sábado, 29 de dezembro de 2012

Why can’t I get a break?!

Este ano tem sido mesmo fodido.


Eh pah…fodasse às vezes parece que o universo conspira só para me chatear a cabeça.


Para que é que eu faço planos?!


É bom que este ano acabe bem depressa. Caramba que já chega!


Eu nem peço muito, ao menos qualquer coisa podia correr de feição. Pode ser que um ano ímpar me melhore a sorte, belo karma…

domingo, 23 de dezembro de 2012

Fuma comigo

Uma amiga de longa data diz-me: “Toma um cigarro, fuma comigo…[suspiro]…isto é uma loucura, como é que isto vai resultar?! Estou doida por ele, isto nunca me aconteceu. Em tão pouco tempo. Ele é…perfeito…”

Combinamos um café na nossa zona e foi isto que lhe saiu no instante em que nos sentamos.

Pedi uma cerveja.

Eu sabia que ela tinha estado uma semana fora do país em trabalho. Não sabia é que se tinha perdido de amores de uma forma tão rápida e pujante. Fiquei surpreendido mas não tanto como ela confessa estar. Diz que houve o ‘click’, que houve muita química e física, que ele gosta da mesma música e pela música começou a união.

Fiquei de certo modo encantado com aquela história. É uma história bonita mas que ela achava ter pouco futuro. Está certo que são só duas horas de avião mas é complicado. É tudo tão ‘verde’, será que tinha pernas para andar?

Falamos longamente sobre aquela semana mágica. Ora animados pela magia da coisa ora inquietos porque, apesar de tudo, há uma série de condicionantes e imponderáveis nesta história.

Apagamos os cigarros. Fomos embora.

Marcamos novo café. Um bar novo, uma nova viagem, mais desenvolvimentos.

“Toma lá, fuma comigo. [suspiro, riso nervoso e sorriso estampado na cara] Foi tão, tão, tão bom. Nunca me senti tão bem a dormir agarradinha a alguém. Tudo fazia sentido. Mas eu não quero gostar tanto dele.”

Eu: “Porquê? Achas que ele não sente o mesmo? É a distância?”

“Ele diz que sente o mesmo, mas eu tenho medo. E se o começo mesmo a amar? Se já estou agora a dar em doida por estar aqui tão longe dele o que fará se isso acontece? Como é que fazemos?”

Inspirado por uma pessoa muito especial, disse: “Olha, que lixe. Não tenhas medo. Vive! Aproveita porque isto é algo muito bom que te aconteceu. Quem sabe se daqui a tempos não estás lá a viver junto dele?”

“És bem capaz de ter razão. Não vou queimar esta ponte. Se me faz sentir e se sabe tão bem não pode ser assim tão mau.”

Apagamos os cigarros. Vamos embora.

Há nova viagem agendada, eu fico à espera de novidades e a torcer pela felicidade dela.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Delírios egocêntricos e genéricos

(um gajo também tem devaneios e hoje apetece-me isto)

Vá, chega-te ao pé de mim.

Toca-me, agarra-me, cravas as tuas unhas em mim. Não tenhas medo, caramba! Não sou de vidro, não me vou partir. Não quero uma menina com medo, quero-te uma mulher com força, decidida, faminta de mim.

Quero que te chegues ao pé de mim, coloques as mãos na minha cintura e me beijes. Abraça-me, beija-me o pescoço, passa a mão pelo meu cabelo e agarra-o.

Arranca-me a roupa do corpo. Mostra que me queres, como me queres, quantas vezes me quiseres. Não te acanhes, não tenhas medo. Eu não sou de vidro, não me vou partir.

Toma o meu coração. Cuida dele. Dá-lhe vida. Cuidado, não é de vidro mas pode partir.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Música porque não tenho escrito nada

Sinto-me em dívida. Para comigo e para com quem perde tempo comigo aqui neste espaço. É um bocado presunçoso da minha parte eu sei, que se lixe:)

Às vezes falta tempo, outras vezes inspiração, outras falta mesmo vontade de escrever algo minimamente decente, coerente e com ideias bem articuladas.

Há pequenas luzinhas que brilham por aí devido ao dia festivo que se aproxima mas também as há dentro de mim. Estranho não é?! Até fico meio assustado.

A minha vida muda muito lentamente mas por vezes tem algumas coisas que vão mudando. Será que 2013 me vai trazer uma grande mudança de vida? Talvez. Se eu a quero mesmo? Sim quero. Se vou ficar triste ou alguém vai ficar triste se isso acontecer? É bem possível e já tenho o coração apertadinho mas a minha vida tem sido tudo menos normal ou linear.

Andava eu por aí a conduzir e ouvi na rádio uma música que me viciou aqui há uns meses. Ouvi montes de vezes e continuo a gostar muito. Tem uma mensagem de alguma esperança, um ritmo de que gosto muito e aquela voz tem um power do caraças. O que ouço da banda gosto mas esta música tem o duplo poder de me alegrar e deprimir dependendo do meu estado de espírito. Estranho eu sei, sou um gajo meio estranho.


Esta já é mais recente. A minha veio um bocado hipster manifesta-se claramente. É outra banda de que pouco conheço mas o que ouço agrada-me muito. Esta música caiu nas minhas boas graças pela melodia e pela letra. Tornou-se especial. Sorrio quando a ouço, um bocado sem saber porquê. Se calhar até sei mas veremos o que o futuro nos traz.




Entretanto espero pelo Natal só pelos olhinhos a brilhar da minha pequenita. Mais umas bonecas para ela brincar e docinhos como ela tanto gosta. O Natal passou a fazer sentido de novo desde que ela nasceu. A vida lá em casa passou a fazer mais sentido desde que ela nasceu. A mesa de Natal ficou de novo completa. Ela não tomou o lugar de ninguém mas veio dar a alegria que eu tinha perdido por uma das pessoas que me criou ter partido. Agora é ela que me ajuda a viver e crescer. Não é minha de sangue mas é de coração.

Espero, também, pela passagem de ano. Este ano é especial. :)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Não saber a sorte que se tem

As pessoas só dão valor às coisas quando as perdem. É um velho chavão mas carregado de verdade. Eu acrescentaria que nem quando perdem algumas pessoas dão o devido valor ao que perderam.

Eu nunca fui ingrato. Nunca tomei ninguém por garantida. Falho como toda a gente mas acho que sempre valorizei quem gosta de mim e guardo no coração algumas pessoas especiais.

Há pessoas que não imaginam o quanto gosto delas. Outras que não imaginam o quão importantes foram e o grande carinho e estima que tenho por elas. Tenho alguma dificuldade em colocar todos estes sentimentos por palavras ou em os verbalizar mas isso não quer dizer que me olhando nos olhos não se perceba isso.

Aprender a ser humilde custa e por isso eu quase me sinto em dívida a quem me faz bem e se lembra de mim por algum motivo.

Eu não consigo perceber como é que certas pessoas tratam tão mal quem têm ao lado. Que raio de prazer perverso, quase sádico, é que têm em falar de fraca cara, com maus modos e de modo agressivo com a pessoa que está ao seu lado e que supostamente os/as ama?

Tenho um casal amigo que durante muito tempo eram intratáveis um com o outro. Sempre de má cara um para o outro, sempre chateados, não havia vez que não saíssemos que não houvesse uma cena qualquer ou algum não aparecia porque estava chateado, etc.

Eram o caso paradigmático do casal que não se percebe porque é que continuavam juntos.

Aquilo irritava-me e deixava-me indignado. Como é que aquilo era possível? Mas eles gostavam um do outro sequer? Como era possível ser-se tão estúpido e idiota ao mesmo tempo?!

Eu ficava incrédulo perante aquilo. Felizmente eles melhoram muito a relação deles e hoje em dia portam-se como dois adultos sensatos.

Os meus amigos são apenas um exemplo dos muitos casais que se calhar não o deviam ser ou que precisam de crescer e fazerem-se gente.

Não sabem a sorte que têm! Ter alguém ao lado que goste de nós, esteja apaixonada/o e nos ame é precioso.

Não é nada bonito mas durante muito tempo desejei que essas pessoas estivessem um bom tempo no meu lugar a ver se começavam a dar valor às pessoas. Se estivessem sozinhas/os provavelmente iriam a prender a dar algum valor ao que têm.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Carência, filosofia ou gulodice

Andava eu aqui por casa estes dias à noite e qual senhora do Ferrero Rocher apetecia-me algo. Fazia-me falta qualquer coisa.

Abri um armário e veio um aroma a ananás, tão bommmmmm. Eu nem gosto lá muito de comer ananás mas os saquinhos de chá de ananás convenceram me. Fui fazer chá.

Bebia eu o chá mas continuava a faltar algo. Lembrei-me que havia uma tablete de chocolate com amendoins algures na cozinha. Toca a abrir gavetas. Et voilá! Toca a morfar uns quadrados enquanto bebo o chá.

A certa altura olhava eu para o telemóvel e para a televisão quando me ponho a filosofar: “Oh PM, será que o Freud e os outros gajos da filosofia estavam certos quando diziam que a malta come para colmatar carências afectivas?!”

Eu quando filosofo só para mim uso muito a palavra colmatar e outras de igual e elevada craveira. Isso e vernáculo.

Filosofava de novo: “Andas carente? Eh pahhhhh…por acaso…”

E lá foram mais dois quadrados de chocolate.

Acabava de comer o chocolate e já a falar sozinho em voz alta: “Ou é isso ou sou um guloso do caraças. É mais isso realmente.”

Acabo de beber o chá. Apetecia-me um cigarro. E um gin tónico. E…

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

As idades das mulheres

Há coisas que me chateiam nas mulheres mas, à semelhança de outras coisas, a idade não é uma delas. Tudo dentro dos limites do razoável claro. Sendo o razoável a maioridade e mesmo assim…pensar numa miúda de 18 anos já me parece estranho. Muito novinhas.

