sábado, 29 de dezembro de 2012

Why can’t I get a break?!

Este ano tem sido mesmo fodido.


Eh pah…fodasse às vezes parece que o universo conspira só para me chatear a cabeça.


Para que é que eu faço planos?!


É bom que este ano acabe bem depressa. Caramba que já chega!


Eu nem peço muito, ao menos qualquer coisa podia correr de feição. Pode ser que um ano ímpar me melhore a sorte, belo karma…

domingo, 23 de dezembro de 2012

Fuma comigo

Uma amiga de longa data diz-me: “Toma um cigarro, fuma comigo…[suspiro]…isto é uma loucura, como é que isto vai resultar?! Estou doida por ele, isto nunca me aconteceu. Em tão pouco tempo. Ele é…perfeito…”

Combinamos um café na nossa zona e foi isto que lhe saiu no instante em que nos sentamos.

Pedi uma cerveja.

Eu sabia que ela tinha estado uma semana fora do país em trabalho. Não sabia é que se tinha perdido de amores de uma forma tão rápida e pujante. Fiquei surpreendido mas não tanto como ela confessa estar. Diz que houve o ‘click’, que houve muita química e física, que ele gosta da mesma música e pela música começou a união.

Fiquei de certo modo encantado com aquela história. É uma história bonita mas que ela achava ter pouco futuro. Está certo que são só duas horas de avião mas é complicado. É tudo tão ‘verde’, será que tinha pernas para andar?

Falamos longamente sobre aquela semana mágica. Ora animados pela magia da coisa ora inquietos porque, apesar de tudo, há uma série de condicionantes e imponderáveis nesta história.

Apagamos os cigarros. Fomos embora.

Marcamos novo café. Um bar novo, uma nova viagem, mais desenvolvimentos.

“Toma lá, fuma comigo. [suspiro, riso nervoso e sorriso estampado na cara] Foi tão, tão, tão bom. Nunca me senti tão bem a dormir agarradinha a alguém. Tudo fazia sentido. Mas eu não quero gostar tanto dele.”

Eu: “Porquê? Achas que ele não sente o mesmo? É a distância?”

“Ele diz que sente o mesmo, mas eu tenho medo. E se o começo mesmo a amar? Se já estou agora a dar em doida por estar aqui tão longe dele o que fará se isso acontece? Como é que fazemos?”

Inspirado por uma pessoa muito especial, disse: “Olha, que lixe. Não tenhas medo. Vive! Aproveita porque isto é algo muito bom que te aconteceu. Quem sabe se daqui a tempos não estás lá a viver junto dele?”

“És bem capaz de ter razão. Não vou queimar esta ponte. Se me faz sentir e se sabe tão bem não pode ser assim tão mau.”

Apagamos os cigarros. Vamos embora.

Há nova viagem agendada, eu fico à espera de novidades e a torcer pela felicidade dela.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Delírios egocêntricos e genéricos

(um gajo também tem devaneios e hoje apetece-me isto)

Vá, chega-te ao pé de mim.

Toca-me, agarra-me, cravas as tuas unhas em mim. Não tenhas medo, caramba! Não sou de vidro, não me vou partir. Não quero uma menina com medo, quero-te uma mulher com força, decidida, faminta de mim.

Quero que te chegues ao pé de mim, coloques as mãos na minha cintura e me beijes. Abraça-me, beija-me o pescoço, passa a mão pelo meu cabelo e agarra-o.

Arranca-me a roupa do corpo. Mostra que me queres, como me queres, quantas vezes me quiseres. Não te acanhes, não tenhas medo. Eu não sou de vidro, não me vou partir.

Toma o meu coração. Cuida dele. Dá-lhe vida. Cuidado, não é de vidro mas pode partir.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Música porque não tenho escrito nada

Sinto-me em dívida. Para comigo e para com quem perde tempo comigo aqui neste espaço. É um bocado presunçoso da minha parte eu sei, que se lixe:)

Às vezes falta tempo, outras vezes inspiração, outras falta mesmo vontade de escrever algo minimamente decente, coerente e com ideias bem articuladas.

Há pequenas luzinhas que brilham por aí devido ao dia festivo que se aproxima mas também as há dentro de mim. Estranho não é?! Até fico meio assustado.

A minha vida muda muito lentamente mas por vezes tem algumas coisas que vão mudando. Será que 2013 me vai trazer uma grande mudança de vida? Talvez. Se eu a quero mesmo? Sim quero. Se vou ficar triste ou alguém vai ficar triste se isso acontecer? É bem possível e já tenho o coração apertadinho mas a minha vida tem sido tudo menos normal ou linear.

Andava eu por aí a conduzir e ouvi na rádio uma música que me viciou aqui há uns meses. Ouvi montes de vezes e continuo a gostar muito. Tem uma mensagem de alguma esperança, um ritmo de que gosto muito e aquela voz tem um power do caraças. O que ouço da banda gosto mas esta música tem o duplo poder de me alegrar e deprimir dependendo do meu estado de espírito. Estranho eu sei, sou um gajo meio estranho.


