É a distância?”

“Ele diz que sente o mesmo, mas eu tenho medo. E se o começo mesmo a amar? Se já estou agora a dar em doida por estar aqui tão longe dele o que fará se isso acontece? Como é que fazemos?”

Inspirado por uma pessoa muito especial, disse: “Olha, que lixe. Não tenhas medo. Vive! Aproveita porque isto é algo muito bom que te aconteceu. Quem sabe se daqui a tempos não estás lá a viver junto dele?”

“És bem capaz de ter razão. Não vou queimar esta ponte. Se me faz sentir e se sabe tão bem não pode ser assim tão mau.”

Apagamos os cigarros. Vamos embora.

Há nova viagem agendada, eu fico à espera de novidades e a torcer pela felicidade dela.

9 comentários:

  1. E é isso que os amigos fazem! :)
    Espero que lhe corra tudo bem!

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    1. Eu também, ouvi dizer que no mês que vem a coisa vai ter novos desenvolvimentos :)

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  2. Claro aos amigos só se quer que sejam felizes e que concretizem os sonhos. Que corra tudo pelo melhor para a tua amiga!

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  3. Era um desperdicio deixar de viver algo assim tão forte...
    Brenda

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  4. Escrevo-te sob drogas, mas pronto, ainda ontem à noite que estive a ver séries em séries vi uma relação de longa distância que não resultou, mas assim nas minhas proximidades conheço outra que tem resultado, portanto diria que não é a distância, a fogosidades dos beijos, ou seja o que for desses detalhes que conta, é o quanto aquelas pessoas gostam mesmo uma da outra, estão dispostas a fazer uma da outra prioridade e outros esforços que não se cansem de fazer para estar juntos. Neste caso parece estar a correr bem. E este é dos posts mais giros, de optimista, que aqui escreveste. Ou então são as drogas a falar.

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    1. Say no to drugs!
      Essas drogas devem ser boas já que o comentário está bastante coerente para quem tá com a moca :P

      Concordo contigo na globalidade mas a distância pode ajudar a matar uma relação. Já vi relações dessas falharam redondamente e outras acabarem por resultar muito bem. Às vezes o amor não chega mas é essencial que ele exista para que algo resulte.

      Quanto ao post ser giro e optimista, é capaz de ser da droga :P

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  5. Esta é a melhor parte ....a parte da paixao desenfreada.... tão bom!!

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