Sempre fui mau a olhar para as pessoas e dar uma estimativa mais ou menos correcta sobre a sua idade por isso tenho cuidado e tornei-me um bom observador.

Sensivelmente até aos meus 23/24 nunca achei a mínima piada a miúdas mais velhas. Nunca me atraíram, não porque não achasse algumas bonitas mas não era mesmo a minha onda. O mesmo para miúdas mais novas.

A certa altura tinha uma barreira psicológica. O limite era 3 anos mais nova ou 3 anos mais velha. Mais do que isso já era um exagero para mim.

Um belo dia tive uma acção de formação e quando vi a formadora fiz aquela linda figura do gajo que fica embasbacado a olhar para uma mulher bonita. Quanto mais olhava para ela e a ouvia falar mais eu babava. As minhas colegas eram muito curiosas e trataram logo de lhe perguntar a idade. Ela não disse exactamente mas indicou que estava nos trinta. Eu na altura pensava: “Não pode! Este mulherão já vai nos trinta e muitos? Não pode…mais de 35 não tem de certeza.”

Não a tornei a ver passado aquela formação e com muitíssima pena minha. Aquela combinação particular de beleza, sensualidade e inteligência é raríssimo de encontrar. Naquele dia percebi que afinal eu também gostava, e muito por sinal, de mulheres mais velhas.

Foi um abrir de olhos e depois de preconceitos. Hoje em dia pouco me importa esta questão das idades, se é mais nova ou mais velha do que eu. É um número que às vezes pouco importa mas outras vezes é impossível ignorar.

sábado, 24 de novembro de 2012

A música do dia, da semana, de muitos dias...

Há que tempos que me andava a tentar lembrar de publicar esta música. Se até certa altura pura e simplesmente não suportava esta banda por causa do vocalista quando ouvi esta música fiquei encantado. Ouvi tantas vezes. Li a letra umas outras tantas.
A mensagem desta música diz-me muito e vai de encontro àquilo que eu digo sempre que sou: simples. Não é preciso muita coisa, grandes discursos ou palavras. 
Às vezes poucas palavras e despidas de grandes artifícios fazem tanto bem.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Domingos à tarde

Os Domingos à tarde tornaram-se, a partir de uma certa altura na minha vida, um momento da semana complicado para mim.

Acho que este misto de sensações composto por alguma angústia e nostalgia começou a manifestar-se na altura em que entrei para a universidade. O Domingo à tarde era hora de começar a preparar as coisas para ir embora, a preparar mais uma semana.

O Domingo à tarde não era vivido, era passado a preparar alguma coisa e a ir embora. Ir embora.

Nunca dava para fazer grande coisa. Os planos tinham de ficar sempre a meio ou ficar-me por coisas muito curtas e rápidas porque era dia de ir embora.

Nos Domingos em que não tinha de ir embora as coisas também não eram mais excitantes. Os meus amigos nunca também nunca alinharam em grandes planos ao Domingo à tarde. Ou tinham longos almoços de família, saíam com as/os namoradas/os, ressaca (também acontece), preguiça, etc e tal. A excepção era e é no Verão em que o pessoal se mobiliza e ruma às praias aqui perto. O mar, a areia e as miúdas em biquíni fazem milagres.

Por tudo isto os Domingos à tarde foram assumindo uma rotina meio enfadonha porque também me aborreci de fazer as coisas sempre sozinho. A certa altura veio cá para casa aquela que se tornou a minha companhia de início de tarde de Domingo. A minha cadela faz questão que eu a leve ao rio ao Domingo à tarde. Eu não sei se alguém lhe deu um calendário ou se ela aprendeu a contar os dias da semana mas o facto é que ela sabe que é dia do nosso passeio. Tornou-se uma agradável rotina. Um momento agradável no marasmo que muitas dessas tardes são.

As tardes de Domingo sempre se assumiram como uma espécie de limbo entre o fim do fim-de-semana e o início de mais uma semana.

O Domingo à tarde sempre foi muito solitário. Nunca gostei muito do Domingo à tarde.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dar música a alguém deve ser mais ou menos itsto

Hoje ficam aqui mais umas músicas de que gosto e que apelam mais ao sentimento. Cenas mais mexidas fica para outro dia.


Melancólica, sim. A puxar um bocado para a 'deprê', sim também. Mas é bonita e eu gosto.


O gajo de quem hoje em dia é 'bem' gostar e a loucura no meio alternativo mas que efectivamente tem muito boa música. a música do tipo tem um efeito tranquilizante em mim.


Descobri esta moça há um ano totalmente por acaso. Fui preguiçoso e só ouvi mais uma música dela. Fiquei um bocado viciado nesta música.

E para o fim...


Fabulosa!
Fiquei totalmente agarrado a esta música por causa da série Californication que aconselho vivamente. Com o passar do tempo foi gostando cada vez mais dela. Traz-me boas memórias.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

sábado, 10 de novembro de 2012

Que bem que se está no campo…tem dias na verdade

Eu já vivi em algumas cidades diferentes. Cidades com menos de 30 mil habitantes e numa com mais de 8 milhões! Na verdade sempre fui um gajo do campo.

Vivo a 2km do centro da cidade mas vivo numa aldeia, isso tem algumas vantagens. É sossegado, o ar é puro, poucos carros, tenho o rio perto e posso ter animais de estimação à vontade só para dar alguns exemplos.

Ontem à noite, depois de estacionar o carro na garagem e antes de entrar em casa reparei naquilo que é grandes vantagens de viver no campo: dá para ver as estrelas todas!

Só há tempos, estava eu a chegar a casa um Sábado de madrugada, é que reparei na quantidade de estrelas que dava para ver. Uma nitidez, uma beleza indescritível  Até vi uma estrela cadente! Foi a segunda vez que na minha vida vi uma e, apesar de saber a explicação científica para aquele rasgo fugaz de luz, pareceu-me especial.

Aqui há uns dois ou três anos eu acharia uma tremenda estupidez eu estar a pensar nisto do céu estrelado ser lindo e querer partilhar esse facto com alguém. Será que fui eu que mudei ou esta fase anda-me a bater de uma forma estranha?

Em todo o caso, o céu estava bonito sim senhor.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Palavra nunca dita

Já revelei tanto de mim neste espaço. Muitas coisas nunca as disse a ninguém a não ser aqui. Algumas coisas as pessoas que me são mais próximas imaginam o que eu aqui escrevo, os temas, as opiniões, as palavras. Ora, foi para isto mesmo que eu criei isto.

Há coisas que eu nunca disse a ninguém porque não sou se banalizar palavras e sentimentos. Há palavras e sentimentos que não devem ser gratuitos, dados e ditos por dá cá aquela palha, só porque sim. As coisas acabam por perder significado.

Eu refiro-me especificamente ao amor. Ao que eu vejo e ouço por aí há gente que diz ‘amo-te’ com a mesma facilidade e rapidez de quem diz “Tenho sede”, “Tenho fome”, “Está frio” e por aí fora.

Mesmo depois de anos e anos a ouvir estas ladaínhas ainda fico um bocado ‘incomodado’ com este uso gratuito de uma palavra que significa tanto e que é, ou pelo menos deveria ser, tão forte. Às vezes o que me dá vontade é dizer a algumas pessoas: “Eh pah, mas tu lá sabes o que é amor. Conhecem-se há meia dúzia de dias e já é o amor da tua vida?!”

Acho que há gente que vê demasiados filmes e novelas sem ter a noção de que aquilo é ficção.

Se as pessoas realmente sentem as coisas, se acreditam nos seus sentimentos e nos da outra pessoa não me choca que o digam. Dizerem-no por piedade ou para enganar a outra pessoa…isso já acho profundamente triste.

Lembro-me que há uma música dos Da Weasel que tem uma frase que exemplifica bem aquilo que quero dizer, se não estou em erro é: “[…] a razão da palavra consagrada que tanta gente dá à toa em troca de quase nada […]”.

Já lá diz o outro que não há almoços grátis e eu acho que há outras coisas que não devem ser gratuitas. Devem ser merecidas, ter uma razão, um propósito sob o risco de se tornar tão corriqueiro e vulgar que já não representa nada quando é dito.



P.S. – ainda por aí uma música brasileira que só me dá para rir mas que tem uma letra engraçada, acho que é qualquer coisa como [agora com sotaque brasileiro]: “amor é amo, romance é romance, traição é traição e um lance é um lance”. Lá está, estes gajos é que a sabem toda.

sábado, 3 de novembro de 2012

Cartas

Já lá diz a cantiga que “cartas de amor quem as não tem”, ora eu não tenho. Nunca tive uma verdadeira carta de amor. Mas gostava muito de ter.

Nunca recebi uma carta apaixonada, uma carta em que se dizem as maiores lamechices, se fazem juras de amor eterno, se descreve o quanto de gosta da pessoa, se fazem planos para os dois, um papel perfumado, uma marca de batom, em se revela o desejo de gritar ao mundo o amor que nos invade e como nunca houve amor como aquele.


Gostava de ter recebido. Acho que uma carta enviada a alguém e escrita pelo nosso punho tem um charme especial que nenhum email ou sms consegue reproduzir, muito embora a caligrafia de certas pessoas me faça duvidar que fosse boa ideia. O charme que o analógico, neste caso, tem é algo que é um verdadeiro turn on para mim.

Entristece-me que eu nunca tenha valido a pena o esforço de receber uma carta de amor assim lamechas, piegas, a vomitar amor, etc. Perdoem-me a referência algo escatológica mas foi necessário para ilustrar melhor o que quero dizer.

