quinta-feira, 29 de novembro de 2012

As idades das mulheres

Há coisas que me chateiam nas mulheres mas, à semelhança de outras coisas, a idade não é uma delas. Tudo dentro dos limites do razoável claro. Sendo o razoável a maioridade e mesmo assim…pensar numa miúda de 18 anos já me parece estranho. Muito novinhas.

Sempre fui mau a olhar para as pessoas e dar uma estimativa mais ou menos correcta sobre a sua idade por isso tenho cuidado e tornei-me um bom observador.

Sensivelmente até aos meus 23/24 nunca achei a mínima piada a miúdas mais velhas. Nunca me atraíram, não porque não achasse algumas bonitas mas não era mesmo a minha onda. O mesmo para miúdas mais novas.

A certa altura tinha uma barreira psicológica. O limite era 3 anos mais nova ou 3 anos mais velha. Mais do que isso já era um exagero para mim.

Um belo dia tive uma acção de formação e quando vi a formadora fiz aquela linda figura do gajo que fica embasbacado a olhar para uma mulher bonita. Quanto mais olhava para ela e a ouvia falar mais eu babava. As minhas colegas eram muito curiosas e trataram logo de lhe perguntar a idade. Ela não disse exactamente mas indicou que estava nos trinta. Eu na altura pensava: “Não pode! Este mulherão já vai nos trinta e muitos? Não pode…mais de 35 não tem de certeza.”

Não a tornei a ver passado aquela formação e com muitíssima pena minha. Aquela combinação particular de beleza, sensualidade e inteligência é raríssimo de encontrar. Naquele dia percebi que afinal eu também gostava, e muito por sinal, de mulheres mais velhas.

Foi um abrir de olhos e depois de preconceitos. Hoje em dia pouco me importa esta questão das idades, se é mais nova ou mais velha do que eu. É um número que às vezes pouco importa mas outras vezes é impossível ignorar.

sábado, 24 de novembro de 2012

A música do dia, da semana, de muitos dias...

Há que tempos que me andava a tentar lembrar de publicar esta música. Se até certa altura pura e simplesmente não suportava esta banda por causa do vocalista quando ouvi esta música fiquei encantado. Ouvi tantas vezes. Li a letra umas outras tantas.
A mensagem desta música diz-me muito e vai de encontro àquilo que eu digo sempre que sou: simples. Não é preciso muita coisa, grandes discursos ou palavras. 
Às vezes poucas palavras e despidas de grandes artifícios fazem tanto bem.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Domingos à tarde

Os Domingos à tarde tornaram-se, a partir de uma certa altura na minha vida, um momento da semana complicado para mim.

Acho que este misto de sensações composto por alguma angústia e nostalgia começou a manifestar-se na altura em que entrei para a universidade. O Domingo à tarde era hora de começar a preparar as coisas para ir embora, a preparar mais uma semana.

O Domingo à tarde não era vivido, era passado a preparar alguma coisa e a ir embora. Ir embora.

Nunca dava para fazer grande coisa. Os planos tinham de ficar sempre a meio ou ficar-me por coisas muito curtas e rápidas porque era dia de ir embora.

Nos Domingos em que não tinha de ir embora as coisas também não eram mais excitantes. Os meus amigos nunca também nunca alinharam em grandes planos ao Domingo à tarde. Ou tinham longos almoços de família, saíam com as/os namoradas/os, ressaca (também acontece), preguiça, etc e tal. A excepção era e é no Verão em que o pessoal se mobiliza e ruma às praias aqui perto. O mar, a areia e as miúdas em biquíni fazem milagres.

Por tudo isto os Domingos à tarde foram assumindo uma rotina meio enfadonha porque também me aborreci de fazer as coisas sempre sozinho. A certa altura veio cá para casa aquela que se tornou a minha companhia de início de tarde de Domingo. A minha cadela faz questão que eu a leve ao rio ao Domingo à tarde. Eu não sei se alguém lhe deu um calendário ou se ela aprendeu a contar os dias da semana mas o facto é que ela sabe que é dia do nosso passeio. Tornou-se uma agradável rotina. Um momento agradável no marasmo que muitas dessas tardes são.

