segunda-feira, 30 de julho de 2012

Devaneios destas noites quentes

Eu ando cá com uns pensamentos pecaminosos...ui! Se conseguissem ver o que vai dentro da minha cabeça até se assustavam, ou então não. :)


Não sei se é o facto de, vou ser muito honesto porque foi para isso que criei este espaço, andar a subir paredes ou pelo facto de me sentir muito atraído por uma amiga minha. 


A miúda é muito gira e um amor de pessoa. Não é daquelas belezas evidentes mas eu acho-a muito bonita. O facto de ter um corpo bonito ajuda e influencia muito esta minha pancada. 
Ela tem um jeito que me atrai. Gosto de como ela é e gosto muito do corpo dela. É uma cena de pele, carnal. Dá-me vontade de agarrar nela e fazer as roupas voarem!


Já fiz algumas insinuações, vulgo 'fazer ao piso', mas acho que ela não está muito virada para os meus lados. 


Eu sei que isto das amizades com benefícios é preciso ter cuidado e se calhar ela não quer misturar as coisas. Ai...mas eu misturava-me com ela tão bem, LOL!


Um dia destes o que ainda acontece é que nalguma destas noites quentes, numa festa qualquer na praia eu ainda perco a cabeça e atiro-me de cabeça, passo o pleonasmo. 


Acho sinceramente que saímos os dois a ganhar. :)



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vazio


No post anterior falei em vazio. 
O vazio interior, o sentimento que nos falta algo ou alguém. Tal como me habituei à solidão e aprendi a viver sozinho e a lidar bem com isso, também me habituei a sentir este vazio. É normal, sempre cá esteve e só percebi o que isso era ao ver os outros a viverem grandes paixões e amores.

Há três anos o vazio no meu coração era total. Já fazia um par de anos que não me interessava ou apaixonava por ninguém. Estava perfeitamente tranquilo quanto a isso e de certo modo até preferia assim. O estar apaixonado sempre foi algo delicado para mim. Estava só concentrado no trabalho e isso era bom, no entanto, sentia falta de algo.

Esse estado de “vazio tranquilo” continuou por um bom tempo e sinceramente não sentia falta nenhuma de me apaixonar. Era estranhamente libertador agora que penso nisso. Mas um dia já de volta a Portugal conheci-a. Aquele modo de ser espevitado, aquela perspicácia, aqueles olhos lindos cativaram-me.

Algo mudou naquela noite. Mais de um ano depois é que percebi quanto tinha mudado. Eu sentia algo novamente. Não sabia se era bom ou não, se me faria sofrer ou não.

I regret nothing!

O vazio de hoje é diferente. Há alguma dor, sofrimento e desilusão a ocupar espaço. É também vazio por algo que não tenho mas sinto-o de uma forma diferente. Agora há alguém que eu queria a preencher esse vazio.

Tenho que varrer esses sentimento negativos para fora. A haver vazio ao menos que seja como dantes: só vazio e tranquilidade.

segunda-feira, 23 de julho de 2012


Tenho tido bastantes dias em que me tenho sentido particularmente só.

Para mim a solidão não é estranha. Toda a vida andei sozinho por assim dizer. Nunca tive relacionamentos longos o suficiente para me habituar a ter companhia e algumas vezes vivi sozinho ou praticamente sozinho. Habituei-me a fazer muitas coisas sozinho, a ir a sítios sozinho, a beber café sozinho, etc.

Não quer isto dizer que não tenho amigos, tenho amigos, é um facto. Estar a dizer que não tenho amigos ou que os amigos que tenho não são grande coisa seria profundamente injusto da minha parte. A verdade é que muitas vezes as nossas vidas andam desencontradas. A disponibilidade que temos uns para os outros não é muita, ou as pessoas não querem ter tempo…também é uma hipóteses a considerar. A minha vida de nómada é capaz de também não ter ajudado e não ajudar.

Os períodos em que estou de volta à terra natal são os mais críticos. O facto de estar mais frágil, emocionalmente falando, também não ajuda nada. As coisas batem com muito mais força e deixam mais marcas.