Há muitos meses recebi uma série de cartas escritas à mão por uma pessoa muito especial para mim. Não foram cartas de amor mas foi aquilo que de mais aproximado a isso eu já tive. Era uma série de cartas que tinha uma mensagem subjacente, mensagem essa que guardo só para mim. Acho que ela não tem muita noção da real importância que aquelas cartas tiveram para mim, o quanto significaram e significam! Aquele cuidado em escrever uma a uma, escrever a morada, colar o selo e enviar uma carta todos os dias…não encontro palavras para descrever o quão importante e precioso aquilo foi para mim.

Eu gostava de poder escrever cartas de amor. Gostava de escrever as maiores barbaridades e saber que do outro lado alguém iria gostar de receber, iria rir, chamar-me tonto mas percebendo a verdade que os meus sentimentos comportariam. Tudo isto sem recear cair no ridículo ou de desperdiçar sentimentos com alguém que apenas troçaria, iria amarrotar o papel e deitar a carta ao lixo.


As cartas de amor não saíram de moda. O papel, a escrita, o toque que o papel e que os sulcos da caneta no papel proporcionam são de um charme irresistível porque quem enviou a carta está ali.

Ainda tenho esperança de um dia receber uma. Qualquer dia ainda escrevo uma no blogue.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Para ouvir

Não tenho escrito nada por isso deixo aqui umas músicas que me dizem algo.

Uma das bandas que mais gosto e que têm músicas fantásticas são os The Black Keys e esta música é especial.



Outra banda de que gosto muito são os Orelha Negra. Esta música tem várias versões e partilho esta pela letra.

Aconselho irem procurar o vídeo que mostra também a arte do Vhils (acho que algumas das obras são numa cidade que adoro: Aveiro) e a versão com a Tamin.

Enjoy.

domingo, 28 de outubro de 2012

Paz de Outono

Houve uma altura da minha vida adulta em que eu me senti total e completamente em paz comigo próprio. Sem medos e inseguranças apesar de pequenas frustrações semelhantes às que tanta gente tem. Estava, como hoje, sozinho mas isso não me incomodava nem um bocadinho. Tinha paz de espírito.

Essa paz foi-se. Há coisas que não dependem de mim e pelas quais não consigo deixar de me culpar. Não é só a nível pessoal mas em todos os outros aspectos da minha vida.

Todas as escolhas que fiz até hoje são postas em causa por mim. Será que fiz alguma escolha correctamente? Sinceramente não sei…

A verdade é que há algumas que não me arrependo e das quais tirei grande satisfação e resultaram em boas recordações. O resultado de todas foi o mesmo e por isso me questiono: Devo ficar satisfeito ou eu podia ter feito e sido melhor?

Não dá para voltar atrás no tempo (ai se desse…) e tenho que viver com as minhas escolhas e com o seu resultado mas eu não me consigo acomodar nem encontrar muito conforto.

Ainda tenho forças para lutar mas sinto-me a enfraquecer. Não gosto do Outono. Quebra-me o espírito, verga-me à melancolia, faz doer a solidão, deixa-me mais fraco.

Não gosto do Outono…mas ao menos há castanhas.



P.S. – preciso mesmo de um cigarro e de um gin tónico!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ao engano

As pessoas vivem a enganarem-se a si próprias. Dizem para si próprias que são felizes, que fazem o que gostam, que amam aquela pessoa, que têm a vida que querem, que são quem querem. Muitas vezes dizem tudo isto na esperança de se convencerem de que isso realmente é verdade.

A resistência à mudança chega a ser assustadora. A preguiça também trava muita gente de dar o passo que deve e romper com algumas coisas. Há outras ainda que estão “presas” e que não podem mandar tudo para o tecto e fugir.

Eu muitas vezes não sei quem sou. Também me engano a mim próprio mas, visto ser mau mentiroso, mais cedo ou mais tarde levo com a minha própria verdade na tromba. As frustrações, tristezas e inseguranças rompem barreiras e mostram-me que estou longe, muito longe mesmo de quem quero ser, de quem poderia ser, de quem devia ser.

Não me contento com o quase nada que tenho. Não me quero acomodar porque isso não me vai chegar. Prefiro ser um miserável infeliz que continua a tentar lutar por algo melhor para si próprio do que um optimista conformado que se contenta com nada só porque tem medo de arriscar.

Acho que é preciso alguma coragem para se admitir a si próprio o que se é realmente e aquilo que se quer ser.

Eu não sei exactamente quem serei no futuro, que caminho seguirei, se o farei sozinho, para onde irei, onde irei viver, etc. O que sei é que quero o que no fundo toda a gente quer: ser feliz!

Não é pedir pouco.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Querer o proibido e o quero agora, agora não quero

Estou para perceber porque é que tanta gente que deseja alguém perde o interesse no momento em que o objecto de desejo corresponde ao interesse. Aqui se enquadram também as pessoas que só querem quem não podem ter, nomeadamente porque essas pessoas são comprometidas porque caso não fossem nem sequer olhavam para elas.

Eu decidi escrever isto porque já há anos que isto me anda na cabeça e porque recentemente li alguns posts no novo blog da Rita (se quiseres eu ponho um link para o teu blog) em que ela admite que é um bocadinho assim e também ela não percebe muito bem porque é que é assim.

Isto não é para a julgar ou dizer que ela é pior pessoa por causa disso. A sério. Isto é apenas uma opinião. Cada um é como é e eu não sou ninguém para julgar quem quer que seja. Espero que ela não me leve a mal porque isto são opiniões que tenho há muito tempo e os posts dela só mas avivaram e fizeram escrever.

A partir do momento em que uma pessoa é comprometida para mim fica automaticamente fora da ‘lista’. A pessoa até me pode atrair mas a minha maneira de ser e agir não me deixa criar nenhum interesse em especial por essa pessoa. Mas não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que isto não possa vir a acontecer ou que eu já me tenha sentido atraído por alguém quem tinha ou tem uma relação. O que eu nunca farei em consciência é interferir de alguma forma nessa relação.

Vai para além da minha compreensão as pessoas que dizem que isto lhes dá pica. Sinceramente não acho piada nenhuma em andar a encornar alguém. Mas isto sou eu que insisto em fazer algumas coisas de uma forma minimamente correcta. Gosto daquele ditado do “não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti”.

Outra questão que me causa alguma perplexidade é aquela coisa do agora quero e passado uns tempos já não querem. Nisto sou um bocado preto e branco: ou queres ou não. Eu sei que num dado momento quero um gelado de morango. Posso mais tarde comer um de chocolate mas, enquanto me satisfizer, eu vou sempre querer um gelado de morango. Às vezes quando se tem demasiada escolha as pessoas podem ficar indecisas, é humano. Mas geralmente eu sei o que quero e quem quero. Se o consigo ou não já são outros quinhentos.

domingo, 14 de outubro de 2012

Tão difícil que eu sou

Às vezes acho que sou mesmo um bocado ave rara. Não se o meu pragmatismo é uma coisa rara ou se muita gente gosta de complicar as coisas por puro desporto.

Normalmente ouço tangas do tipo: “Mas não pode ser assim tudo como tu dizes, tudo directo. Tem de haver algum jogo, tem de haver mais qualquer coisa senão não vais dar valor às coisas. Se não for difícil não vale a pena.”

Que me perdoe quem concordar mas eu acho este tipo de argumentação uma treta pegada.

Uma mulher que se faz de difícil só por desporto, só porque sim, porque tem de ser ou então os outros vão dizer que ela é fácil, para mim é um turn off. Eu perco o interesse porque não sou de andar a perseguir e insistir com as pessoas. Também não sou uma besta sem sentimentos e que não aprecia um bom jogo de sedução quando este tem um propósito e leva a algum lado.

Se uma pessoa quer e a outra quer o mesmo, para quê andar a complicar?

Eu até gosto bastante de todo o joguinho do teasing mas chega a um ponto que eu perco o interesse. Andávamos todos muito mais satisfeitos e relaxados se muita gente se deixasse de merdas e fizesse aquilo que não faz só porque “parece mal”.

domingo, 7 de outubro de 2012

Impacto nos outros

Às vezes dá-me para filosofar. Depois dizem-me que sou um gajo complicado pois dizem :P

Eu acredito que não sou um gajo complicado mas, admito, não sou o tipo mais simples e básico do mundo. Uma amiga certo dia até me disse: “Tu és estranho. Não és simples como a maioria dos rapazes.”

Eu até levei aquilo como elogio porque ela não disse aquilo de uma forma muito negativa ou necessariamente depreciativa.

No seguimento da conversa eu até disse que nem achava esse facto mau e que se ela dizia aquilo pelo facto de eu falar sobe mais coisas do que apenas gajas, carro e bola, ter opinião sobre assuntos complicados então isso até era bom porque assim uma mulher tem mais para descobrir sobre mim. Pelos vistos as mulheres não são da mesma opinião mas adiante.

Há tempos começou a remoer cá dentro qual será o impacto que eu tive até agora na vida das pessoas assumindo que tive algum.

Isto pode parecer um bocado estúpido a quem lê e se calhar algumas pessoas iriam rir se eu estivesse a dizer isto em voz alta. Às vezes penso que nem serei muito normal por me pôr a pensar nestas coisas, se calhar tenho demasiado tempo para pensar.

Isto deixa-me um bocado preocupado. Pensar que posso passar por esta vida sem ter significado nenhum para ninguém nem em nada assusta-me imenso.

Às vezes isto dá-me na altura em que faço anos mas, tendo estado recentemente no casamento de dois amigos e ver a forma como os dois se amam e como precisam um do outro, fez-me pensar se algum dia terei para alguém um décimo da importância que aqueles dois dão um ao outro.

Será que eu já tive algum gesto que tenha tido significado e importância para alguém?

Eu acredito que alguns gestos simples podem ter muito impacto e que podem atrair coisas boas. Por exemplo: quando vou a um café ou restaurante sorrio para a pessoa que me atende, digo por favor e obrigado; tiro os óculos de sol e olho a pessoa nos olhos. Acredito que este cuidado pode ter alguma importância para alguém mesmo que seja sempre ignorado. Não faço as coisas à espera que me agradeçam mas também sabia bem receber um bocadinho desta atenção que coloco nos detalhes.