As tardes de Domingo sempre se assumiram como uma espécie de limbo entre o fim do fim-de-semana e o início de mais uma semana.

O Domingo à tarde sempre foi muito solitário. Nunca gostei muito do Domingo à tarde.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dar música a alguém deve ser mais ou menos itsto

Hoje ficam aqui mais umas músicas de que gosto e que apelam mais ao sentimento. Cenas mais mexidas fica para outro dia.


Melancólica, sim. A puxar um bocado para a 'deprê', sim também. Mas é bonita e eu gosto.


O gajo de quem hoje em dia é 'bem' gostar e a loucura no meio alternativo mas que efectivamente tem muito boa música. a música do tipo tem um efeito tranquilizante em mim.


Descobri esta moça há um ano totalmente por acaso. Fui preguiçoso e só ouvi mais uma música dela. Fiquei um bocado viciado nesta música.

E para o fim...


Fabulosa!
Fiquei totalmente agarrado a esta música por causa da série Californication que aconselho vivamente. Com o passar do tempo foi gostando cada vez mais dela. Traz-me boas memórias.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

Que bem que se está no campo…tem dias na verdade

Eu já vivi em algumas cidades diferentes. Cidades com menos de 30 mil habitantes e numa com mais de 8 milhões! Na verdade sempre fui um gajo do campo.

Vivo a 2km do centro da cidade mas vivo numa aldeia, isso tem algumas vantagens. É sossegado, o ar é puro, poucos carros, tenho o rio perto e posso ter animais de estimação à vontade só para dar alguns exemplos.

Ontem à noite, depois de estacionar o carro na garagem e antes de entrar em casa reparei naquilo que é grandes vantagens de viver no campo: dá para ver as estrelas todas!

Só há tempos, estava eu a chegar a casa um Sábado de madrugada, é que reparei na quantidade de estrelas que dava para ver. Uma nitidez, uma beleza indescritível  Até vi uma estrela cadente! Foi a segunda vez que na minha vida vi uma e, apesar de saber a explicação científica para aquele rasgo fugaz de luz, pareceu-me especial.

Aqui há uns dois ou três anos eu acharia uma tremenda estupidez eu estar a pensar nisto do céu estrelado ser lindo e querer partilhar esse facto com alguém. Será que fui eu que mudei ou esta fase anda-me a bater de uma forma estranha?

Em todo o caso, o céu estava bonito sim senhor.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Palavra nunca dita

Já revelei tanto de mim neste espaço. Muitas coisas nunca as disse a ninguém a não ser aqui. Algumas coisas as pessoas que me são mais próximas imaginam o que eu aqui escrevo, os temas, as opiniões, as palavras. Ora, foi para isto mesmo que eu criei isto.

Há coisas que eu nunca disse a ninguém porque não sou se banalizar palavras e sentimentos. Há palavras e sentimentos que não devem ser gratuitos, dados e ditos por dá cá aquela palha, só porque sim. As coisas acabam por perder significado.

Eu refiro-me especificamente ao amor. Ao que eu vejo e ouço por aí há gente que diz ‘amo-te’ com a mesma facilidade e rapidez de quem diz “Tenho sede”, “Tenho fome”, “Está frio” e por aí fora.

Mesmo depois de anos e anos a ouvir estas ladaínhas ainda fico um bocado ‘incomodado’ com este uso gratuito de uma palavra que significa tanto e que é, ou pelo menos deveria ser, tão forte. Às vezes o que me dá vontade é dizer a algumas pessoas: “Eh pah, mas tu lá sabes o que é amor. Conhecem-se há meia dúzia de dias e já é o amor da tua vida?!”

Acho que há gente que vê demasiados filmes e novelas sem ter a noção de que aquilo é ficção.

