sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Grande defeito

Tenho muitos defeitos. É verdade, não sou perfeito e estou carregado de defeitos. Às vezes acho que tenho mais defeitos do que qualidades mas há um que sobressai, é quase uma cena patológica.

Já pensei em consultar um psicólogo ou psiquiatra ou os dois, se tiverem um daqueles divãs eu vou.

O meu grande defeito é ser pontual!

Estou condenado a esperar pelos outros. Eu já devia ter aprendido com os meus erros mas não…feito estúpido continuo a cair no mesmo.

“A malta combinou às 23h junto a casa de fulano.” Aqui o artolas vai ter ao sítio combinado às 23h e só 20 minutos depois é que o fulano, da casa que se combinou como ponto de encontro, aparece. Isto é só um exemplo do que me acontece sempre.

Para minha desgraça sou mais pontual que os ingleses, quer dizer, os ingleses nem sequer são pontuais. Isso é um mito que alguém criou. True story!

Fico furioso com este meu defeito mas fico mesmo colérico quando me dizem: “Mas tu insistes em ser pontual, caramba! Já não sabes que não é para chegar a horas?!” Realmente, que idiotice! Uma pessoa combina alguma coisa a uma determinada hora e tem o desplante e ousadia de chegar à hora combinada. Gente sem noção de boa educação!

Um dia aconteceu algo que me deu esperança. Diz-me uma amiga antes de um jantar: “Aiii ainda bem que já aqui estás, estava a morrer de preocupação, eu comentei com as meninas ainda há pouco: Ele nunca se atrasa, será que lhe aconteceu alguma coisa?!”

Naquele dia pensei: “Ahhhhhhhhh!!! Ainda há esperança para mim!”

Sonhei por uns dias que conseguiria corrigir esta minha falha, que doce ilusão. Uma semana depois já estava de volta ao mesmo e a chegar a horas aos compromissos.

Há dias em que não sei como é que me consigo olhar ao espelho…

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ansiedade

Tem-me apetecido muito beber e fumar. Muito mesmo. Isto não é bom.

Não posso ir por esse caminho. Não estou em posição de manter vícios nem quero ser dependente de nenhuma substância.

Tenho-me abeirado de novo dos meus “limites de serenidade”. Normalmente consigo lidar sozinho com estas coisas e já aconteceu conseguir ‘dominar’ um ataque de pânico, mas o copo está a encher de novo.

Pode ser que o calor volte e faça evaporar alguma da água e evitar que o copo transborde.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Prova Oral

Já há algum tempo que era para escrever sobre isto e há dias vi dois segredos no Shiuuuu sobre isto.

Um dos segredos era uma rapariga a afirmar que gostava que o namorado ejaculasse na boa dela e o outro era uma rapariga a dizer que tinha mentido às amigas dizendo que não gostava de fazer sexo oral quando na verdade até gosta.

Ambos os segredos geraram dezenas de comentários que deu para perceber que ainda há muita cabecinha fechada e outras muito mais abertas e esclarecidas.

Já há muito tempo que eu tenho dificuldade em perceber as mulheres que perante a ideia de meterem a boca na pila de um homem dizem logo: “Ai não, que nojo!” Eu já ouvi isto ao meu lado e amigas já me disseram isso em conversa.

A minha questão é e também tive oportunidade de colocar a questão: “Ora bem, é nojo meterem na boca mas já não é nojo meterem lá em baixo…pois…não percebo!”

Mas nojo do quê? Se estão a permitir que uma parte do corpo da outra pessoa entre nelas, por uma questão de coerência seria nojento em qualquer das situações, caso contrário não me venham com cantigas porque eu não compro essa.

Eu percebo perfeitamente que uma mulher possa não tirar prazer de estar a fazer sexo oral a um homem. Nem toda a gente gosta e se não tira prazer nisso eu até prefiro que no meu caso sejam sinceras e não façam. Contra a vontade é que não, aí até eu perco o interesse. Agora nojo?! Eh pah…

Se não sabem fazer, ou acham que não sabem, ou têm receio procurem informação. Pesquisem na net, vejam pornografia e aprendam qualquer coisa com isso, perguntem aos respectivos de como é que gostam das coisas, etc. Não se acanhem.