Acho que não sou a única pessoa que já se interrogou de como seriam as coisas se desaparecesse. Se eu morrer amanhã o mundo não pára de girar, as pessoas não deixam de viver, os pássaros não deixam de cantar mas será que vão sentir verdadeiramente a minha falta? Será que alguém que se lembrará de mim daqui a muitos anos?

Bem, o banco e o gestor de conta de certeza que se iam lembrar de mim porque eu tenho um empréstimo por pagar. Já conta para alguma coisa :P

Mais do que existir, o que me interessa é viver e viver com significado.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Perguntas difíceis

Há tempos a amiga de amigo meu, pessoa que mal me conhece, fez-me a seguinte pergunta: “Achas que és má pessoa?”

Eu respondi: “Quero acreditar que não…”

Sinceramente não sei o que pense realmente. Surpreendeu-me a pergunta vindo dela mas já não é a primeira vez que me fazem esta pergunta. Há tempos, outra pessoa que só conheço através aqui do blog, perguntou-me o mesmo e isso fez-me pensar durante muito tempo. Será que sou assim tão terrível a falar de mim próprio? Isto de uma pessoa ser ela própria na relação com os outros é mesmo boa ideia?

Perguntas sem resposta certa mas tenho que trabalhar o marketing pessoal.

domingo, 30 de setembro de 2012

Assim para o confuso...

Não sei bem que escrever. Não quero estar a chover no molhado. (oh que expressão tão bem aplicada tendo em conta os últimos dias)

O meu coração e a minha cabeça andam desencontrados, de costas voltadas mesmo. Um diz uma coisa e o outro faz o que quer e bem lhe apetece. O meu coração basicamente anda a fazer um manguito gigante à minha cabeça e depois eu ando um bocado desorientado.

Adorava ter a opção e capacidade de desligar o coração, formatar e começar de novo, completamente limpo. Dava jeito às vezes.

Nas últimas semanas encontra-mo-nos em duas ocasiões diferentes por via de amigos comuns. Se da primeira vez foi uma surpresa tal que me deixou em choque e me fez ignorá-la boa parte da noite, da segunda eu já contava com ela. O coração bateu mais forte, acelerou e os nossos olhos encontraram-se. O olhar dela parece-me que é o de quem olha para um amigo com quem já se partilhou algo e com quem se tem alguma cumplicidade. O meu…o meu carrega alguma mágoa e sentimentos que não consigo disfarçar.

Enquanto eu falava na minha cabeça ecoava: “Eh pah fodasse! Mas porque raio é que tu ainda mexes assim comigo?! Porquê isto…para quê?”

A maioria dos nossos amigos não suspeitam, espero eu, que nós tivemos um caso mas eu ando a perder as minhas qualidades de actor. Há um amigo nosso que deve suspeitar de algo mas eu quero evitar a todo o custo que ele saiba. É algo só nosso e sempre achamos mais seguro que as coisas assim continuem. Não há perguntas, não há conversas que só serviriam para me torturar. Ele esteve connosco e acho que as suspeitas dele se adensaram. A culpa é minha. Estar com ela, ela tocar-me, eu tocar-lhe, a minha mão no cabelo dela, o toque de quem conhece aquele corpo dá pistas.

Ainda não me é indiferente. Não se algum dia o será. O que eu sei é que tenho que me preocupar é comigo, viver e esperar que o coração e a cabeça se entendam.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Gostos

Há uns anos numa conversa de amigos a certa altura uma das minhas amigas no grupo pergunta-me: “Então e tu? Preferes loiras ou morenas?”

Ao que eu respondi: “Eu cá prefiro mulheres!”

Gargalhada geral seguido de bocas a dizer que para mim qualquer uma serve. Ao longo dos anos mais gente me manda essa boca como se eu fosse algum mulherengo incorrigível que se atira a tudo o que mexe.

E eu pergunto-me: qual é o mal de não discriminar as mulheres pela cor de cabelo? Há mulheres lindas que são morenas, outras que são loiras e outras ainda, mais raras, ruivas. Eu até gosto de mulheres com cores de cabelo estranhas, vejam lá. Para mim não é assim tão importante. Para gostar de uma mulher tem haver mais do que cabelo. Adoro mulheres de cabelo comprido mas aquelas que ficam bem de cabelo curto…uiii, são uma verdadeira perdição.

Nunca tive um modelo de mulher ideal, física ou psicologicamente. Já gostei de pessoas tão diferentes que para mim essa questão não é mesmo importante.

Se quiserem mesmo mesmo mesmo que eu defina um tipo de mulher, eu defino de forma muito simples: mulheres inteligentes!

Eu gosto de mulheres e cada caso é um caso.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Unsolved issues

Toda a gente tem assuntos mal resolvidos, eu também e ao contrário de muita gente admito-o. Pelo menos aqui.

Pode ser confundido com ressabiamento, rancores guardados, falha de carácter, etc. Sinceramente no meu caso acho que não é muito grave porque são coisas que só a mim afectam e nunca farei nada para prejudicar terceiros por causa das minhas pancadas.

Aqui há algum tempo isto bateu-me de uma forma desconcertante.

Há alguns anos que tenho um fraquinho por uma amiga. Não é nada muito forte mas é algo que está lá. Sempre que estou com ela sinto-me bem, ela é uma mulher muito interessante, alegre, inteligente, doce e, às vezes quando falamos, chama-me “paixão”. Como é que uma pessoa não há-de gostar de uma mulher assim? :P

Os anos foram passando e este fraquinho nunca se fortaleceu. Foi estando mas sem me ocupar a cabeça.

Uns dois anos depois de conhecer esta minha amiga conheci a pessoa que me deu completamente a volta à cabeça, ao coração, ao juízo, etc.

Depois da desilusão e de andar um bocado desorientado procurei, mais do que nunca, apoio nos meus amigos (amigas incluídas como é claro). Esta amiga que não me é indiferente também foi das pessoas que procurei porque, como já disse, sinto-me bem com ela por perto.

Por acasos do destino, e do casamento de amigos comuns, estive com mais frequência com a amiga por quem tenho um fraquinho há anos. Não sei se por carência ou fruto de ela não me ser indiferente comecei a pensar cada vez mais nela.

Depois de uns dias a pensar nisto, vinha a conduzir para casa já a altas horas e de repente caiu a ficha: as duas são muito parecidas!

Há tanta coisa parecida ao nível físico e de personalidade que eu nem sei bem o que diga ou pense. Realmente ou isto é um assunto mal resolvido ou então, depois de muitos anos a pensar nisso, querem ver que afinal eu tenho um tipo de mulher?

domingo, 16 de setembro de 2012

Up and down...

Às vezes canso-me de mim próprio. 

Após uns dias em que aconteceram umas boas saídas à noite, uma festa na praia com milhares de pessoas, o casamento de amigos e partilhar da felicidade deles, venho outra vez por aí abaixo. 

O estar com amigos, sair e ver muita gente fez-me bem e distraiu-me a cabeça de outras coisas.  Foi bom mas foram momentos que passaram.

A frustração, a tristeza, o não saber o que fazer, o sentir o tempo a passar e a minha vida emperrada na mesma...dá vontade de desaparecer, de fazer sei lá o quê. 

Eu estudei que me fartei. Eu trabalhei o melhor que pude e sabia. Eu tentei e tento tudo. Caramba, eu já merecia um bocado de sorte.

Há dias que me sinto triste e desanimado mas, ao que parece, dá a ideia de que algumas pessoas acham que não tenho esse direito.

Mereço mais, mereço melhor.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Lingerie

Gosto de ver uma mulher bem vestida mas uma mulher bem despida também é muito interessante.

Às vezes nós homens não queremos que uma mulher fique imediatamente nua (não que eu me queixe disso ou me faça de esquisito), quando num contexto sexual é claro, às vezes o saber despir-se, e o que despe, é tão importante como o que se seguirá.

Não digo que todas as mulheres devam ter treino na arte do striptease e da dança do varão, embora seja altamente desejável (estou a brincar mas fica a dica), mas a lingerie é uma arma poderosíssima que qualquer mulher pode usar.

Convenhamos que os homens nisso estão mais limitados. Se eu fosse mulher, ou gay ou bi, não ia achar grande piada a que um homem me aparecesse à frente de fio dental. Até a tradicional cueca me coloca sérias reservas. Eu ia ficar um bocado ridículo, mas adiante.

A lingerie de uma mulher funciona para mim como mais um afrodisíaco, uma mulher que sabe o que quer e que toma a iniciativa são outros da minha preferência. Os olhos também comem e uma lingerie com bom gosto pode fazer maravilhas.

Recentemente comecei a ficar um grande apreciador de corpetes. A certa altura andava sem perceber porque é que babava um bocado por miúdas com estilo gótico. Para além de muitas serem muito bonitas, aquelas roupas, com especial ênfase nos corpetes, deixavam-me assim para o ofegante, if you know what I mean.

Acho que os corpetes ajudam imenso uma mulher a ficar ainda mais sensual. Eu pouco percebo de moda, roupas, acessórios e afins. Percebo o básico no que toca a indumentária íntima feminina, por exemplo: estou familiarizado com a dinâmica do soutien ao nível de números, copas, almofadados, etc.; sei desapertar um soutien; cintos de ligas; boxer feminino.

Percebo o suficiente para saber do que gosto de ver e para saber que as mulheres conseguem levar um homem na certa quando usam determinadas peças de roupa. Mas como dizem os brasileiros: “Me engana que eu gosto!”

p.s. - quando puder respondo aos comentários ;) 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Medo das alturas

Eu não tenho medo das alturas mas há muito boa gente que tem. Cada um com os seus medos. Eu tenho medo de cobras e da morte.