Esta já é mais recente. A minha veio um bocado hipster manifesta-se claramente. É outra banda de que pouco conheço mas o que ouço agrada-me muito. Esta música caiu nas minhas boas graças pela melodia e pela letra. Tornou-se especial. Sorrio quando a ouço, um bocado sem saber porquê. Se calhar até sei mas veremos o que o futuro nos traz.




Entretanto espero pelo Natal só pelos olhinhos a brilhar da minha pequenita. Mais umas bonecas para ela brincar e docinhos como ela tanto gosta. O Natal passou a fazer sentido de novo desde que ela nasceu. A vida lá em casa passou a fazer mais sentido desde que ela nasceu. A mesa de Natal ficou de novo completa. Ela não tomou o lugar de ninguém mas veio dar a alegria que eu tinha perdido por uma das pessoas que me criou ter partido. Agora é ela que me ajuda a viver e crescer. Não é minha de sangue mas é de coração.

Espero, também, pela passagem de ano. Este ano é especial. :)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Não saber a sorte que se tem

As pessoas só dão valor às coisas quando as perdem. É um velho chavão mas carregado de verdade. Eu acrescentaria que nem quando perdem algumas pessoas dão o devido valor ao que perderam.

Eu nunca fui ingrato. Nunca tomei ninguém por garantida. Falho como toda a gente mas acho que sempre valorizei quem gosta de mim e guardo no coração algumas pessoas especiais.

Há pessoas que não imaginam o quanto gosto delas. Outras que não imaginam o quão importantes foram e o grande carinho e estima que tenho por elas. Tenho alguma dificuldade em colocar todos estes sentimentos por palavras ou em os verbalizar mas isso não quer dizer que me olhando nos olhos não se perceba isso.

Aprender a ser humilde custa e por isso eu quase me sinto em dívida a quem me faz bem e se lembra de mim por algum motivo.

Eu não consigo perceber como é que certas pessoas tratam tão mal quem têm ao lado. Que raio de prazer perverso, quase sádico, é que têm em falar de fraca cara, com maus modos e de modo agressivo com a pessoa que está ao seu lado e que supostamente os/as ama?

Tenho um casal amigo que durante muito tempo eram intratáveis um com o outro. Sempre de má cara um para o outro, sempre chateados, não havia vez que não saíssemos que não houvesse uma cena qualquer ou algum não aparecia porque estava chateado, etc.

Eram o caso paradigmático do casal que não se percebe porque é que continuavam juntos.

Aquilo irritava-me e deixava-me indignado. Como é que aquilo era possível? Mas eles gostavam um do outro sequer? Como era possível ser-se tão estúpido e idiota ao mesmo tempo?!

Eu ficava incrédulo perante aquilo. Felizmente eles melhoram muito a relação deles e hoje em dia portam-se como dois adultos sensatos.

Os meus amigos são apenas um exemplo dos muitos casais que se calhar não o deviam ser ou que precisam de crescer e fazerem-se gente.

Não sabem a sorte que têm! Ter alguém ao lado que goste de nós, esteja apaixonada/o e nos ame é precioso.

Não é nada bonito mas durante muito tempo desejei que essas pessoas estivessem um bom tempo no meu lugar a ver se começavam a dar valor às pessoas. Se estivessem sozinhas/os provavelmente iriam a prender a dar algum valor ao que têm.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Carência, filosofia ou gulodice

Andava eu aqui por casa estes dias à noite e qual senhora do Ferrero Rocher apetecia-me algo. Fazia-me falta qualquer coisa.

Abri um armário e veio um aroma a ananás, tão bommmmmm. Eu nem gosto lá muito de comer ananás mas os saquinhos de chá de ananás convenceram me. Fui fazer chá.

Bebia eu o chá mas continuava a faltar algo. Lembrei-me que havia uma tablete de chocolate com amendoins algures na cozinha. Toca a abrir gavetas. Et voilá! Toca a morfar uns quadrados enquanto bebo o chá.

A certa altura olhava eu para o telemóvel e para a televisão quando me ponho a filosofar: “Oh PM, será que o Freud e os outros gajos da filosofia estavam certos quando diziam que a malta come para colmatar carências afectivas?!”

Eu quando filosofo só para mim uso muito a palavra colmatar e outras de igual e elevada craveira. Isso e vernáculo.

Filosofava de novo: “Andas carente? Eh pahhhhh…por acaso…”

E lá foram mais dois quadrados de chocolate.

Acabava de comer o chocolate e já a falar sozinho em voz alta: “Ou é isso ou sou um guloso do caraças. É mais isso realmente.”

Acabo de beber o chá. Apetecia-me um cigarro. E um gin tónico. E…