A solidão tem-me incomodado bastante.

Ontem saí para ir tomar um café. Fui sozinho. No caminho de casa, vinha distraído a conduzir quando me lembrei de um episódio simples mas que ilustra bem o que sinto.

Há uns 3 anos atrás estava a viver a um par de horas de avião de Portugal fruto de uma das minhas loucuras. Fui trabalhar para um país que não conhecia, onde não tinha amigos nem conhecidos. Fui sozinho.

Tive a sorte de fazer um bom grupo de amigos e de ter uns colegas de casa espectaculares de quem tenho imensas saudades mas mesmo assim havia dias em que me sentia só e vazio.

Um Domingo à noite quente de Verão saí de casa, comprei cigarros e fui beber um café a uma esplanada lá perto. Sentia-me estranho, muito inquieto como se tivesse perdido alguma coisa. Bebi o café, fumei o cigarro e voltei para casa. Mas não estava bem.

Cheguei a casa e fui para a janela da sala. Meio a tremer puxei de outro cigarro. Um dos meus colegas de casa apareceu naquele instante.

Ele: “Então meu caro, onde é que andavas? Até estava a achar estranho, cheguei a casa e não te vi por aqui.”
Eu: “Fui comprar tabaco e fui ali acima beber um café e fumar.”
Ele: “Sozinho?”
Eu: “Sim…não estava mais ninguém em casa e…tinha de ir apanhar ar e espairecer um bocado.”
Ele: “Ok…podias ter ligado que eu ainda ia ter contigo. Mas olha lá, o que é que tens? Passa-se alguma coisa contigo? Tu nem sequer costumas fumar…”
Eu (já com voz embargada): “Olha…sinto-me só.”

Ele chegou-se ao pé de mim e, como é mais alto que eu, meteu-me debaixo do braço dele e dando-me dois ou três apertões numa espécie de abraço fraterno disse: “ Então meu?! O que é isso agora? Não estamos aqui para ti? Todos temos saudades de casa, não sei se é isso, mas sabes que não estás sozinho e que me tens a mim e à outra malta. Quando estiveres assim ligas e vamos todos beber um copo.”

Aquele gesto tocou-me. Senti que estava a injustiçar um bocado o grupo de pessoas que me rodeava porque afinal estávamos todos no mesmo barco. Mas a solidão e o vazio naquele dia bateram muito forte.

Hoje a solidão e o vazio também bateram muito forte.

Hoje eu só queria que ela quisesse estar comigo. Não precisava de dizer nada. Só estar ao meu lado.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A noção de que algo nunca nos acontecerá

Já tive melhores momentos na minha vida do que aquele que actualmente atravesso mas, mesmo nos melhores momentos, sempre houve coisas que eu sempre achei que nunca irei conseguir ou que me irão acontecer.

Não é algo bom para se sentir. Chega a ser cruel e mais insólito, por assim dizer, é que tudo isto é auto-imposto. Não há ninguém a dizer “nunca te irá acontecer” ou “tu não consegues, desiste”.

Eu não me quero estar a fazer de vítima ou coitadinho e pedir a compaixão das pessoas que possam ler o que escrevo. São palavras e sentimentos o mais honestos possível.

Bem sei que muito deste sentimento pode advir de crises de auto-confiança e baixa auto-estima, não é mentira mas às vezes há coisas que dão que pensar.

Uma das coisas que mais frequentemente me vem à cabeça (tema recorrente do que tenho escrito) como inalcançável, inatingível ou impossível de acontecer é o amor. O amor verdadeiro, apaixonado, avassalador, incondicional, sufocante, puro.

Fazendo uso de um conhecido chavão: “Podes achar que não és ninguém no mundo mas podes ser o mundo de alguém!”

Eu queria ser o mundo de alguém e já falei amplamente nisso no post “Dar”.