O assunto das alturas deixa-me um bocado perplexo. Às vezes ouço uma mulher dizer: “Oh…ele até é giro, eu gosto dele, mas é mais baixo que eu…nunca irá resultar.”

Sinceramente não consigo perceber essas mulheres. Quem diz mulheres diz homens quando o assunto são mulheres mais altas do que eles. Mas qual é o problema?! Não conseguem chegar onde querem? Olhem que na horizontal esse problema fica resolvido. Na horizontal, diagonal, etc. e tal, puxem lá vocês pela imaginação.

Este é mais dos preconceitos entre homens e mulheres que eu não entendo. Ao menos deste nunca sofri.

Já há muito que este assunto me faz alguma espécie e por acaso hoje depois de ler uns comentários no blog da Lírio e há dias ter lido um bocado do blog da Uena decidi escrever sobre isto.

Não percebo porque é que se sentem mal por calçar uns saltos e depois ficarem mais altas que o respectivo, seja namorado, marido, ‘amigo’ ou outra coisa qualquer. Adoro uma mulher de saltos, especialmente se os souber usar, i. e., se souber caminhar bem com eles. Acho particularmente sexy uma mulher de saltos altos, isso e lingerie, e corpetes…

Pessoalmente não me aborrece minimamente. Não tenho qualquer problema em sair com uma mulher mais alta do que eu. Não fico envergonhado nem me metro em cima de nenhum degrau. Estou perfeitamente à vontade com isso. Não sou alto nem muito baixo, tenho 1,75m, portanto, estou dentro daquilo que se costuma designar por estatura média.

Algum dia eu iria rejeitar uma mulher só porque ela era mais alta do que eu?! Só se eu estivesse completamente doido.
“Querida, és tudo aquilo que eu sempre quis na vida. És uma mulher de sonho. Acho que podias ser a mulher da minha vida mas não vai dar…és mais alta do que eu por isso baza!”

Meninas, deixem-se de coisas. Se o tipo valer a pena não se detenham por uma questão de centímetros.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Grande defeito

Tenho muitos defeitos. É verdade, não sou perfeito e estou carregado de defeitos. Às vezes acho que tenho mais defeitos do que qualidades mas há um que sobressai, é quase uma cena patológica.

Já pensei em consultar um psicólogo ou psiquiatra ou os dois, se tiverem um daqueles divãs eu vou.

O meu grande defeito é ser pontual!

Estou condenado a esperar pelos outros. Eu já devia ter aprendido com os meus erros mas não…feito estúpido continuo a cair no mesmo.

“A malta combinou às 23h junto a casa de fulano.” Aqui o artolas vai ter ao sítio combinado às 23h e só 20 minutos depois é que o fulano, da casa que se combinou como ponto de encontro, aparece. Isto é só um exemplo do que me acontece sempre.

Para minha desgraça sou mais pontual que os ingleses, quer dizer, os ingleses nem sequer são pontuais. Isso é um mito que alguém criou. True story!

Fico furioso com este meu defeito mas fico mesmo colérico quando me dizem: “Mas tu insistes em ser pontual, caramba! Já não sabes que não é para chegar a horas?!” Realmente, que idiotice! Uma pessoa combina alguma coisa a uma determinada hora e tem o desplante e ousadia de chegar à hora combinada. Gente sem noção de boa educação!

Um dia aconteceu algo que me deu esperança. Diz-me uma amiga antes de um jantar: “Aiii ainda bem que já aqui estás, estava a morrer de preocupação, eu comentei com as meninas ainda há pouco: Ele nunca se atrasa, será que lhe aconteceu alguma coisa?!”

Naquele dia pensei: “Ahhhhhhhhh!!! Ainda há esperança para mim!”

Sonhei por uns dias que conseguiria corrigir esta minha falha, que doce ilusão. Uma semana depois já estava de volta ao mesmo e a chegar a horas aos compromissos.

Há dias em que não sei como é que me consigo olhar ao espelho…

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ansiedade

Tem-me apetecido muito beber e fumar. Muito mesmo. Isto não é bom.

Não posso ir por esse caminho. Não estou em posição de manter vícios nem quero ser dependente de nenhuma substância.

Tenho-me abeirado de novo dos meus “limites de serenidade”. Normalmente consigo lidar sozinho com estas coisas e já aconteceu conseguir ‘dominar’ um ataque de pânico, mas o copo está a encher de novo.

Pode ser que o calor volte e faça evaporar alguma da água e evitar que o copo transborde.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Prova Oral

Já há algum tempo que era para escrever sobre isto e há dias vi dois segredos no Shiuuuu sobre isto.

Um dos segredos era uma rapariga a afirmar que gostava que o namorado ejaculasse na boa dela e o outro era uma rapariga a dizer que tinha mentido às amigas dizendo que não gostava de fazer sexo oral quando na verdade até gosta.

Ambos os segredos geraram dezenas de comentários que deu para perceber que ainda há muita cabecinha fechada e outras muito mais abertas e esclarecidas.

Já há muito tempo que eu tenho dificuldade em perceber as mulheres que perante a ideia de meterem a boca na pila de um homem dizem logo: “Ai não, que nojo!” Eu já ouvi isto ao meu lado e amigas já me disseram isso em conversa.

A minha questão é e também tive oportunidade de colocar a questão: “Ora bem, é nojo meterem na boca mas já não é nojo meterem lá em baixo…pois…não percebo!”

Mas nojo do quê? Se estão a permitir que uma parte do corpo da outra pessoa entre nelas, por uma questão de coerência seria nojento em qualquer das situações, caso contrário não me venham com cantigas porque eu não compro essa.

Eu percebo perfeitamente que uma mulher possa não tirar prazer de estar a fazer sexo oral a um homem. Nem toda a gente gosta e se não tira prazer nisso eu até prefiro que no meu caso sejam sinceras e não façam. Contra a vontade é que não, aí até eu perco o interesse. Agora nojo?! Eh pah…

Se não sabem fazer, ou acham que não sabem, ou têm receio procurem informação. Pesquisem na net, vejam pornografia e aprendam qualquer coisa com isso, perguntem aos respectivos de como é que gostam das coisas, etc. Não se acanhem.

Gosto que uma mulher tome iniciativa de fazer o que quer na cama. Como já referi anteriormente, não sou de falar muito mas se estou muito afim de algo dou a entender ou digo directamente o que quero mas com o devido tacto. Se a pessoa não gosta ou não quer adiante que imaginação não me falta. Mas se algum dia me sai essa do “Ai que nojo” eu visto-me e das duas uma: ou vou embora ou mando alguém embora. Se mete nojo não comas, ora essa. Temos pena!

Da minha parte nunca existiu, nem existirá, esse tipo de problemas e afirmo sem qualquer pudor ou gabarolice: gosto muito de fazer sexo oral!

Gosto, dá-me prazer. O corpo de uma mulher é lindo de ver, tocar, beijar, saborear e outro “ar” que se lembrem.

Pronto está dito. A verdade é que dar prazer a alguém me dá um imenso prazer também. Metade do gozo que tiro no sexo é exactamente esse: dar e ver a mulher a ter prazer.

Há uma questão a ressalvar: a higiene é essencial em qualquer dos casos, seja homem ou mulher!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Maldita timidez

Não sou socialmente inapto.


Tenho amigos, sou um ser sociável, gosto de jantaradas, saídas à noite, borga em geral e rambóia em particular. Não sou nenhum party animal, como já me chamaram, e aprecio um bom momento de recato.


O problema é que sou tímido. Nunca gostei de levantar muitas ondas e até me considero um tipo discreto, não escondendo que também gosto de por vezes ser o centro das atenções. O facto é que a timidez por vezes me limita um pouco. Principalmente com as mulheres.


Ao longo da vida sempre fui o gordinho da turma e sofri um bocado de bullying, na altura o termo não estava popularizado, numa altura que é crítica no crescimento de alguém: a adolescência.


Fui-me fechando um bocado. Tornando introvertido, muito inseguro e complexado com o meu corpo. Numa altura que um rapaz começa a prestar atenção às miúdas isto pode ser devastador. Eu achava que todos eram melhores do que eu. Sofria com isso e virava-me só para os estudos. Ao menos nisso eu era bom, nisso batia-me de igual para qualquer um. É claro que o rótulo do marrão não é lá muito sexy mas como eu tinha era de prestar contas era aos meus pais, não me chateava se achavam que eu era marrão e até me orgulhava nisso.


Tudo isto me levava, e ainda leva, a ser muito cauteloso no que toca aos afectos. Só a muito medo é que me aproximava de alguém e mesmo hoje em dia só depois de muita ponderação é que avanço.


Eu sei que não devia ser tão racional, perder a vergonha e atirar-me de cabeça. Se calhar ganhava mais. Mas parece que às vezes há qualquer coisa que me trava. A timidez ataca em força e eu fico no meu canto em vez de arriscar.


Quase sempre esperei que fosse a outra parte a dar o primeiro passo. A partir daí, com o gelo quebrado, pareço outro.


Se calhar isto foi uma forma de defesa que inconscientemente fui criando porque levar uma tampa toda a gente leva e ninguém morre por causa disso, agora lidar com a rejeição…é mais complicado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dias chatos

Hoje é um dia menos bom. Não digo mau porque não me aconteceu nenhuma tragédia mas o que aconteceu puxou-me para baixo, o dia não tem sido grande coisa.

Sinto-me triste, frustrado, cansado e só. 

Respondo por monossílabos aos meus pais. Eles compreendem, sabem o que se passa comigo. Não me apetece falar muito.

E eu olho para o telemóvel feito parvo. "Ligo-lhe? Mando ums mensagem? Está quieto, só te vais humilhar. Deixa de ser estúpido."

