quinta-feira, 31 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Vi e gostei
Com as devidas adaptações no que toca aos géneros, identifico-me muito com um texto que li hoje aqui: http://nervosemfrangalhos.blogspot.pt/2012/05/ao-homem-da-minha-vida.html
Ela diz coisas que não tenho conseguido verbalizar e/ou escrever.
Ela diz coisas que não tenho conseguido verbalizar e/ou escrever.
sábado, 26 de maio de 2012
Ciúme
Sou ciumento. Não o consigo evitar.
Se calhar é fruto das minhas inseguranças, do facto de ser
algo orgulhoso, da herança latina ou de algum machismo português remanescente.
Sou ciumento mas não faço cenas. Não armo um escândalo
devido à minha ciumeira por causa de uma mulher mas, por ela, eu acho que fazia
uma cena. Por ela acho que perdia a cabeça e fazia a “típica cena de ciúmes”.
Por ela deixava os impulsos tomarem conta de mim e deixava o
coração comandar-me totalmente em detrimento da razão que normalmente me rege.
Eu tenho ciúmes dela. Muitos! Quase incontroláveis! Mas ela
não sabe, ou não se importa, ou não quer saber ou se calhar até se diverte
porque assim lhe insufla o ego.
Eu tenho ciúmes das roupas dela porque estas lhe tocam
sempre a pele, a pele que eu já toquei e da qual não me consigo esquecer.
Eu tenho ciúmes das teclas do computador sempre que os dedos
dela lhe tocam porque eram em mim, na minha pele, que eu queria que tocasse.
Eu tenho ciúmes do perfume que se agarra à pele dela e a
envolve como um casulo, ficando impregnado nela. Também eu queria ser como o
perfume e me envolver nela e nela ficar.
Eu tenho ciúmes do copo por onde ela bebe porque queria ser
eu a voltar a sentir o gosto dos lábios dela nos meus.
Eu tenho ciúmes dela porque a amo mas ela não pode saber.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Álcool
Durante quase toda a minha vida achei fracos aqueles que
procuram nas drogas um escape para os problemas e um alívio para as suas dores.
Nunca consegui perceber bem essas pessoas porque não percebia como é que algo
que nos faz perder o discernimento e o autocontrole há-de ajudar a aliviar o que quer que seja.
A ideia de beber para esquecer também me era algo estranha
porque na ressaca de cada grande bebedeira que apanhei nunca tive lapsos de
memória. Mas eu estava a pensar no
assunto pela perspectiva errada.
Ao recorrer às drogas, o alcool também é uma droga,
procura-se o alívio da dor. O alívio da dor de uma perda, de uma desilusão, de
um coração partido.
A dormência que se instala em mim depois de uma bebida bem
forte ajuda-me a dormir. Ajuda-me a esquecer que me sinto partido por dentro o
tempo suficiente até adormecer. Ajuda-me a combater alguma da solidão porque
bebo sozinho.
Bebo sozinho por vergonha e porque não ia ser
compreendido. Bebo só um copo. Só um.
Bebo por gosto e por desgosto.
Nunca antes na vida tinha pensado em usar alguma “anestesia”
para acalmar um desamor. Mas também nunca antes tinha encontrado um amor
destes. Amores não correspondidos é tudo
o que tive na vida mas este é diferente. Dói de maneira diferente.
Agora também eu me sinto um fraco. Um fraco que ama e não é
amado, um fraco que ainda tem alguma esperança de ser recompensado pela vida e
de um dia ser feliz ao lado de alguém.
A solidão não me assusta porque sempre foi a minha única
companhia mas…às vezes penso: eu gostava de ter a experiência de não estar só,
só para saber como é e se é tão bom como dizem!
A dor há-de passar, as feridas hão-de cicatrizar com o
tempo. Entretanto vou adormecendo a dor e desinfectando as feridas com um pouco
de alcool mas tenho medo. Medo de quanto
tempo vai demorar e de entrar por caminhos para os quais não sei a saída…
Ergo o meu copo, saúde!
terça-feira, 22 de maio de 2012
Justo
Não é justo.
Pura e simplesmente não é justo.
Não é justo que eu sinta esta dor, que me sinta a sofrer dia
e noite, que sinta o coração rasgado, um nó imenso na garganta, o querer nada
mais que o bem querer de uma pessoa e ela estar a borrifar-se.
Não é justo que eu pense dia e noite nela, não é justo que
me sinta como lixo. Eu precisava que ela estivesse lá para mim agora que eu
preciso mais do que nunca. Mas ela não quer, finge que não pode, ignora,
despreza…
Não é justo que a dor não passe. Não consigo perceber que
quem me fez sentir tão importante e especial agora não queira saber
absolutamente nada de mim. Não é justo ser sempre um a dar e nunca receber. Não
é justo só servir quando não há mais ninguém mas quando os outros amigos
aparecem em cena chutar para canto quem esteve sempre disponível.
Não é justo não poder desligar os sentimentos no coração
como se de um botão ON/OFF se tratasse e fazer ‘delete’ a alguém.
Não é justo alguém que não merece ser assim amada.
Não é justo amar tanto alguém …
quarta-feira, 16 de maio de 2012
O início!
A necessidade de deitar para fora certos pensamentos e não ter a quem os contar ou que os queira ouvir levou-me a procurar uma alternativa.
Não sei se alguém vai aqui chegar ou vai ler isto mas isso não importa. O que importa é este espaço é meu e eu posso dizer o que quero.
Falar/escrever ajuda-me a lidar com as coisas que me mexem comigo, é por isso que escrevo. É de mim, para mim e quem mais quiser ler.
Este sou eu... às vezes.
Não sei se alguém vai aqui chegar ou vai ler isto mas isso não importa. O que importa é este espaço é meu e eu posso dizer o que quero.
Falar/escrever ajuda-me a lidar com as coisas que me mexem comigo, é por isso que escrevo. É de mim, para mim e quem mais quiser ler.
Este sou eu... às vezes.
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