Eu sei que pode soar dramático ou pessimista mas há dias que perco a esperança. Há dias em que páro um bocado para pensar no que está para trás e não chego a conclusões muito boas. Perceber que nunca senti a paixão verdadeira por parte de ninguém deixa-me triste, é doloroso. Olhar à minha volta e perceber que, em determinado momento das suas vidas, todos os que me rodeiam tiveram alguém nas suas vidas que estiveram ou ainda estão apaixonados por elas e/ou as amam ou amaram, excepto eu deixa-me perplexo.

Deixa-me a achar que certas coisas são impossíveis para mim. Não porque eu não quero, porque quero muito, mas nem tudo depende de mim.

Serei eu um bicho assim tão horrível, tão asqueroso, tão impossível de ser amado?! Eu acho que não, quero acreditar que não!

Quero acreditar que daqui a umas semanas ou um par de meses alguém vai querer dar-me a mão e entrelaçar os dedos nos meus enquanto caminhamos lado a lado.

Se não acontecer também ninguém morre por isso. A vida vai continuar de uma maneira ou de outra.




segunda-feira, 16 de julho de 2012

Agora que o Verão parece que quer mesmo aparecer...

...se calhar devia pensar em perder algum peso também.


Alguém dotada de alguma sabedoria disse-me há tempos e passo a citar:


"Não há melhor dieta que um coração partido!"



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Desilusão

Eu já falei outras vezes de como me magoa que algumas pessoas me tratem ou tenham tratado como um produto descartável, me tenham usado quando precisavam e nunca mais ligaram, que só recorram a mim quando precisam de ajuda para algo.

Falei do desamor e do desapego mas a palavra que hoje não me saiu da cabeça foi desilusão.

Se calhar é mesmo isto que mais me dói e corrói por dentro todos os dias. A desilusão por me ter entregado de corpo e alma, de ter exposto o que tenho de mais íntimo, as minhas inseguranças, ter baixado completamente a guarda, de ter confiado nela para minha confidente e apoio nos momentos mais complicados. A desilusão por ter sido em vão, por me ter mostrado mais vulnerável do que nunca, a desilusão por ter dado este poder sobre mim a alguém.

Mais do que a mágoa que as palavras podem causar, acho que desiludir-mo-nos com alguém é completamente diferente e muito mais doloroso.

O que me deixa mais triste é ter sido tão desiludido pela aquela que eu julgava ser a minha melhor amiga e a pessoa que, ainda, amo.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Chorar por alguém

Será que alguém merece mesmo as nossas lágrimas?

Eu fiz esta mesma pergunta a mim mesmo quando tinha talvez 17 anos e após o do episódio que mais marcou a minha adolescência: o meu primeiro grande amor!

Eu vivi mais de 4 anos completamente e irremediavelmente apaixonado por aquela miúda. Ela tinha um sorriso lindo, uns cabelos longos e fartos, e uns lábios como eu nunca mais provei. Acho que o beijo dela é mesmo a coisa que mais em deixa saudades apesar dela não ter sido grande fã dos meus beijos como anos mais tarde me confessou.

Foi este primeiro grande amor que me fez chorar pela primeira vez por uma rapariga. Olhando agora à distância e de forma mais fria: aquilo era amor o que eu sentia!

Conhecia-mo-nos desde os 6 anos de idade. Sempre andamos na mesma turma mas, só com 14 ou 15 anos é que a comecei a olhar de outra forma. Tornei-me o melhor amigo. Sabia das paixões dela. Sabia de tudo e sabia até que ela se apaixonou pelo meu melhor amigo e nosso amigo comum da escola. Sei que aquilo não deu nada. Eu sofri calado. O tempo passou e um dia ela disse-me que gostava de mim e que devíamos ver no que dava. O coração quase me saltou do peito com tanta alegria. Foi uma coisa passageira, durou muito pouco e ela partiu-me o coração de uma forma que ainda hoje ela em dia não faz ideia da dor que me causou.

A isto também ajudou o facto de muito pouco tempo depois ela ter começado a namorar com o tipo que daqui a menos de um ano se vai tornar marido dela. (E eu já fui convidado…)

Chorei um pouco, pouco porque o orgulho e raiva foram mais fortes e fizeram-me jurar que nunca mais choraria por mulher alguma. Mulher alguma merecia as minhas lágrimas se me fazia sofrer. Eu era demasiado bom para isso. Orgulho parvo de adolescente.