Hoje nao é um grande dia, amanhã será melhor.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mixed signals

Às vezes sou um bocado desajeitado com as mulheres, especialmente no que toca a perceber qual o tipo de intenções que têm para comigo. Já tive alguns dissabores e desilusões à conta disso. Há gajas muito interesseiras, tal como homens, e pessoas como eu que têm uma enorme dificuldade em dizer que não.


Em termos amorosos então é o piorio. Sou mesmo uma desgraça a perceber se uma rapariga está interessada em mim ou não, acho que sou sentimentalmente míope quando o assunto sou eu. Quando o assunto são os outros normalmente, não é para me gabar, acerto mais do que a Maya. As dicas que dou e as conjecturas que faço por norma batem certo.


Na passada sexta-feira, a minha amiga da qual falei noutro post ligou-me porque no dia a anterior lhe tinha deixado uma mensagem a convidar para irmos à Viagem Medieval. À hora combinada fui buscá-la a casa e lá fomos.


Andamos por lá a tarde inteira. Falamos imenso, olhei imenso para ela e fico desarmado quando ela fala comigo olhando-me nos olhos com aqueles grandes e lindos olhos castanhos, e eu toquei-lhe imenso. Não é que andasse ali com as mãos sempre em cima da rapariga, nada disso. Não ou um cola ou uma lapa.


Eram toques subtis. Uma mão na cintura ou no ombro enquanto ela via um dos milhares de anéis ou pulseiras que por lá havia. De forma fugaz e sem ser abusivo. Ela não se mostrou incomodada ou deu a entender que não gostava, por outro lado também não mostrou que gostava.


Como já nos conhecemos há alguns anos e temos uma boa relação de amizade eu temo que ela interprete isto como uma coisa normal. Estarei eu a enviar sinais errados e não sei?!


Na viagem de carro para a levar a casa iamos os dois calados e eu fixei o olhar nela por uns segundos (não ia carro nenhum à frente e eu ia devagar por isso não havia risco de acidente apesar de tudo o que me passava pela cabeça :P) e ela com um ar sereno e um sorrisinho meio maroto pergunta-me: “O que foi?”
Eu respondi a sorrir e meio embasbacado: “Nada…”


Já não é a primeira vez que faço isto. Ir a conduzir ao lado dela e olhá-la fixamente por uns momentos só para provocar um bocado, uma espécie de teasing. Ela sorri e pergunta-me porque a olho assim. Ai se ela estivesse dentro da minha cabeça…


Deixei-a em casa e despedi-mo-nos como de costume dizendo que tinha gostado muito de ter passado a tarde comigo. Eu fui para casa meio desconsolado e sem perceber se durante a tarde ela me tinha dado algum sinal de que estaria receptiva a algm avanço meu ou nem por isso…

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Cuidado com o que se deseja

Uma vez escrevi isto sem ter ninguém como inspiração. Estava sozinho, como estou agora, mas queria muito gostar de alguém. Mal sabia eu quem eu ia conhecer uns meses depois e como me ia sentir.

“O destino só não me traz o que eu queria. Eu queria que tu também me quisesses. Não precisava de ser para sempre, para sempre é capaz de ser muito tempo. Podia ser por alguns anos, uns meses, uma semana, uns dias ou então apenas umas horas. O tempo suficiente para a adrenalina subir, o ritmo cardíaco disparar a fim de perceber que estou vivo e por dentro não é só azedume e vazio de sentimentos.

Mas o tempo, o vento a chuva outra coisa qualquer não te trazem até mim. Não consigo perceber porquê. Eu nunca sirvo para ti, eu nunca sou aquele que desejas ou é desejável, eu nunca correspondo às tuas expectativas, eu tenho todos os defeitos, eu não presto, eu sou aquele que serve só para ajudar a juntar os pedaços quando os outros te desfazem por dentro. A solidão pode tornar-nos amargos, sim pode mas também nos faz valorizar pequenas coisas e pequenos gestos. Quando algo de bom nos acontece aquecenos por dentro, as pequenas alegrias têm outro sabor.”

domingo, 5 de agosto de 2012

Um olhar sobre “A felicidade dos outros”


Há tempos li um texto no “omeuladob” que me tocou particularmente. A Desnorteada descreveu de uma forma tão verdadeira e assutadoramente familiar a forma como alguém se pode sentir só no meio de muita gente e, pode parecer egoísta e invejoso, aquela sensação que pouca genet admite ter que é a de estar cansado da felicidade alheia.

Não é por mal, acreditem em mim por favor. Não quero parecer maldoso, muito amargo, um tipo azedo ou profundamente invejoso mas, a verdade, é que algumas vezes também me cansa a felicidade dos outros e a forma como às vezes a ‘vomitam’ para cima de mim.

Tenho a sensatez suficiente para me comportar e para perceber que algumas vezes eu invejo aquela felicidade e sucesso. Eu não quero que as pessoas estejam como eu ou que estejam na merda e a sofrer. Nada disso. Eu queria era ter um bocadinho dessa felicidade também.

Este querer desemboca nisto que a Desnorteada escreveu:
“[…]E daquelas que doem, que moem, que torturam, que nos deixam sem vontade para fazer o que quer que seja e nos transformam em alguém insuportável. É que escolhemos tantos caminhos que não nos levam a lado nenhum que a solidão acaba por fazer parte de nós como se já cá estivesse desde o dia em que nascemos e não há meio de se ir embora. Criam-se expectativas que nunca são cumpridas, vive-se como se pode e não como se quer,  finge-se que se anda feliz da vida porque assim nos exigem, poupam-se as palavras porque estas podem sair muito caro, faz-se de conta que nada soa a mágoa e que está sempre tudo bem, guardam-se as lágrimas para os momentos a sós, relembram-se os sorrisos e as gargalhadas de outros tempos e assim sobrevive-se com o passar do tempo. […]”

E daí acontece isto:
“[…] O problema é que depois olhamos à nossa volta e percebemos que está tudo muito diferente: as pessoas já não são as mesmas, os estranhos parecem-nos ainda mais estranhos, o medo domina-nos o pensamento e corrompe-nos as acções, os amigos estão dedicados aos seus projectos, às suas casas, aos filhos, às férias em família, ao melhor emprego a pensar na educação das crianças, no T4 ou T5 porque o T2 já não é suficiente, nas fraldas, no preço incrível do infantário, etc, etc, etc.... e nós ficamos em terceiro ou quarto plano e já ninguém se lembra de nos perguntar se estamos bem, se nos sentimos bem, se precisamos de algo, se queremos que a vida role de uma outra maneira, se ainda nos achamos seres humanos ou já nos sentimos ET's de carne e osso. […]”

Às vezes entristece-me olhar para trás e perceber que que as coisas não mudaram assim tanto na minha vida. Profissionalmente fiz umas coisas interessantes, vivi em sítios diferentes mas a verdade é que tudo isso se foi e tanto profissional como pessoalmente a “[…]vidinha tal e qual era há 10 anos. […]”

E tudo isto redunda no que a Desnorteada  conclui no texto “[…] Para dizer a verdade, ando cansada da felicidade dos outros, dos projectos dos outros, das casas dos outros e do diabo que carregue dos outros. Como pode alguém sentir-se só numa sala com milhares de pessoas? Pois. Como é que é possível não sei bem, mas que é possível, lá isso é uma verdade, verdadinha...”

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ainda a propósito do vazio...

Há uns anos atrás escrevi um texto sobre o 'Vazio' sobre o qual também escrevi um post há tempos. 
Já nem me lembrava desse texto mas o incrível é que continua actual. Há coisas que é complicado mudar...

Há coisas cíclicas na minha vida. 

Aqui fica:



"Há alturas em que estamos bem, a vida é bela, as coisas correm bem e até gostávamos de ter alguém para partilhar essa boa onda. Se não houver ninguém também não há grande crise porque a moral está em alta e a coisa passa num instante e a boa onda prevalece.


Noutras alturas é que a coisa se complica. A vida começa a correr mal, o mundo parece que está contra nós, temos vontade de fugir e desaparecer. Não há ninguém para nos dar conforto, para nos dar aquele apoio e carinho que os amigos não podem dar. Aí as coisas podem ser duras, muito complicadas de aguentar…Mas que fazer?! Bem, aguentar e seguir em frente porque ficar de braços cruzados a chorar e com pena de nós próprios não resolve nada.


Claro que é fácil falar, ou escrever neste caso, mas a realidade custa bem mais do que isso. Há alturas em que me sinto um verdadeiro farrapo humano, completamente desorientado sem saber o que fazer, o que pensar, o que dizer. E sem poder desabafar com ninguém. É duro, é complicado, mas eu habituei-me.


O vazio está lá. Muito provavelmente à espera de ser preenchido mas sem grande esperança nisso. A esperança pode ser a última a morrer como se diz, mas até essa morre e neste momento está moribunda.


O vazio de sentimentos, emoções, de paixões, da adrenalina que a ansiedade de estar com aquela pessoa especial que sente o mesmo, torna uma pessoa amarga e faz com que se feche numa fortaleza à prova de sentimentos.


A dor da rejeição, da indiferença e o vazio fazem com que me feche numa carapaça que me vai protegendo de desilusões e sofrimento desnecessário. O facto de ter as minhas defesas bem activas não quer dizer que esteja imune ao mundo exterior, muito pelo contrário. Mas parece que o mundo exterior não está lá muito aberto para mim. "

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Devaneios destas noites quentes

Eu ando cá com uns pensamentos pecaminosos...ui! Se conseguissem ver o que vai dentro da minha cabeça até se assustavam, ou então não. :)


Não sei se é o facto de, vou ser muito honesto porque foi para isso que criei este espaço, andar a subir paredes ou pelo facto de me sentir muito atraído por uma amiga minha. 


A miúda é muito gira e um amor de pessoa. Não é daquelas belezas evidentes mas eu acho-a muito bonita. O facto de ter um corpo bonito ajuda e influencia muito esta minha pancada. 
Ela tem um jeito que me atrai. Gosto de como ela é e gosto muito do corpo dela. É uma cena de pele, carnal. Dá-me vontade de agarrar nela e fazer as roupas voarem!