Gosto que uma mulher tome iniciativa de fazer o que quer na cama. Como já referi anteriormente, não sou de falar muito mas se estou muito afim de algo dou a entender ou digo directamente o que quero mas com o devido tacto. Se a pessoa não gosta ou não quer adiante que imaginação não me falta. Mas se algum dia me sai essa do “Ai que nojo” eu visto-me e das duas uma: ou vou embora ou mando alguém embora. Se mete nojo não comas, ora essa. Temos pena!

Da minha parte nunca existiu, nem existirá, esse tipo de problemas e afirmo sem qualquer pudor ou gabarolice: gosto muito de fazer sexo oral!

Gosto, dá-me prazer. O corpo de uma mulher é lindo de ver, tocar, beijar, saborear e outro “ar” que se lembrem.

Pronto está dito. A verdade é que dar prazer a alguém me dá um imenso prazer também. Metade do gozo que tiro no sexo é exactamente esse: dar e ver a mulher a ter prazer.

Há uma questão a ressalvar: a higiene é essencial em qualquer dos casos, seja homem ou mulher!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Maldita timidez

Não sou socialmente inapto.


Tenho amigos, sou um ser sociável, gosto de jantaradas, saídas à noite, borga em geral e rambóia em particular. Não sou nenhum party animal, como já me chamaram, e aprecio um bom momento de recato.


O problema é que sou tímido. Nunca gostei de levantar muitas ondas e até me considero um tipo discreto, não escondendo que também gosto de por vezes ser o centro das atenções. O facto é que a timidez por vezes me limita um pouco. Principalmente com as mulheres.


Ao longo da vida sempre fui o gordinho da turma e sofri um bocado de bullying, na altura o termo não estava popularizado, numa altura que é crítica no crescimento de alguém: a adolescência.


Fui-me fechando um bocado. Tornando introvertido, muito inseguro e complexado com o meu corpo. Numa altura que um rapaz começa a prestar atenção às miúdas isto pode ser devastador. Eu achava que todos eram melhores do que eu. Sofria com isso e virava-me só para os estudos. Ao menos nisso eu era bom, nisso batia-me de igual para qualquer um. É claro que o rótulo do marrão não é lá muito sexy mas como eu tinha era de prestar contas era aos meus pais, não me chateava se achavam que eu era marrão e até me orgulhava nisso.


Tudo isto me levava, e ainda leva, a ser muito cauteloso no que toca aos afectos. Só a muito medo é que me aproximava de alguém e mesmo hoje em dia só depois de muita ponderação é que avanço.


Eu sei que não devia ser tão racional, perder a vergonha e atirar-me de cabeça. Se calhar ganhava mais. Mas parece que às vezes há qualquer coisa que me trava. A timidez ataca em força e eu fico no meu canto em vez de arriscar.


Quase sempre esperei que fosse a outra parte a dar o primeiro passo. A partir daí, com o gelo quebrado, pareço outro.


Se calhar isto foi uma forma de defesa que inconscientemente fui criando porque levar uma tampa toda a gente leva e ninguém morre por causa disso, agora lidar com a rejeição…é mais complicado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dias chatos

Hoje é um dia menos bom. Não digo mau porque não me aconteceu nenhuma tragédia mas o que aconteceu puxou-me para baixo, o dia não tem sido grande coisa.

Sinto-me triste, frustrado, cansado e só. 

Respondo por monossílabos aos meus pais. Eles compreendem, sabem o que se passa comigo. Não me apetece falar muito.

E eu olho para o telemóvel feito parvo. "Ligo-lhe? Mando ums mensagem? Está quieto, só te vais humilhar. Deixa de ser estúpido."

Hoje nao é um grande dia, amanhã será melhor.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mixed signals

Às vezes sou um bocado desajeitado com as mulheres, especialmente no que toca a perceber qual o tipo de intenções que têm para comigo. Já tive alguns dissabores e desilusões à conta disso. Há gajas muito interesseiras, tal como homens, e pessoas como eu que têm uma enorme dificuldade em dizer que não.


Em termos amorosos então é o piorio. Sou mesmo uma desgraça a perceber se uma rapariga está interessada em mim ou não, acho que sou sentimentalmente míope quando o assunto sou eu. Quando o assunto são os outros normalmente, não é para me gabar, acerto mais do que a Maya. As dicas que dou e as conjecturas que faço por norma batem certo.