O meu primeiro amor ainda mexe comigo. É como que um assunto inacabado. Muitas vezes penso que ela é a mulher da minha vida e vai casar com outro. Sinceramente quero que ela seja muito feliz. Ela é a pessoa que melhor me conhece apesar de já não ser ela que sabe de todos os meus segredos, eu confiava-lhe a minha vida.

Mantive a promessa, de não chorar, intacta por mais de 10 anos. Apaixonei-me de novo e de novo me desiludi mas, mesmo às vezes custando-me horrores, mantive-me firme e nem uma lágrima rolou.

Nenhuma lágrima rolou até a motivadora de outros posts ter entrado na minha vida e depois me ter deixado o coração completamente destroçado, aos cacos…ainda não sei se é um amor tão grande como o primeiro mas é pelo menos tão forte e avassalador!

Por ela já chorei diversas vezes e de todas ela não consigo deixar de me sentir ridículo, sinto até alguma vergonha. Acho que não faz sentido. Porque é que me hei-de sentir tão triste e tão mal por alguém que se está a borrifar para mim?

Às vezes é mais forte do que eu.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Olhos

Sou um tipo discreto quando estou a apreciar uma mulher, o vulgarmente chamado “tirar as medidas”. Toda a gente o faz, homens ou mulheres, nisso somos todos iguais e não me digam que não porque eu bem sei que é verdade.

Apesar de ser discreto é óbvio que também já fui apanhado por estar a dar grande bandeira e, normalmente, o motivo é sempre o mesmo: os olhos!

Sim, os olhos!

Não me vou armar em santo e dizer que mamas ou rabos não me interessam, é claro que interessam. Também adoro ver um belo decote, um belo rabo, pernas, etc. Mas o que me desarma por completo são mesmo os olhos de uma mulher.

Não têm de ser só olhos azuis ou verdes. É claro que estes chamam mais à atenção porque nós como povo latino não temos assim tanta gente de olhos claros, é tudo corrido a olhos castanhos como eu. Nesse aspecto não tive a sorte da minha mãe e dos meus avós que têm todos uns olhos azuis lindos.

Aquele chavão de que os olhos são o espelho ou janela da alma (já não me lembro bem) têm uma ponta de verdade para mim. As pessoas podem tentar montar a personagem que quiserem mas, se tivermos tempo e formos perspicazes, olhando bem para os olhos de alguém consegue-se perceber melhor quem aquela pessoa é realmente.

Eu perco-me por uns olhos bonitos. Fico como que hipnotizado em alguns casos quando há um brilho especial no olhar. Os olhos mais bonitos que alguma vez vi são de uma amiga estrangeira que infelizmente não vejo há muitos meses. Os olhos dela são de um azul maravilhoso. Para dar uma ideia mais concreta de como é linda a cor dos olhos dela imaginem ou vão ver fotos do azul do mar Mediterrâneo. Aqueles olhos numa mulher linda e pessoa maravilhosa como ela é…até me falta o ar! :P

Curiosamente as mulheres mediterrânicas, mas do lado do norte de África, do Egipto, Líbano e Israel, atraem-me especialmente. Mulheres dessa região com olhos claros são uma perdição. Indo um pouco mais longe, em tempos conheci uma iraniana que tinhas uns olhos castanhos que me enfeitiçaram por completo. Os olhos e a boca por acaso.

As mulheres que amei curiosamente têm olhos castanhos. Já me apaixonei por uns olhos verdes e, tal como os castanhos, deram-me um desgosto. Faltam-me uns olhos azuis, e logo eu que ando a pensar emigrar para a Escandinávia. Loiras, olhos azuis…parece-me bem, LOL!

Para ficar encantado com uma mulher tenho que ser encantado pelos olhos e olhar dela. Tem de existir algo lá, uma faísca, uma luz!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A linguagem usada quando se fala de e no sexo

Ao escrever o post anterior estava na dúvida se devia usar uma ou outra palavra. Não quero chocar ninguém ou parecer mal-educado mas, por outro lado, o blog é meu e eu criei este blog precisamente para não me censurar mais e dizer aquilo que quero.