Já fiz algumas insinuações, vulgo 'fazer ao piso', mas acho que ela não está muito virada para os meus lados. 


Eu sei que isto das amizades com benefícios é preciso ter cuidado e se calhar ela não quer misturar as coisas. Ai...mas eu misturava-me com ela tão bem, LOL!


Um dia destes o que ainda acontece é que nalguma destas noites quentes, numa festa qualquer na praia eu ainda perco a cabeça e atiro-me de cabeça, passo o pleonasmo. 


Acho sinceramente que saímos os dois a ganhar. :)



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Vazio


No post anterior falei em vazio. 
O vazio interior, o sentimento que nos falta algo ou alguém. Tal como me habituei à solidão e aprendi a viver sozinho e a lidar bem com isso, também me habituei a sentir este vazio. É normal, sempre cá esteve e só percebi o que isso era ao ver os outros a viverem grandes paixões e amores.

Há três anos o vazio no meu coração era total. Já fazia um par de anos que não me interessava ou apaixonava por ninguém. Estava perfeitamente tranquilo quanto a isso e de certo modo até preferia assim. O estar apaixonado sempre foi algo delicado para mim. Estava só concentrado no trabalho e isso era bom, no entanto, sentia falta de algo.

Esse estado de “vazio tranquilo” continuou por um bom tempo e sinceramente não sentia falta nenhuma de me apaixonar. Era estranhamente libertador agora que penso nisso. Mas um dia já de volta a Portugal conheci-a. Aquele modo de ser espevitado, aquela perspicácia, aqueles olhos lindos cativaram-me.

Algo mudou naquela noite. Mais de um ano depois é que percebi quanto tinha mudado. Eu sentia algo novamente. Não sabia se era bom ou não, se me faria sofrer ou não.

I regret nothing!

O vazio de hoje é diferente. Há alguma dor, sofrimento e desilusão a ocupar espaço. É também vazio por algo que não tenho mas sinto-o de uma forma diferente. Agora há alguém que eu queria a preencher esse vazio.

Tenho que varrer esses sentimento negativos para fora. A haver vazio ao menos que seja como dantes: só vazio e tranquilidade.

segunda-feira, 23 de julho de 2012


Tenho tido bastantes dias em que me tenho sentido particularmente só.

Para mim a solidão não é estranha. Toda a vida andei sozinho por assim dizer. Nunca tive relacionamentos longos o suficiente para me habituar a ter companhia e algumas vezes vivi sozinho ou praticamente sozinho. Habituei-me a fazer muitas coisas sozinho, a ir a sítios sozinho, a beber café sozinho, etc.

Não quer isto dizer que não tenho amigos, tenho amigos, é um facto. Estar a dizer que não tenho amigos ou que os amigos que tenho não são grande coisa seria profundamente injusto da minha parte. A verdade é que muitas vezes as nossas vidas andam desencontradas. A disponibilidade que temos uns para os outros não é muita, ou as pessoas não querem ter tempo…também é uma hipóteses a considerar. A minha vida de nómada é capaz de também não ter ajudado e não ajudar.

Os períodos em que estou de volta à terra natal são os mais críticos. O facto de estar mais frágil, emocionalmente falando, também não ajuda nada. As coisas batem com muito mais força e deixam mais marcas.

A solidão tem-me incomodado bastante.

Ontem saí para ir tomar um café. Fui sozinho. No caminho de casa, vinha distraído a conduzir quando me lembrei de um episódio simples mas que ilustra bem o que sinto.

Há uns 3 anos atrás estava a viver a um par de horas de avião de Portugal fruto de uma das minhas loucuras. Fui trabalhar para um país que não conhecia, onde não tinha amigos nem conhecidos. Fui sozinho.

Tive a sorte de fazer um bom grupo de amigos e de ter uns colegas de casa espectaculares de quem tenho imensas saudades mas mesmo assim havia dias em que me sentia só e vazio.

Um Domingo à noite quente de Verão saí de casa, comprei cigarros e fui beber um café a uma esplanada lá perto. Sentia-me estranho, muito inquieto como se tivesse perdido alguma coisa. Bebi o café, fumei o cigarro e voltei para casa. Mas não estava bem.

Cheguei a casa e fui para a janela da sala. Meio a tremer puxei de outro cigarro. Um dos meus colegas de casa apareceu naquele instante.

Ele: “Então meu caro, onde é que andavas? Até estava a achar estranho, cheguei a casa e não te vi por aqui.”
Eu: “Fui comprar tabaco e fui ali acima beber um café e fumar.”
Ele: “Sozinho?”
Eu: “Sim…não estava mais ninguém em casa e…tinha de ir apanhar ar e espairecer um bocado.”
Ele: “Ok…podias ter ligado que eu ainda ia ter contigo. Mas olha lá, o que é que tens? Passa-se alguma coisa contigo? Tu nem sequer costumas fumar…”
Eu (já com voz embargada): “Olha…sinto-me só.”

Ele chegou-se ao pé de mim e, como é mais alto que eu, meteu-me debaixo do braço dele e dando-me dois ou três apertões numa espécie de abraço fraterno disse: “ Então meu?! O que é isso agora? Não estamos aqui para ti? Todos temos saudades de casa, não sei se é isso, mas sabes que não estás sozinho e que me tens a mim e à outra malta. Quando estiveres assim ligas e vamos todos beber um copo.”

Aquele gesto tocou-me. Senti que estava a injustiçar um bocado o grupo de pessoas que me rodeava porque afinal estávamos todos no mesmo barco. Mas a solidão e o vazio naquele dia bateram muito forte.

Hoje a solidão e o vazio também bateram muito forte.

Hoje eu só queria que ela quisesse estar comigo. Não precisava de dizer nada. Só estar ao meu lado.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A noção de que algo nunca nos acontecerá

Já tive melhores momentos na minha vida do que aquele que actualmente atravesso mas, mesmo nos melhores momentos, sempre houve coisas que eu sempre achei que nunca irei conseguir ou que me irão acontecer.

Não é algo bom para se sentir. Chega a ser cruel e mais insólito, por assim dizer, é que tudo isto é auto-imposto. Não há ninguém a dizer “nunca te irá acontecer” ou “tu não consegues, desiste”.

Eu não me quero estar a fazer de vítima ou coitadinho e pedir a compaixão das pessoas que possam ler o que escrevo. São palavras e sentimentos o mais honestos possível.

Bem sei que muito deste sentimento pode advir de crises de auto-confiança e baixa auto-estima, não é mentira mas às vezes há coisas que dão que pensar.

Uma das coisas que mais frequentemente me vem à cabeça (tema recorrente do que tenho escrito) como inalcançável, inatingível ou impossível de acontecer é o amor. O amor verdadeiro, apaixonado, avassalador, incondicional, sufocante, puro.

Fazendo uso de um conhecido chavão: “Podes achar que não és ninguém no mundo mas podes ser o mundo de alguém!”

Eu queria ser o mundo de alguém e já falei amplamente nisso no post “Dar”.

Eu sei que pode soar dramático ou pessimista mas há dias que perco a esperança. Há dias em que páro um bocado para pensar no que está para trás e não chego a conclusões muito boas. Perceber que nunca senti a paixão verdadeira por parte de ninguém deixa-me triste, é doloroso. Olhar à minha volta e perceber que, em determinado momento das suas vidas, todos os que me rodeiam tiveram alguém nas suas vidas que estiveram ou ainda estão apaixonados por elas e/ou as amam ou amaram, excepto eu deixa-me perplexo.

Deixa-me a achar que certas coisas são impossíveis para mim. Não porque eu não quero, porque quero muito, mas nem tudo depende de mim.

Serei eu um bicho assim tão horrível, tão asqueroso, tão impossível de ser amado?! Eu acho que não, quero acreditar que não!

Quero acreditar que daqui a umas semanas ou um par de meses alguém vai querer dar-me a mão e entrelaçar os dedos nos meus enquanto caminhamos lado a lado.

Se não acontecer também ninguém morre por isso. A vida vai continuar de uma maneira ou de outra.




segunda-feira, 16 de julho de 2012

Agora que o Verão parece que quer mesmo aparecer...

...se calhar devia pensar em perder algum peso também.


Alguém dotada de alguma sabedoria disse-me há tempos e passo a citar:


"Não há melhor dieta que um coração partido!"



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Desilusão

Eu já falei outras vezes de como me magoa que algumas pessoas me tratem ou tenham tratado como um produto descartável, me tenham usado quando precisavam e nunca mais ligaram, que só recorram a mim quando precisam de ajuda para algo.

Falei do desamor e do desapego mas a palavra que hoje não me saiu da cabeça foi desilusão.

Se calhar é mesmo isto que mais me dói e corrói por dentro todos os dias. A desilusão por me ter entregado de corpo e alma, de ter exposto o que tenho de mais íntimo, as minhas inseguranças, ter baixado completamente a guarda, de ter confiado nela para minha confidente e apoio nos momentos mais complicados. A desilusão por ter sido em vão, por me ter mostrado mais vulnerável do que nunca, a desilusão por ter dado este poder sobre mim a alguém.

Mais do que a mágoa que as palavras podem causar, acho que desiludir-mo-nos com alguém é completamente diferente e muito mais doloroso.

O que me deixa mais triste é ter sido tão desiludido pela aquela que eu julgava ser a minha melhor amiga e a pessoa que, ainda, amo.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Chorar por alguém

Será que alguém merece mesmo as nossas lágrimas?

Eu fiz esta mesma pergunta a mim mesmo quando tinha talvez 17 anos e após o do episódio que mais marcou a minha adolescência: o meu primeiro grande amor!