Na passada sexta-feira, a minha amiga da qual falei noutro post ligou-me porque no dia a anterior lhe tinha deixado uma mensagem a convidar para irmos à Viagem Medieval. À hora combinada fui buscá-la a casa e lá fomos.


Andamos por lá a tarde inteira. Falamos imenso, olhei imenso para ela e fico desarmado quando ela fala comigo olhando-me nos olhos com aqueles grandes e lindos olhos castanhos, e eu toquei-lhe imenso. Não é que andasse ali com as mãos sempre em cima da rapariga, nada disso. Não ou um cola ou uma lapa.


Eram toques subtis. Uma mão na cintura ou no ombro enquanto ela via um dos milhares de anéis ou pulseiras que por lá havia. De forma fugaz e sem ser abusivo. Ela não se mostrou incomodada ou deu a entender que não gostava, por outro lado também não mostrou que gostava.


Como já nos conhecemos há alguns anos e temos uma boa relação de amizade eu temo que ela interprete isto como uma coisa normal. Estarei eu a enviar sinais errados e não sei?!


Na viagem de carro para a levar a casa iamos os dois calados e eu fixei o olhar nela por uns segundos (não ia carro nenhum à frente e eu ia devagar por isso não havia risco de acidente apesar de tudo o que me passava pela cabeça :P) e ela com um ar sereno e um sorrisinho meio maroto pergunta-me: “O que foi?”
Eu respondi a sorrir e meio embasbacado: “Nada…”


Já não é a primeira vez que faço isto. Ir a conduzir ao lado dela e olhá-la fixamente por uns momentos só para provocar um bocado, uma espécie de teasing. Ela sorri e pergunta-me porque a olho assim. Ai se ela estivesse dentro da minha cabeça…


Deixei-a em casa e despedi-mo-nos como de costume dizendo que tinha gostado muito de ter passado a tarde comigo. Eu fui para casa meio desconsolado e sem perceber se durante a tarde ela me tinha dado algum sinal de que estaria receptiva a algm avanço meu ou nem por isso…

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cuidado com o que se deseja

Uma vez escrevi isto sem ter ninguém como inspiração. Estava sozinho, como estou agora, mas queria muito gostar de alguém. Mal sabia eu quem eu ia conhecer uns meses depois e como me ia sentir.

“O destino só não me traz o que eu queria. Eu queria que tu também me quisesses. Não precisava de ser para sempre, para sempre é capaz de ser muito tempo. Podia ser por alguns anos, uns meses, uma semana, uns dias ou então apenas umas horas. O tempo suficiente para a adrenalina subir, o ritmo cardíaco disparar a fim de perceber que estou vivo e por dentro não é só azedume e vazio de sentimentos.

Mas o tempo, o vento a chuva outra coisa qualquer não te trazem até mim. Não consigo perceber porquê. Eu nunca sirvo para ti, eu nunca sou aquele que desejas ou é desejável, eu nunca correspondo às tuas expectativas, eu tenho todos os defeitos, eu não presto, eu sou aquele que serve só para ajudar a juntar os pedaços quando os outros te desfazem por dentro. A solidão pode tornar-nos amargos, sim pode mas também nos faz valorizar pequenas coisas e pequenos gestos. Quando algo de bom nos acontece aquecenos por dentro, as pequenas alegrias têm outro sabor.”

domingo, 5 de agosto de 2012

Um olhar sobre “A felicidade dos outros”


Há tempos li um texto no “omeuladob” que me tocou particularmente. A Desnorteada descreveu de uma forma tão verdadeira e assutadoramente familiar a forma como alguém se pode sentir só no meio de muita gente e, pode parecer egoísta e invejoso, aquela sensação que pouca genet admite ter que é a de estar cansado da felicidade alheia.

Não é por mal, acreditem em mim por favor. Não quero parecer maldoso, muito amargo, um tipo azedo ou profundamente invejoso mas, a verdade, é que algumas vezes também me cansa a felicidade dos outros e a forma como às vezes a ‘vomitam’ para cima de mim.

Tenho a sensatez suficiente para me comportar e para perceber que algumas vezes eu invejo aquela felicidade e sucesso. Eu não quero que as pessoas estejam como eu ou que estejam na merda e a sofrer. Nada disso. Eu queria era ter um bocadinho dessa felicidade também.