No outro post usei a expressão “só porque queremos foder com alguém”. Eu até podia dizer que queria mandar uma queca, mandar a berlaitada, pinar, etc e tal (Os tugas conseguem ser muito criativos!), mas não. Usei o verbo foder por ser mais cru, simples e realista. Toda a gente o usa. Em conversas com amigos homens eu também o uso muitas vezes. Na conversa com mulheres é que tenho certos pruridos. Não sei bem porque mas não me sinto muito à vontade, sinto que é deselegante, que estou a ser rude. A verdade é que a maioria delas nem se importa e usa os mesmos termos que os homens.

Eu tenho este cuidado principalmente com pessoas que não conheço assim tão bem. Não convém dar má imagem, especialmente com mulheres que me atraem e com quem eu quero ou poderei querer…partilhar agradáveis momentos de prazer e muita luxúria! :)

Na cama eu nunca fui de falar muito mas gosto que falem comigo. Comunicar é importante mas se eu não falo muito é porque geralmente estão a fazer as coisas bem e não é preciso estar com muita conversa. Eu fico é algo envergonhado, digamos assim, a usar certos termos. Se calhar não me envolvi com as pessoas certas. Há gente muito careta e que acha que usar certo vocabulário é sinónimo de vulgaridade, baixo nível e que só quem tem alguma tara sexual é que usa. Nunca levei com nenhuma destas pela frente mas também nunca usei muita “conversa” como já referi, nunca senti que a outra pessoa estive na boa relativamente a isso.

Acho que ainda estou para conhecer a mulher com quem possa toda e qualquer palavra e expressão na cama. Eu acho excitante até. Mas não se pense que é como nos filmes porno brasileiros e espanhóis! Eu juro que se me aparece uma dessas pela frente eu começo a rir à gargalhada, não é que seja totalmente turn off mas que seria cómico lá isso seria.

Eu não me refiro única e exclusivamente a usar frases ou palavras durante o sexo mas também em conversas.

O que é que acham disto? Quando estão com alguém em momentos mais íntimos usam algum termo mais hardcore para se referirem às coisas?! Acham turn off ou turn on?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Fazer uma loucura

Às vezes apetece-me fazer uma loucura, no bom sentido é claro!

Apetece-me perder a cabeça e ter um daqueles gestos meio malucos que demonstram o desejo de estar com alguém especial. Um daqueles gestos ou atitudes que normalmente nem nos passariam pela cabeça fazer ou que acharíamos ridículo.

Para poder cometer uma loucura teria que ter alguém com quem cometer ou por quem cometer e de momento nem uma nem outra existem. Esta vontade é semelhante à vontade de me dar a alguém mas tem algumas diferenças importantes. Se para mim uma situação implica a existência de amor, a outra nem por isso. Pode ser só o desejo carnal puro e duro (é isso mesmo que estão a pensar :P) a falar mais alto.

Vamos lá a ser honestos e sinceros: às vezes fazemos verdadeiros exercícios de contorcionismo (no sentido figurado e às vezes literalmente) só porque queremos foder com alguém!

Eu nunca fui muito de cometer loucuras por amor ou porque queria mesmo engatar alguém. Mas por ela, sempre ela, fiz uma pequena loucura.

Eu estava a viver fora do país e não pensava voltar tão cedo. O desejo de estar novamente juntos crescia todos os dias. As conversas eram quase tortura mútua porque queríamos muito estar juntos, arrancar a roupa um ao outro , tocar um no outro, beijar-mo-nos, agarrar, morder até que o sexo nos deixasse esgotados.

Um dia cheguei a casa, abri o computador, comprei a viagem, e no dia antes da viagem liguei-lhe: “Amanhã voo para Portugal para ir ter contigo. Preciso de ti, do teu beijo, do teu sorriso. Diz-me por favor que não tens nada marcado. Quero-te só para mim estes dias.”