Eu vivi mais de 4 anos completamente e irremediavelmente apaixonado por aquela miúda. Ela tinha um sorriso lindo, uns cabelos longos e fartos, e uns lábios como eu nunca mais provei. Acho que o beijo dela é mesmo a coisa que mais em deixa saudades apesar dela não ter sido grande fã dos meus beijos como anos mais tarde me confessou.

Foi este primeiro grande amor que me fez chorar pela primeira vez por uma rapariga. Olhando agora à distância e de forma mais fria: aquilo era amor o que eu sentia!

Conhecia-mo-nos desde os 6 anos de idade. Sempre andamos na mesma turma mas, só com 14 ou 15 anos é que a comecei a olhar de outra forma. Tornei-me o melhor amigo. Sabia das paixões dela. Sabia de tudo e sabia até que ela se apaixonou pelo meu melhor amigo e nosso amigo comum da escola. Sei que aquilo não deu nada. Eu sofri calado. O tempo passou e um dia ela disse-me que gostava de mim e que devíamos ver no que dava. O coração quase me saltou do peito com tanta alegria. Foi uma coisa passageira, durou muito pouco e ela partiu-me o coração de uma forma que ainda hoje ela em dia não faz ideia da dor que me causou.

A isto também ajudou o facto de muito pouco tempo depois ela ter começado a namorar com o tipo que daqui a menos de um ano se vai tornar marido dela. (E eu já fui convidado…)

Chorei um pouco, pouco porque o orgulho e raiva foram mais fortes e fizeram-me jurar que nunca mais choraria por mulher alguma. Mulher alguma merecia as minhas lágrimas se me fazia sofrer. Eu era demasiado bom para isso. Orgulho parvo de adolescente.

O meu primeiro amor ainda mexe comigo. É como que um assunto inacabado. Muitas vezes penso que ela é a mulher da minha vida e vai casar com outro. Sinceramente quero que ela seja muito feliz. Ela é a pessoa que melhor me conhece apesar de já não ser ela que sabe de todos os meus segredos, eu confiava-lhe a minha vida.

Mantive a promessa, de não chorar, intacta por mais de 10 anos. Apaixonei-me de novo e de novo me desiludi mas, mesmo às vezes custando-me horrores, mantive-me firme e nem uma lágrima rolou.

Nenhuma lágrima rolou até a motivadora de outros posts ter entrado na minha vida e depois me ter deixado o coração completamente destroçado, aos cacos…ainda não sei se é um amor tão grande como o primeiro mas é pelo menos tão forte e avassalador!

Por ela já chorei diversas vezes e de todas ela não consigo deixar de me sentir ridículo, sinto até alguma vergonha. Acho que não faz sentido. Porque é que me hei-de sentir tão triste e tão mal por alguém que se está a borrifar para mim?

Às vezes é mais forte do que eu.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Olhos

Sou um tipo discreto quando estou a apreciar uma mulher, o vulgarmente chamado “tirar as medidas”. Toda a gente o faz, homens ou mulheres, nisso somos todos iguais e não me digam que não porque eu bem sei que é verdade.

Apesar de ser discreto é óbvio que também já fui apanhado por estar a dar grande bandeira e, normalmente, o motivo é sempre o mesmo: os olhos!

Sim, os olhos!

Não me vou armar em santo e dizer que mamas ou rabos não me interessam, é claro que interessam. Também adoro ver um belo decote, um belo rabo, pernas, etc. Mas o que me desarma por completo são mesmo os olhos de uma mulher.

Não têm de ser só olhos azuis ou verdes. É claro que estes chamam mais à atenção porque nós como povo latino não temos assim tanta gente de olhos claros, é tudo corrido a olhos castanhos como eu. Nesse aspecto não tive a sorte da minha mãe e dos meus avós que têm todos uns olhos azuis lindos.

Aquele chavão de que os olhos são o espelho ou janela da alma (já não me lembro bem) têm uma ponta de verdade para mim. As pessoas podem tentar montar a personagem que quiserem mas, se tivermos tempo e formos perspicazes, olhando bem para os olhos de alguém consegue-se perceber melhor quem aquela pessoa é realmente.

Eu perco-me por uns olhos bonitos. Fico como que hipnotizado em alguns casos quando há um brilho especial no olhar. Os olhos mais bonitos que alguma vez vi são de uma amiga estrangeira que infelizmente não vejo há muitos meses. Os olhos dela são de um azul maravilhoso. Para dar uma ideia mais concreta de como é linda a cor dos olhos dela imaginem ou vão ver fotos do azul do mar Mediterrâneo. Aqueles olhos numa mulher linda e pessoa maravilhosa como ela é…até me falta o ar! :P

Curiosamente as mulheres mediterrânicas, mas do lado do norte de África, do Egipto, Líbano e Israel, atraem-me especialmente. Mulheres dessa região com olhos claros são uma perdição. Indo um pouco mais longe, em tempos conheci uma iraniana que tinhas uns olhos castanhos que me enfeitiçaram por completo. Os olhos e a boca por acaso.

As mulheres que amei curiosamente têm olhos castanhos. Já me apaixonei por uns olhos verdes e, tal como os castanhos, deram-me um desgosto. Faltam-me uns olhos azuis, e logo eu que ando a pensar emigrar para a Escandinávia. Loiras, olhos azuis…parece-me bem, LOL!

Para ficar encantado com uma mulher tenho que ser encantado pelos olhos e olhar dela. Tem de existir algo lá, uma faísca, uma luz!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A linguagem usada quando se fala de e no sexo

Ao escrever o post anterior estava na dúvida se devia usar uma ou outra palavra. Não quero chocar ninguém ou parecer mal-educado mas, por outro lado, o blog é meu e eu criei este blog precisamente para não me censurar mais e dizer aquilo que quero.

No outro post usei a expressão “só porque queremos foder com alguém”. Eu até podia dizer que queria mandar uma queca, mandar a berlaitada, pinar, etc e tal (Os tugas conseguem ser muito criativos!), mas não. Usei o verbo foder por ser mais cru, simples e realista. Toda a gente o usa. Em conversas com amigos homens eu também o uso muitas vezes. Na conversa com mulheres é que tenho certos pruridos. Não sei bem porque mas não me sinto muito à vontade, sinto que é deselegante, que estou a ser rude. A verdade é que a maioria delas nem se importa e usa os mesmos termos que os homens.

Eu tenho este cuidado principalmente com pessoas que não conheço assim tão bem. Não convém dar má imagem, especialmente com mulheres que me atraem e com quem eu quero ou poderei querer…partilhar agradáveis momentos de prazer e muita luxúria! :)

Na cama eu nunca fui de falar muito mas gosto que falem comigo. Comunicar é importante mas se eu não falo muito é porque geralmente estão a fazer as coisas bem e não é preciso estar com muita conversa. Eu fico é algo envergonhado, digamos assim, a usar certos termos. Se calhar não me envolvi com as pessoas certas. Há gente muito careta e que acha que usar certo vocabulário é sinónimo de vulgaridade, baixo nível e que só quem tem alguma tara sexual é que usa. Nunca levei com nenhuma destas pela frente mas também nunca usei muita “conversa” como já referi, nunca senti que a outra pessoa estive na boa relativamente a isso.

Acho que ainda estou para conhecer a mulher com quem possa toda e qualquer palavra e expressão na cama. Eu acho excitante até. Mas não se pense que é como nos filmes porno brasileiros e espanhóis! Eu juro que se me aparece uma dessas pela frente eu começo a rir à gargalhada, não é que seja totalmente turn off mas que seria cómico lá isso seria.

Eu não me refiro única e exclusivamente a usar frases ou palavras durante o sexo mas também em conversas.

O que é que acham disto? Quando estão com alguém em momentos mais íntimos usam algum termo mais hardcore para se referirem às coisas?! Acham turn off ou turn on?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Fazer uma loucura

Às vezes apetece-me fazer uma loucura, no bom sentido é claro!

Apetece-me perder a cabeça e ter um daqueles gestos meio malucos que demonstram o desejo de estar com alguém especial. Um daqueles gestos ou atitudes que normalmente nem nos passariam pela cabeça fazer ou que acharíamos ridículo.

Para poder cometer uma loucura teria que ter alguém com quem cometer ou por quem cometer e de momento nem uma nem outra existem. Esta vontade é semelhante à vontade de me dar a alguém mas tem algumas diferenças importantes. Se para mim uma situação implica a existência de amor, a outra nem por isso. Pode ser só o desejo carnal puro e duro (é isso mesmo que estão a pensar :P) a falar mais alto.

Vamos lá a ser honestos e sinceros: às vezes fazemos verdadeiros exercícios de contorcionismo (no sentido figurado e às vezes literalmente) só porque queremos foder com alguém!

Eu nunca fui muito de cometer loucuras por amor ou porque queria mesmo engatar alguém. Mas por ela, sempre ela, fiz uma pequena loucura.

Eu estava a viver fora do país e não pensava voltar tão cedo. O desejo de estar novamente juntos crescia todos os dias. As conversas eram quase tortura mútua porque queríamos muito estar juntos, arrancar a roupa um ao outro , tocar um no outro, beijar-mo-nos, agarrar, morder até que o sexo nos deixasse esgotados.

Um dia cheguei a casa, abri o computador, comprei a viagem, e no dia antes da viagem liguei-lhe: “Amanhã voo para Portugal para ir ter contigo. Preciso de ti, do teu beijo, do teu sorriso. Diz-me por favor que não tens nada marcado. Quero-te só para mim estes dias.”

Nunca estive tão ansioso num voo. As horas pareciam dias. A espera estava a dar cabo de mim. E finalmente chegou a hora de estarmos juntos. A recepção foi deliciosa, ela teve atenção a cada detalhe possível e imaginário, os corpos pareciam pegar fogo. Foi talvez a melhor noite da minha vida!

Fazia tudo outra vez, valeu bem a pena. Adorei cometer aquela pequena loucura.