Este querer desemboca nisto que a Desnorteada escreveu:
“[…]E daquelas que doem, que moem, que torturam, que nos deixam sem vontade para fazer o que quer que seja e nos transformam em alguém insuportável. É que escolhemos tantos caminhos que não nos levam a lado nenhum que a solidão acaba por fazer parte de nós como se já cá estivesse desde o dia em que nascemos e não há meio de se ir embora. Criam-se expectativas que nunca são cumpridas, vive-se como se pode e não como se quer,  finge-se que se anda feliz da vida porque assim nos exigem, poupam-se as palavras porque estas podem sair muito caro, faz-se de conta que nada soa a mágoa e que está sempre tudo bem, guardam-se as lágrimas para os momentos a sós, relembram-se os sorrisos e as gargalhadas de outros tempos e assim sobrevive-se com o passar do tempo. […]”

E daí acontece isto:
“[…] O problema é que depois olhamos à nossa volta e percebemos que está tudo muito diferente: as pessoas já não são as mesmas, os estranhos parecem-nos ainda mais estranhos, o medo domina-nos o pensamento e corrompe-nos as acções, os amigos estão dedicados aos seus projectos, às suas casas, aos filhos, às férias em família, ao melhor emprego a pensar na educação das crianças, no T4 ou T5 porque o T2 já não é suficiente, nas fraldas, no preço incrível do infantário, etc, etc, etc.... e nós ficamos em terceiro ou quarto plano e já ninguém se lembra de nos perguntar se estamos bem, se nos sentimos bem, se precisamos de algo, se queremos que a vida role de uma outra maneira, se ainda nos achamos seres humanos ou já nos sentimos ET's de carne e osso. […]”

Às vezes entristece-me olhar para trás e perceber que que as coisas não mudaram assim tanto na minha vida. Profissionalmente fiz umas coisas interessantes, vivi em sítios diferentes mas a verdade é que tudo isso se foi e tanto profissional como pessoalmente a “[…]vidinha tal e qual era há 10 anos. […]”

E tudo isto redunda no que a Desnorteada  conclui no texto “[…] Para dizer a verdade, ando cansada da felicidade dos outros, dos projectos dos outros, das casas dos outros e do diabo que carregue dos outros. Como pode alguém sentir-se só numa sala com milhares de pessoas? Pois. Como é que é possível não sei bem, mas que é possível, lá isso é uma verdade, verdadinha...”

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ainda a propósito do vazio...

Há uns anos atrás escrevi um texto sobre o 'Vazio' sobre o qual também escrevi um post há tempos. 
Já nem me lembrava desse texto mas o incrível é que continua actual. Há coisas que é complicado mudar...

Há coisas cíclicas na minha vida. 

Aqui fica:



"Há alturas em que estamos bem, a vida é bela, as coisas correm bem e até gostávamos de ter alguém para partilhar essa boa onda. Se não houver ninguém também não há grande crise porque a moral está em alta e a coisa passa num instante e a boa onda prevalece.


Noutras alturas é que a coisa se complica. A vida começa a correr mal, o mundo parece que está contra nós, temos vontade de fugir e desaparecer. Não há ninguém para nos dar conforto, para nos dar aquele apoio e carinho que os amigos não podem dar. Aí as coisas podem ser duras, muito complicadas de aguentar…Mas que fazer?! Bem, aguentar e seguir em frente porque ficar de braços cruzados a chorar e com pena de nós próprios não resolve nada.


Claro que é fácil falar, ou escrever neste caso, mas a realidade custa bem mais do que isso. Há alturas em que me sinto um verdadeiro farrapo humano, completamente desorientado sem saber o que fazer, o que pensar, o que dizer. E sem poder desabafar com ninguém. É duro, é complicado, mas eu habituei-me.


O vazio está lá. Muito provavelmente à espera de ser preenchido mas sem grande esperança nisso. A esperança pode ser a última a morrer como se diz, mas até essa morre e neste momento está moribunda.


O vazio de sentimentos, emoções, de paixões, da adrenalina que a ansiedade de estar com aquela pessoa especial que sente o mesmo, torna uma pessoa amarga e faz com que se feche numa fortaleza à prova de sentimentos.


A dor da rejeição, da indiferença e o vazio fazem com que me feche numa carapaça que me vai protegendo de desilusões e sofrimento desnecessário. O facto de ter as minhas defesas bem activas não quer dizer que esteja imune ao mundo exterior, muito pelo contrário. Mas parece que o mundo exterior não está lá muito aberto para mim. "