Se as pessoas realmente sentem as coisas, se acreditam nos seus sentimentos e nos da outra pessoa não me choca que o digam. Dizerem-no por piedade ou para enganar a outra pessoa…isso já acho profundamente triste.

Lembro-me que há uma música dos Da Weasel que tem uma frase que exemplifica bem aquilo que quero dizer, se não estou em erro é: “[…] a razão da palavra consagrada que tanta gente dá à toa em troca de quase nada […]”.

Já lá diz o outro que não há almoços grátis e eu acho que há outras coisas que não devem ser gratuitas. Devem ser merecidas, ter uma razão, um propósito sob o risco de se tornar tão corriqueiro e vulgar que já não representa nada quando é dito.



P.S. – ainda por aí uma música brasileira que só me dá para rir mas que tem uma letra engraçada, acho que é qualquer coisa como [agora com sotaque brasileiro]: “amor é amo, romance é romance, traição é traição e um lance é um lance”. Lá está, estes gajos é que a sabem toda.

sábado, 3 de novembro de 2012

Cartas

Já lá diz a cantiga que “cartas de amor quem as não tem”, ora eu não tenho. Nunca tive uma verdadeira carta de amor. Mas gostava muito de ter.

Nunca recebi uma carta apaixonada, uma carta em que se dizem as maiores lamechices, se fazem juras de amor eterno, se descreve o quanto de gosta da pessoa, se fazem planos para os dois, um papel perfumado, uma marca de batom, em se revela o desejo de gritar ao mundo o amor que nos invade e como nunca houve amor como aquele.


Gostava de ter recebido. Acho que uma carta enviada a alguém e escrita pelo nosso punho tem um charme especial que nenhum email ou sms consegue reproduzir, muito embora a caligrafia de certas pessoas me faça duvidar que fosse boa ideia. O charme que o analógico, neste caso, tem é algo que é um verdadeiro turn on para mim.

Entristece-me que eu nunca tenha valido a pena o esforço de receber uma carta de amor assim lamechas, piegas, a vomitar amor, etc. Perdoem-me a referência algo escatológica mas foi necessário para ilustrar melhor o que quero dizer.

Há muitos meses recebi uma série de cartas escritas à mão por uma pessoa muito especial para mim. Não foram cartas de amor mas foi aquilo que de mais aproximado a isso eu já tive. Era uma série de cartas que tinha uma mensagem subjacente, mensagem essa que guardo só para mim. Acho que ela não tem muita noção da real importância que aquelas cartas tiveram para mim, o quanto significaram e significam! Aquele cuidado em escrever uma a uma, escrever a morada, colar o selo e enviar uma carta todos os dias…não encontro palavras para descrever o quão importante e precioso aquilo foi para mim.

Eu gostava de poder escrever cartas de amor. Gostava de escrever as maiores barbaridades e saber que do outro lado alguém iria gostar de receber, iria rir, chamar-me tonto mas percebendo a verdade que os meus sentimentos comportariam. Tudo isto sem recear cair no ridículo ou de desperdiçar sentimentos com alguém que apenas troçaria, iria amarrotar o papel e deitar a carta ao lixo.


As cartas de amor não saíram de moda. O papel, a escrita, o toque que o papel e que os sulcos da caneta no papel proporcionam são de um charme irresistível porque quem enviou a carta está ali.

Ainda tenho esperança de um dia receber uma. Qualquer dia ainda escrevo uma no blogue.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Para ouvir

Não tenho escrito nada por isso deixo aqui umas músicas que me dizem algo.

Uma das bandas que mais gosto e que têm músicas fantásticas são os The Black Keys e esta música é especial.



Outra banda de que gosto muito são os Orelha Negra. Esta música tem várias versões e partilho esta pela letra.

Aconselho irem procurar o vídeo que mostra também a arte do Vhils (acho que algumas das obras são numa cidade que adoro: Aveiro) e a versão com a Tamin.

Enjoy.