domingo, 30 de setembro de 2012

Assim para o confuso...

Não sei bem que escrever. Não quero estar a chover no molhado. (oh que expressão tão bem aplicada tendo em conta os últimos dias)

O meu coração e a minha cabeça andam desencontrados, de costas voltadas mesmo. Um diz uma coisa e o outro faz o que quer e bem lhe apetece. O meu coração basicamente anda a fazer um manguito gigante à minha cabeça e depois eu ando um bocado desorientado.

Adorava ter a opção e capacidade de desligar o coração, formatar e começar de novo, completamente limpo. Dava jeito às vezes.

Nas últimas semanas encontra-mo-nos em duas ocasiões diferentes por via de amigos comuns. Se da primeira vez foi uma surpresa tal que me deixou em choque e me fez ignorá-la boa parte da noite, da segunda eu já contava com ela. O coração bateu mais forte, acelerou e os nossos olhos encontraram-se. O olhar dela parece-me que é o de quem olha para um amigo com quem já se partilhou algo e com quem se tem alguma cumplicidade. O meu…o meu carrega alguma mágoa e sentimentos que não consigo disfarçar.

Enquanto eu falava na minha cabeça ecoava: “Eh pah fodasse! Mas porque raio é que tu ainda mexes assim comigo?! Porquê isto…para quê?”

A maioria dos nossos amigos não suspeitam, espero eu, que nós tivemos um caso mas eu ando a perder as minhas qualidades de actor. Há um amigo nosso que deve suspeitar de algo mas eu quero evitar a todo o custo que ele saiba. É algo só nosso e sempre achamos mais seguro que as coisas assim continuem. Não há perguntas, não há conversas que só serviriam para me torturar. Ele esteve connosco e acho que as suspeitas dele se adensaram. A culpa é minha. Estar com ela, ela tocar-me, eu tocar-lhe, a minha mão no cabelo dela, o toque de quem conhece aquele corpo dá pistas.

Ainda não me é indiferente. Não se algum dia o será. O que eu sei é que tenho que me preocupar é comigo, viver e esperar que o coração e a cabeça se entendam.

8 comentários:

  1. Parece-me um assunto mal resolvido... Não sei de quem foi a ideia de terminar esse "caso", mas parece-me que para ti foi bem mais que isso... Ela mexe contigo e isso é algo que não podes esconder, agora a questão é: Tu mexes com ela?... Se não for esse o caso, então meu querido, evita encontros desconfortáveis para ti e que só te fazem relembrar... segue em frente, a vida não espera.
    Beijos

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    1. Tens razão, está um bocado mal resolvido mas não acredito que eu tenha muita culpa nisto. Para mim passou um bocadinho a barreira do caso porque aconteceu num altura muito peculiar da minha vida em que aquela pessoa era amiga/amante/confidente/porto de abrigo/o meu pilar. Nunca houve uma conversa a meter um ponto final ou uma vírgula nisto. Foi-se desvanecendo, foi esfriando a relação e chegou ao que chegou.
      Eu acredito que não mexo com ela mais do que um amigo/conhecido mexe. Não sei se estou a ser injusto mas também não muda nada. Eu tento e quero seguir em frente, como dizes, a vida não espera e daqui não sairá mais nada.
      Não consigo é evitar que não me seja indiferente.

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  2. Neste momento sou suspeita para dar conselhos sobre as coisas do coração.
    Parece-me que ficaram algumas coisas por dizer ou mesmo por resolver?
    Se não há possibilidade de conversação... Acho que deverias evitar esses "encontros" uma vez que depois ficas a pensar nisso... E provavelmente em "se's"?
    Boa sorteeee! ;)

    Beijinhos*

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    1. Os encontros vão acontecendo porque há amigos em comum e também não quero tornar nenhuma situação incómoda para as pessoas. É um problema meu e não quero que isso afecte os outros. Mas evito torturar-me. O pensar em "se's" já aconteceu tanta vez na minha cabeça, infelizmente nunca passarão disso mesmo...

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  3. Não existem formulas mas o que faço é cortar completamente o contacto.
    Apago fotos, elimino contactos e se for preciso mudo de locais que frequento.
    A ultima interferiu tanto comigo que acabei por ir para o outro lado do mundo para ver se a distancia ajudava...

    Boa sorte...

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    1. Eu até faria o mesmo neste caso não fosse o caso de termos amigos em comum e de eu até querer manter esta amizade. Tirando o que se passou continua a ser uma amiga por quem tenho grande carinho e que me deu apoio de uma forma tão bonita e carinhosa que eu não consigo pura e simplesmente cortar o contacto. se calhar devia, se calhar agora fui altamente incoerente com o que já disse mas a verdade é que eu queria era que se tornasse como outra amiga qualquer. Isto soou algo confuso :P

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  4. Dá tempo ao tempo. É um lugar comum mas costuma funcionar. Boa sorte!

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