Nunca estive tão ansioso num voo. As horas pareciam dias. A espera estava a dar cabo de mim. E finalmente chegou a hora de estarmos juntos. A recepção foi deliciosa, ela teve atenção a cada detalhe possível e imaginário, os corpos pareciam pegar fogo. Foi talvez a melhor noite da minha vida!

Fazia tudo outra vez, valeu bem a pena. Adorei cometer aquela pequena loucura.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Com a cabeça a mil

Eu às vezes sou mesmo estúpido por puxar certas conversas e depois ficar passado com o que ouço. É quase masoquismo.

Em conversa com um amigo comum que não sabe do nosso caso, ele de certo modo confirmou aquilo de que eu já há muito suspeitava: no final do ano passado quando ainda mantínhamos algum contacto ela já tinha outra pessoa.

Faz sentido o que me disseram. Possivelmente a coisa durou e ainda dura. Não tenho a certeza. Não sei se quero ter mas o meu lado de masoquista quer saber. Se por lado quero esquecer, por outro tenho quase um desejo mórbido de me auto-torturar com esta informação.

E eu que não precisava nada disto agora. Eu que andava bem, tranquilo, a convencer-me cada vez mais a esquecer e vem mais isto atormentar-me. Às vezes acho que não sou normal.

Tento ser o menos complicado possível mas às vezes, e para meu próprio mal, sou exactamente o contrário.

Só espero que isto me ajude a colocar uma pedra sobre o assunto. Preciso urgentemente que este capítulo se feche. Preciso de alguém novo na minha vida. Preciso de voltar a ter alegria por acordar a pensar em alguém. Preciso de voltar a amar alguém que não tenha medo de ser amada e que não tenha medo dos próprios sentimentos. Preciso de viver.

Eu quero viver.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Whisky

Não sou o maior apreciador do mundo de whisky mas há uma marca que aprecio bastante e que associo a um breve período da minha vida.

Tinha-me mudado para outra cidade por causa do trabalho. Nessa cidade vive uma amiga dos tempos de universidade que me acolheu à cidade e por vezes me convidava para jantar. O namorado tinha sempre aquela marca específica de whisky em casa e eu sempre aceitei um copo. Comecei a tomar-lhe o gosto.

Mas este whisky tem um sabor especial não só pelas recordações daquele tempo mas também por causa de uma pessoa em especial. Uma amiga da minha amiga.

Aquela miúda enfeitiçou-me de alguma maneira. Nunca aconteceu nada entre nós, infelizmente…sempre me deu tampa das vezes que a convidei para um café. Se calhar se tivesse vivido mais algum tempo naquela cidade talvez tivesse acontecido magia :P O mundo está feito de “se’s” não é verdade.

A miúda em questão tem algo de especial. Eu acho-a linda, com um sorriso fenomenal, uns olhos que revelam um brilho que tem tanto de misterioso como de bonito e umas pernas que me fazem perder a cabeça. Há algo nela que me atrai, que me fascina, aquela faísca que nos faz ficar embeiçados por alguém. Não é bem paixão, não é só tesão, é tudo junto. Não sei bem explicar mas acho que toda a gente já teve uma pancada destas.

É uma das mulheres mais interessantes que já conheci mas acho que sofre daquele síndrome estranho que ataca as mulheres e as fazem ter preconceitos relativamente a homens mais novos. Eu acho que 3 ou 4 anos não é assim muito mas pronto…

As nossas primeiras conversas foram à volta daquela garrafa de whisky que nos fez companhia por algum tempo. Ficamos horas na conversa. Eu adorava conversar com ela e, segundo a nossa amiga comum, ela também gostava muito de conversar comigo. É uma pena que nunca tenho evoluído para mais nada. Ficou sempre a minha enorme curiosidade de saber qual o gosto daqueles lábios carnudos.

Apesar de já terem passado quase dois anos desde a última vez que a vi eu continuo a pensar nela. O Facebook lá permite um ou outro contacto ocasional. Ela diz que tem saudades e eu também tenho saudades dela.
A distância é uma merda senão já tinha ido partilhar um cigarro e um whisky com ela, aproveitava e roubava-lhe um beijo!